Fotograma – Londres: British Museum
Mais um dos programas imperdíveis em Londres, o British Museum é majestoso e com um acervo tão abrangente que chega a incomodar aqueles que consideram que as obras deveriam estar nos seus países de origem.
A última vez que estive aqui foi em 1985, justamente na minha primeira visita a Londres. Eu acho que naquela época não havia esta cobertura estilosa…
E não havia mesmo: esta área, que se transformou na maior praça pública coberta da Europa, foi resultado de uma renovação feita no Museu e que começou em 1997, quando a Biblioteca do Museu foi deslocada para um prédio em St. Pancras. Foi promovido um concurso, no qual saiu-se vencedor o Lord Foster, que concebeu o Great Court atual com seu teto imponente. A inauguração do espaço foi feita pela própria Rainha Elizabeth em dezembro de 2000.
Como a maioria dos museus importantes de Londres, a entrada é gratuita (se alguém conhecer outra cidade que possua política semelhante em relação à arte, me avise, por favor!). Aproveitei para ir numa sexta-feira, quando o museu fica aberto até as 20h30 (normalmente fecha às 17h30).
A entrada é grátis, mas para se orientar pelo enorme acervo é bom adquirir um mapa que custa 3 libras.
A “Monalisa” daqui é a Pedra de Rosetta (“Rosetta Stone“), que fica sempre rodeada de curiosos. Esta pedra tem uma importância vital na história antiga: ela apresenta o mesmo texto escrito em hieróglifos egípcios, demótico e grego antigo, o que serviu para auxiliar a desvendar a escrita dos hieróglifos.
Como se não bastasse, ainda há muitos outros objetos egípcios, incluindo aí vários exemplares mumificados – o acervo é realmente impressionante.
Há também galerias da Grécia e Roma Antiga, Império Assírio, Oriente Médio, restante da Ásia, Europa, América e África.
Também em exposição estavam as medalhas a serem entregues aos atletas das Olimpíadas 2012.
Há quase 100 salas distintas no Museu, inclusive duas dedicadas exclusivamente a relógios. Outra ala mostra a evolução do dinheiro através dos tempos.
Tive a oportunidade de ver uma mostra de desenhos de Picasso, as famosas Vollard Suites.
A parte africana, apesar de pequena, contém alguns objetos interessantes principalmente os feitos pelo artista moçambicano Cristovão Canhavato, utilizando armas coletadas desde o fim da Guerra Civil daquele país, como o Throne of Weapons ou o Tree of Life.




















