China – Shanghai parte 2
Hoje decidi caminhar na direção da Praça do Povo (Renmin Guang Chang), local onde se encontram os principais museus da cidade. A praça separa a Nanjing Road nas partes Leste e Oeste e, além de museus, também abriga outros prédios com arquitetura arrojada como o Teatro de Shanghai e a Sede do Governo Municipal.
A praça é enorme (a maior da cidade) e muito bem cuidada, com jardins impecáveis. Neste dia em particular havia um encontro de apaixonados por caligrafia chinesa que tomava literalmente boa parte da área livre para passeio, tornando difícil o simples ato de andar pelo local.
Além de conhecer a praça, meu objetivo principal do dia era ir ao Shanghai Museum.
Este museu de arte antiga chinesa é um dos mais importantes do país e foi fundado em 1952, mas somente em meados dos anos 90 foi trasladado até a Praça do Povo, onde está até hoje. A entrada do museu é gratuita.
Enquanto esperava na fila para entrar, vi um casal de chineses com um filho de pouco mais de um ano no colo. Até aí tudo bem, você diria. O que chamou a atenção foi que o bebê estava com uma calça comprida com um rasgo grande na parte de trás. Só depois de algum tempo percebi que este rasgo era “de fábrica” , ou seja, parece ser normal aqui este tipo de vestimenta para crianças (deve ser com o intuito de economizar fraldas).
Fiquei meio espantado pois um bebê não tem condições de a toda hora avisar aos pais quando quer fazer “caca”… estranho!!!
Voltando ao Museu, ele possui 5 andares, e foi desenhado por um local chamado Xing Tonghe, expondo mais uma vez a crença chinesa de que o Céu é redondo e a Terra quadrada – veja foto abaixo.
O Museu é dividido em 10 seções: artefatos em bronze, esculturas, cerâmica, jade, selos, caligrafia, numismática, pinturas, móveis das Dinastia Ming e Qing e arte das minorias chinesas.
O Museu é bem didático e em cada andar há 4 grandes salas, uma para cada ponto cardeal.
Saí do museu e tomei o metrô – linha 2 – atravessando outra vez o Rio Huangpu e saindo em Pudong (estação Lujiazu) para tentar ver a cidade do alto, perto do por do sol.
Estava em dúvida sobre qual mirante escolher, mas voces podem ver pelas fotos que eu fiquei com-ple-ta-men-te apaixonado pela torre de TV. Só não contava com a fila imensa para subir até o mirante, o que me fez perder precioso tempo enquanto o sol se punha.
O visual lá de cima é fantástico, mesmo com a névoa que chegou com o por do sol.
Além da indicação dos principais edifícios visíveis em todas as direções, há um quadro comparativo com as maiores torres do mundo (com 468 metros, ela é atualmente a terceira colocada no ranking) e uma passarela de vidro para um passeio proibido para quem tem acrofobia.
Depois do passeio resolvi jantar por ali mesmo, já que queria experimentar a comida do ultra-recomendado Din Tai Fung e a filial mais próxima ficava justamente no shopping em frente à Torre de TV.
De entrada pedi um prato meio às escuras, mas que se revelou bem interessante : tofu fermentado com cogumelos e feijões verdes.
Claro que não podia deixar de pedir os famosos dim sum (aqui também há o xiaolongbao, mais redondo), com variados recheios. Escolhi o de porco com camarões, uma combinação interessante.
Terminei o jantar com um apetitoso arroz com camarões.
Foi uma das melhores refeições que fiz em solo chinês – tanto que fiz questão de repetir em Hong Kong.
Recomendadíssimo!!!































