China – Hong Kong parte 2
Depois de um lauto café da manhã, andei até a estação de metrô de Kowloon da linha amarela, onde tomei um trem até a última parada em Tung Chung na Ilha Lantau. A idéia era visitar o famoso templo Ngong Ping, o do Buda Gigante e o Mosteiro Budista Po Lin.
Lá chegando, vi que a fila do cable car (Ngong Ping 360) que leva até o alto da montanha estava quilométrica – e isso porque era um dia de semana!! Ainda não havia caído a ficha de que estava fazendo turismo no país mais populoso do planeta! E numa cidade com mais de 7 milhões de habitantes…
Não fazia sentido perder tanto tempo na fila e, depois de observar os arredores, vi que havia uma linha de ônibus (linha 23) que fazia o mesmo percurso e eu poderia usar o cable car na volta na esperança de não haver tanta fila. E ficava um pouco mais barato do que a ida e volta por via aérea (paguei pouco menos de 100 HKD – US$15, contra 125 HKD – US$ 18).
A viagem de ônibus passava por paisagens muito bonitas em meio às florestas da ilha, mas pareceu interminável – deve ter demorado quase uma hora!
Agora deu para entender que a principal razão para a construção do cable car era simplesmente encurtar o trajeto!
Depois da longa viagem, fomos deixados bem na entrada do complexo, que, além do Mosteiro e do Buda Gigante, ainda possui um movimentado restaurante vegetariano e as indefectíveis lojas de souvenir. O acesso ao local é gratuito.
A atração principal é mesmo o Budão, ou, mais respeitosamente, o Tian Tan Buddha, uma estátua de bronze de 34 metros erguida em 1993, cujo olhar se dirige ao norte, ou seja, para todo o povo chinês, o que ajuda a atrair uma horda de fiéis.
Subi calmamente os 268 degraus da escadaria que leva até sua base, de onde se tem uma linda vista da Ilha de Lantau e onde ficam as estátuas de “devas” fazendo oferendas ao Big Buddha.
Ao lado, fica o Mosteiro Po Lin, fundado no início do século passado por 3 monges visitantes e que virou atração turística após a inauguração da estátua do Big Buddha.
No interior do seu templo principal, construído em 1970, encontram-se as estátuas do 3 Budas, representando o Passado, Presente e o Futuro – já vi isso em algum outro lugar
Depois da imersão budista, era hora de ir embora!
Voltar pelo cable car te dá a chance de contemplar, por 25 longos minutos, a linda paisagem desta que é a maior ilha do arquipélago de Hong Kong.

Ngong Ping 360 – cable car
Depois da descida deu um pouco de fome e a vontade de comer uma massa era maior do que a disposição de procurar algo na praça de alimentação do shopping em frente.
Fui ao Pizza Hut e pedi um delicioso penne ao molho branco com brócolis e queijo. Claro que havia opções melhores, mas estava gostoooso…
O shopping em questão se chama Citygate Outlets e não pude resistir a dar uma olhadinha. Acabei ficando por quase 2 horas, envolvido numa experiência de compras até então inédita na China: um outlet estilo americano, com lojas das grandes grifes e preços chineses. Fiz a festa na Timberland e Tommy Hilfiger!!!
Depois do consumismo desenfreado, voltei de metrô, desta vez indo até o final da linha amarela e descendo na estação Hong Kong. Dei uma passadinha na loja da Apple antes de andar até a parada do ônibus (linha 15) que me levaria até o topo do Victoria Peak.
Mais uma vez fizemos uma viagem longa, além de enfrentar o trânsito caótico da cidade no início do trajeto. Quando começamos a subida, passamos por uma área residencial de alto nível, onde ficam os prédios mais exclusivos da cidade, com vistas privilegiadas.
O trajeto é belíssimo, mas minha idéia de estar lá em cima antes do por-do-sol foi por água abaixo, pois demoramos uma hora para subir, através de estradas sinuosas, os 554 metros até o topo.
Valeu a pena esperar? Claro!!! A vista da cidade no começo do anoitecer é uma das mais bonitas que havia visto. Não acham?
Poderia ter vindo de bondinho, o chamado Peak Tram, que está em operação há mais de 100 anos. Levaria apenas 8 minutos… mas não teria tido o privilégio de curtir a estrada até o topo.
Quando você se cansar da vista lá em cima, você pode entrar na Peak Tower, um prédio meio esquisito no formato de um navio, com várias lojas, simuladores e a filial de HK do horroroso Madame Tussauds (será que eu sou a única pessoa que detesta esta franquia?) e do Ripley’s Believe it or not!.
Há também um terraço (Sky Terrace), cuja entrada é paga, para aqueles que querem ter uma vista desimpedida.
Tomei o Peak Tram de volta até a cidade, numa viagem super inclinada que passa no meio dos prédios, bem próximo a eles. A tarifa one way me custou 28 HKD (ou a pechincha de US$ 4!!!). Há outros tipos de tarifa, inclusive uma que combina o bondinho com o Sky Terrace. Vejam aqui.
O ponto final do bondinho é na Garden Road, perto da Embaixada dos EUA. Continuei andando pela rua, passando pela bonita St. John`s Cathedral (abaixo, à esquerda) até chegar ao prédio da antiga Suprema Corte de HK (à direita).
Andei mais um pouco até a estação Central e peguei o metrô até o hotel, descendo um pouco depois do hotel para dar mais uma olhada nas feiras noturnas.





















