Dia 7 – Río Dulce

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Tive que acordar cedo e tomei o café rapidamente – experimentei, mas não gostei, do café da manha chapin (como os guatemaltecas calorosamente se chamam), com ovos mexidos, feijão, queijo e tortillas.

Fui até a parada do transporte até a Finca Paraíso e tudo o que encontrei foi uma caminhonete, ou seja, tive que ir sentado na parte de trás juntamente com 13 outras pessoas – foi um pouco desconfortável… E o pior era que o trajeto até a finca não era totalmente asfaltado. No caminho fomos parados por 2 homens que queriam saber se alguém tinha uma machete para matar uma cobra que languidamente subia uma árvore próxima. Inexplicavelmente ninguém tinha uma (mas todos, absolutamente todos, possuíam um celular).

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150 solavancos depois cheguei ao meu destino e fui recompensado pelo meu sofrimento, pois o lugar é fantástico. Imagine uma piscina natural de águas frias e transparentes. Adicione uma cachoeira de água QUENTE e o resultado é este :

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Era um lugar que não dava vontade de sair, mas infelizmente tinha que tomar o ônibus para Guate, ou seja, só deu para aproveitar o local por parcas 2 horas. A volta foi numa caminhonete um pouco maior e que tinha a vantagem de se poder ir em pé, o que, se elimina o desconforto dos solavancos, permite que AINDA MAIS pessoas viajem, aumentando o calor humano.

Ainda deu tempo de tomar um banho, almoçar rapidamente, tomar um sundae delicioso e embarcar no ônibus, que era beeeem menos luxuoso do que pensava. O trajeto foi direto, mas o ar condicionado estava um pouco cansado.

Até que as 5 horas passaram rápido e logo chegamos em Guate, uma cidade bem feia. Tomei um táxi e peguei meu primeiro chicken bus (lembra daqueles ônibus escolares amarelos americanos? Pois é, quando eles ficam velhos são trasladados até a Guatemala), se bem que depois das caminhonetes, aquilo era transporte de luxo.

Não canso de me admirar da aritmética peculiar dos guatemaltecas : aonde só cabem DUAS nádegas eles conseguem encaixar TRES por cada banco, ou seja, o corredor SOME!!! Isso pode ser uma lição de democracia, já que permite que a maior parte do povo possa usufruir do transporte.

20 cumbias praticamente idênticas depois chegávamos a Antigua, que estava superlotada devido ao início das procissões que vai culminar com as da Semana Santa. Nunca vi a cidade tão cheia, mas me esquivei da multidão e fui assistir ao Oscar.

Dia 6 – Río Dulce

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O café da manhã de hoje foi tomado no restaurante do Hotel, em uma mesa de frente para o rio. Escolhi as onipresentes panquecas, que na versão Río Dulce, vem acompanhadas de frutas.

Saí para reconhecimento do terreno e logo fui abordado por vendedores de excursões que me ofereceram um tour até Livingston por Q160 saindo em 10 minutos. Já havia pesquisado e o preço era tabelado, portanto aceitei a oferta. Só deu tempo de comprar minha passagem para Guate amanhã (desta vez em um ônibus direto com ar condicionado, chega de sofrer!) e um protetor solar.

Como fui um dos últimos a embarcar, fui obrigado a ficar com o lugar que mais recebia sol (ainda bem que comprei o protetor).

A primeira parada foi no Castillo de San Felipe e pensei que fôssemos desembarcar para conhecer o local, mas estava redondamente enganado. O Río Dulce possui águas verdes e começa oficialmente em frente ao Castelo, que o separa do Lago Izabal, o maior da Guatemala.

Outra parada rápida foi na Isla de los Pájaros e logo rumamos na direção de Livingston. Passamos por El Golfete, parte mais larga do rio e desta vez realmente paramos para um banho em Águas Calientes, um local represado onde as águas termais se juntam às do rio, formando uma piscina morna. Tomei um banho rápido que nao conseguiu refrescar o sol escaldante.

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Passamos também por um jardim aquático antes de chegar a Cueva de la Vaca, onde surgem rochedos com 150 m de altura, com densa floresta. Pouco depois a vila de Livingston, o único enclave caribenho da Guatemala, era alcançado.

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A vila é bem tranquila e o povo local é chamado garífuna, descendentes dos habitantes das Ilhas St Vincent, que se mesclaram a escravos africanos e náufragos e acabaram sendo expulsos para Roatán, Honduras, de lá emigrando para terra firme. É um povo de cor escura e que possui dialeto próprio e uma paixão pelo reggae. Obviamente são discriminados pelos guatemaltecos, que devem estar felizes pelo isolamento do local, aonde só se chega de barco.

Não havia tempo para excursões às melhores praias do local – as praias próximas não merecem a classificação de caribenhas, por isso dei umas voltas pelas ruas até que retornamos a Río Dulce.

A volta foi bem mais rápida e só paramos em Finca Tatín para deixar algumas francesas. Também havia lugares suficientes para se escapar do sol. 45 minutos depois chegávamos e fui direto ao Castillo de San Felipe para a visita oficial.

Além do Castelo em si, que foi construído para defender o local dos piratas, há um parque muito bonito âs margens do rio e do lago. Nesta última fica a praia oficial do lugar e não pude resistir ao calor. A água clara estava na temperatura ideal e o banho uma delícia, apesar do fundo pedregoso.

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Ainda fiquei apreciando a paisagem por alguns minutos antes de voltar a Río Dulce numa van incrivelmente lotada - havia cerca de 23 pessoas onde só cabem 15!

Voltei para o Hotel e fui procurar algum lugar para jantar, mas em vista das opções, acabei ficando com o que já conhecia. Comi um enorme fettucine alfredo com camarões que ainda vinha com salada. Infelizmente as sobremesas haviam acabado.

Trilha Sonora : “Cocody Rock” – Alpha Blondy. O que tem Río Dulce e Cuzco em comum? Aparentemente nada, a não ser pelo fato de que esta música tocou nestas duas cidades enquanto estava jantando. Em ambas as ocasiões, a comida estava ótima.

Dia 5 – Copán

Turismo sufocante. Acordei às 3h30, tomei um banho e parti em uma van para Copán – eu e mais uma horda de turistas pós adolescentes de diversas nacionalidades (dois alemães carregavam, além das mochilas gigantescas, um violão e um bongo!!).

Nem é preciso dizer que não consegui dormir, ainda mais porque não havia encosto para a cabeça e perdi minha aula de contorcionismo justamente quando ensinaram a dormir em vans lotadas. Para culminar, a estrada era bastante sinuosa e com um trânsito pesado de caminhões.

O motorista parou perto de Rio Hondo para o café da manhã, mas tudo o que consegui foi um suco de maçã e Doritos sabor queijo (com certeza, um café da manha inédito). Continuamos a viagem e a estrada continuava cheia de curvas até que finalmente chegamos à fronteira (US$ 3 dólares para entrar em Honduras e Q10 para entrar novamente na Guatemala – isto porque só iria até Copán, cerca de 15 minutos após a fronteira). Troquei 110 Quetzals por 242 Lempiras.

Copán Ruínas é uma vila poeirenta e sem graça, cuja única notoriedade é ficar ao lado das famosas ruínas maia de mesmo nome, declaradas patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Tomei um tuk-tuk até a entrada das ruínas e comecei minha peregrinação pelo local.

Acabei me juntando a um grupo de franceses e guatemaltecos que havia recém iniciado o passeio com um guia – claro que isto fez toda a diferença e impediu que eu pagasse os US$30 sozinho.

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O lugar é fantástico e felizmente (devido ao calor sufocante) bem compacto. É composto de uma acrópole, um campo de bola, algumas arenas, uma impressionante escadaria com hieróglifos e várias ¨stelae¨, que são representações bastante detalhadas de figuras humanas e animais. Algumas delas se encontram quase intactas (designadas pelas letras do alfabeto); outras foram descobertas já danificadas e receberam números. O povo maia era de estatura baixa e tinha no máximo 1,60m.

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Copán nao era utilizado com fins astronômicos como Tikal e sim para eventos recereativos e culturais. Os detalhes de suas ¨stelae¨fazem com que seja comparada a Paris, enquanto Tikal seria uma Nova York maia.

O passeio completo durou mais de 3 horas e durante este tempo acabei descobrindo o porquê da heterogeneidade do grupo - houve o casamento da filha de um dentista de Panajachel com um francês, no sábado anterior. Para comemorar, levaram as respectivas famílias e demais amigos por um tour pela Guatemala e Copán, em 2 vans alugadas.

Ainda deu tempo de passar no excelente Museu de Esculturas, um amplo espaço repleto de representações de  parte dos monumentos do local além de peças originais descobertas durante as escavações.

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Almocei no restaurante do local e provei duas especialidades mexicanas : enchilada e chalupa – ambas possuem uma tortilla crocante de milho em sua base, só que a primeira leva carne moída, batata cozida, repolho tomate e queijo ralado, enquanto a chalupa vem com carne, alface e um molho especial muito saboroso.

Tomei outro tuk-tuk de volta à cidade (custa apenas 10 Lps, o equivalente a 50 centavos de dólar) e imediatamente uma van até a fronteira, já que nao havia motivos para pernoitar em Copán. Após o rápido trâmite de passaporte, consegui um táxi para me levar a Chiquimula – após a negociação, o preço caiu de Q50 para Q30. Quarenta minutos depois já estava dentro de um ônibus que me deixaria em Rio Hondo, uma viagem de 30 km que durou mais de uma hora devido a inúmeras paradas.

Em Rio Hondo embarquei em um ônibus que iria até Flores com escala em Rio Dulce – só nao sabia que seriam várias escalas. Sem exagero, percorremos 160 km em 4 horas em uma estrada tranquila. Em Morales, o motorista ficou conversando calmamente por 20 minutos com o fiscal e logo depois ainda parou por mais meia hora para reabastecimento e um xixi básico. No final todos (inclusive eu)  estávamos fazendo piada com a situação toda, digna de Kafka.

Foi só atravessar a ponte sobre o Rio Dulce (que dizem ser a maior da América Central) e tudo se transformou. Consegui um quarto com ar condicionado e banheiro no Bruno’s, ao lado da parada de ônibus, por Q170. O Hotel fica à beira do rio e do restaurante se consegue ver a quantidade de barcos e iates ancorados.

Tudo isso somado à relaxante trilha sonora do restaurante (reggae) e a deliciosa comida (um taco de frango) e o dia fechou com chave de ouro.

Trilha sonora : ¨Get Innocuous¨- LCD Soundsystem – o perfeito acompanhamento para a paisagem guatemalteca ao entardecer, na estrada entre Rio Hondo e Rio Dulce.

Dia 4 – Antigua

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O dia amanheceu ensolarado e parti para o café da manhã – panquecas com ovos mexidos, presunto e suco de laranja, antes de começar a percorrer a cidade.

Antigua foi a primeira capital da Guatemala, mas o terremoto de 1773, que destruiu parte da cidade, forçou a mudança para a Cidade da Guatemala. É bem compacta e o sistema de numeração das calles e avenidas segue o padrão pretensamente lógico da América Central.

Andei por algumas agências de turismo tentando achar um tour que combinasse Copán, Quiriguá e Rio Dulce, mas parece que sou o único na cidade que quer conhecer estes lugares. Por falar em turismo, a cidade está cheia de americanos da terceira idade.

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Depois da maratona de procura de tours, sem sucesso, decidi conhecer as atrações locais – a maioria delas é de igrejas. Fui até a Iglesia de la Merced, ou o que sobrou dela, já que ainda a estão recuperando. Tirei várias fotos do local e de outras igrejas, mas me recusei a entrar em mais uma delas com medo de me converter automaticamente ao catolicismo.

Ao invés disto, fui até a Plaza Central, que me pareceu bem acanhada para uma cidade deste porte. O Vulcão Pacaya, o único ainda ativo nesta região,  dominava o horizonte, sempre com uma nuvenzinha em seu cume.

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Almocei num ótimo restaurante ao lado do Hotel que se chama Las  Palmas – comi uma deliciosa quesadilla de frango, completa com arroz, feijão, tomate, guacamole e nachos, por supuesto. De sobremesa experimentei o sorvete de mora con queso, muito bom.

Descansei um pouco da caminhada e logo parti buscando o Monumento a Landivar, mas o mesmo era tão sem graça que nem me dispus a tirar fotos. A seu lado estava o Mercado Central que a esta hora do dia estava surpreendentemente lotado.

Depois de analisar os prós e contras, resolvi então comprar um ticket para Copán Ruínas amanhã às 4h da manhã. De lá resolvo o que fazer, mas certamente irei em direçao a Rio Dulce. 

Curiosidades – Colômbia

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1) A Colômbia é o segundo país mais populoso da América do Sul e o único que supera a população do estado de São Paulo.

2) Há, portanto, mais colombianos que argentinos no mundo.

3) Bogotá é a quarta cidade em população da América do Sul, atrás de SP, BsAs e RJ.

4) Dizem que “chévere”, a gíria local que quer dizer ¨legal, bacana¨, vem de Chevrolet, carro que era considerado como tal na época (assim como ¨Placafor¨ em Salvador tem este nome devido ao fato de que em frente a esta praia havia uma grande placa da Ford).

5) A foto aí de cima ilustra uma…  ahn, vcs sabem…

Dia 3 – Bogotá

Para variar, resolvi tomar o café da manhã em uma lanchonete alternativa, na esquina do hotel, chamada Mora Mora. Escolhi um suco de amora com leite e ovos mexidos com presunto e pão.

Andei pela Calle 4 até chegar ao Complexo Cultural do Banco de la Republica, que compreende a Biblioteca Luis Ángel Arango, um Museu de Numismática, outro de Arte Colombiana e a Donación Botero. A entrada para todos eles é gratuita.

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Fernando Botero é um dos maiores pintores colombianos, apreciador das formas rechonchudas. Além disto, é colecionador de obras de arte e doou várias obras primas de sua coleção a Museus em Medellín , sua cidade natal,  e Bogotá. Artistas como Picasso, Klimt, Chagall, Miró, Monet, Di Chirico , dentre outros, compoem o acervo da Donación Botero, além de várias obras próprias, com destaque para a sua versão da Mona Lisa. Sem dúvida, um dos melhores museus que já visitei.

Tomei um táxi até o funicular de Monserrate e em poucos minutos estava a 3200 metros acima do nível do mar. A visão de Bogotá era fantástica, apesar da poluição e da hora nao serem propícias para as melhores fotos. A Catedral de Monserrate é a construção dominante, mas há restaurantes e lanchonetes, além dos indefectíveis vendedores de souvenirs.

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Quando resolvi descer, o funicular já havia terminado suas operações e o teleférico tomou o seu lugar. O preço era o mesmo (Cop 6,300 por trecho) mas o funicular é mais charmoso.

A próxima parada foi na Plaza Bolívar, coração da cidade e um verdadeiro carnaval arquitetônico, com igrejas coloniais,  prédios em estilo neoclássico e o Palacio de la Justicia moderno até a medula. Mais adiante chamava a atenção a Iglesia del Carmen (também conhecida como Iglesia de Gaudí, por conta de suas formas arrojadas).

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Fiz um passeio pela parte antiga de La Candelaria até parar para o almoço – escolhi uma arepa hawaiana, uma panqueca de milho com presunto e abacaxi. Voltei ao hotel para recuperar a mala e tomei um táxi até o Aeroporto. O motorista disse que há planos para fazer uma rota do Transmilenio do Centro até o Aeroporto, boa notícia para os mochileiros.

O saguão do El Dorado estava um verdadeiro ¨quilombo¨ e ainda tive que enfrentar uma fila para isenção do imposto de saída (turistas que permanecem menos de 60 dias no país), além da fila para os trâmites aduaneiros e outra para a revista obrigatória.

O vôo da Copa Airlines até Panama City foi curto (1h) porém cansativo, pois tivemos  que esperar cerca de meia hora sem ar condicionado (eles nunca admitem que é por economia!) antes da decolagem e, após o pouso, outros 20 minutos até repararem o sistema elétrico que permitiria a simples operação de abrir as portas da aeronave.

Felizmente não houve problemas com a conexão para Guatemala City. O que não aguentava mais era a comida horrível servida a bordo, uma das piores já vistas. Na aduana em Guatemala, tive que provar que tinha recursos para passar uma semana no país. Tomei um shuttle até Antigua por módicos $10 e cheguei a Casa Rustica, onde meu quarto single me esperava.

Trilha Sonora : “Chúntaro Style” – El Gran Silencio. Tá bom, sei que não irei ao México desta vez, mas é só para entrar no clima. A melhor banda mexicana da atualidade, com um ótimo nome, mistura os ritmos do norte do México a outros temperos, num resultado fantástico.

Dia 2 – Bogotá

Tive uma ótima noite de sono e não senti nenhum dos efeitos dos 2680 metros de altitude de Bogotá. Saí para o café da manhã e não resisti quando vi o McDonalds – pedi pancakes com maple, ao menos fugi do elementar sanduíche de queijo e presunto.

O tempo estava bom, por isso fui caminhando pela Calle 19 até a esquina com a Carrera 20, onde supostamente havia a parada do ônibus para Zipaquirá. Não deveria confiar tao cegamente nas informações do Lonely Planet – agora os ônibus saem das cercanias do Terminal de ônibus, que fica na extremidade oeste da cidade, ou seja, fui obrigado a gastar e fortuna de Cop 5,500 de táxi, o que, para Bogotá, significa ¨longe à beça”.

Tomei um micro-ônibus até Zipa, como é carinhosamente chamada por aqui. A viagem dura pouco mais de uma hora, custa a bagatela de Cop 2,800 e é feita por uma rodovia pavimentada e bem sinalizada.

Chegando a Zipa, caminhei até a Plaza Central onde havia uma Catedral interessante e depois subi os árduos degraus que levavam ao nível Potosí, onde ficava a Catedral de Sal.

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Esta Catedral foi construída pelos trabalhadores da mina de sal, que até hoje emprega cerca de 50 mineiros em turnos de 8 horas, e é fantástica. Possui 3 naves, um domo central e até um Centro de Convenções, além da representação das 14 estações da Paixão de Cristo.

Voltei de Zipa até o Terminal Norte do Transmilenio, um sistema de ônibus articulados, importado da Curitiba de Jaime Lerner e que se configura em alternativa barata, rápida e segura ao metrô. Não pude descer onde queria pois havia uma passeata interrompendo o trânsito. Fui obrigado a andar debaixo da chuva que teimava em cair. (por falar nisto, o tempo anda mesmo louco, já que, nesta época do ano, não deveria estar tão quente nem tampouco chovendo).

Me refugiei no Museo del Oro, aproveitando para almoçar no restaurante do local. Comi uma frijolada, feijao com hogao (molho à campanha) mais arroz, banana frita, abacate e torresmo (chicharrón) – parece esquisito, mas não é ruim.

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Depois do almoço, a visita ao Museu, que é impressionante, contendo vários objetos feitos pelos povos que habitaram a região norte da América do Sul, desde A.C. A chuva já havia passado quando saí do Museu, mas as nuvens ameaçadoras não aconselhavam a subida até o Mirador de Monserrate, ou seja fui para o hotel descansar um pouco e só saí para um fettucine a carbonara delicioso do Restaurante Sanalejo, próximo ao hotel.

Dia 1 – Bogotá

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Viajante frequente sofre : comecei a maratona com a Ponte Aérea das 11h. Depois, troca de aeroporto em SP e vôo de Cumbica a Bogotá com escala em Manaus (desceram 50 e subiram 2!) . No fim das contas nao foi tão ruim assim, já que tinha espaço de sobra na aeronave. E foram só 20.000 milhas… Gastei mais com o traslado de Congonhas a Cumbica – 27 reais!!

Chegamos a Bogotá antes do esperado, às 19h30. A burocracia na Alfandega foi tranquila e o próximo passo era sacar dinheiro, o que preferi fazer no próprio aeroporto. Um táxi até La Candelaria custou Cop 17,000 (o equivalente a 17 reais). A cidade me pareceu bem arrumada, mas só vou poder conferir amanhã.

O hostel Platypus é passável, mas o preço é imbatível (Cop 17,700 pelo quarto) e a localização, perto dos Museus e locais turísticos, facilita muito as coisas. 

Dia Zero

América Central

Continuando com as viagens pelo nosso Continente, desta vez embarco para a Colômbia e de lá para o Panamá e Guatemala. Vai ser minha  primeira vez na América Central e a expectativa é grande. Esta parte do continente americano geralmente é “desprezada” pelo turista brasileiro e mesmo os americanos só tem olhos para a Costa Rica. Depois de algumas pesquisas resolvi apostar e parto amanhã para Bogotá, aproveitando para gastar as milhas da Varig em uma de suas poucas rotas para o exterior. Para quem não acompanhou a viagem anterior, ao Peru e Bolívia em 2005, pode consultar aqui.