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Dia 5 – Copán

24 fevereiro 2007

Turismo sufocante. Acordei às 3h30, tomei um banho e parti em uma van para Copán – eu e mais uma horda de turistas pós adolescentes de diversas nacionalidades (dois alemães carregavam, além das mochilas gigantescas, um violão e um bongo!!).

Nem é preciso dizer que não consegui dormir, ainda mais porque não havia encosto para a cabeça e perdi minha aula de contorcionismo justamente quando ensinaram a dormir em vans lotadas. Para culminar, a estrada era bastante sinuosa e com um trânsito pesado de caminhões.

O motorista parou perto de Rio Hondo para o café da manhã, mas tudo o que consegui foi um suco de maçã e Doritos sabor queijo (com certeza, um café da manha inédito). Continuamos a viagem e a estrada continuava cheia de curvas até que finalmente chegamos à fronteira (US$ 3 dólares para entrar em Honduras e Q10 para entrar novamente na Guatemala – isto porque só iria até Copán, cerca de 15 minutos após a fronteira). Troquei 110 Quetzals por 242 Lempiras.

Copán Ruínas é uma vila poeirenta e sem graça, cuja única notoriedade é ficar ao lado das famosas ruínas maia de mesmo nome, declaradas patrimônio cultural da humanidade pela UNESCO. Tomei um tuk-tuk até a entrada das ruínas e comecei minha peregrinação pelo local.

Acabei me juntando a um grupo de franceses e guatemaltecos que havia recém iniciado o passeio com um guia – claro que isto fez toda a diferença e impediu que eu pagasse os US$30 sozinho.

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O lugar é fantástico e felizmente (devido ao calor sufocante) bem compacto. É composto de uma acrópole, um campo de bola, algumas arenas, uma impressionante escadaria com hieróglifos e várias ¨stelae¨, que são representações bastante detalhadas de figuras humanas e animais. Algumas delas se encontram quase intactas (designadas pelas letras do alfabeto); outras foram descobertas já danificadas e receberam números. O povo maia era de estatura baixa e tinha no máximo 1,60m.

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Copán nao era utilizado com fins astronômicos como Tikal e sim para eventos recereativos e culturais. Os detalhes de suas ¨stelae¨fazem com que seja comparada a Paris, enquanto Tikal seria uma Nova York maia.

O passeio completo durou mais de 3 horas e durante este tempo acabei descobrindo o porquê da heterogeneidade do grupo – houve o casamento da filha de um dentista de Panajachel com um francês, no sábado anterior. Para comemorar, levaram as respectivas famílias e demais amigos por um tour pela Guatemala e Copán, em 2 vans alugadas.

Ainda deu tempo de passar no excelente Museu de Esculturas, um amplo espaço repleto de representações de  parte dos monumentos do local além de peças originais descobertas durante as escavações.

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Almocei no restaurante do local e provei duas especialidades mexicanas : enchilada e chalupa – ambas possuem uma tortilla crocante de milho em sua base, só que a primeira leva carne moída, batata cozida, repolho tomate e queijo ralado, enquanto a chalupa vem com carne, alface e um molho especial muito saboroso.

Tomei outro tuk-tuk de volta à cidade (custa apenas 10 Lps, o equivalente a 50 centavos de dólar) e imediatamente uma van até a fronteira, já que nao havia motivos para pernoitar em Copán. Após o rápido trâmite de passaporte, consegui um táxi para me levar a Chiquimula – após a negociação, o preço caiu de Q50 para Q30. Quarenta minutos depois já estava dentro de um ônibus que me deixaria em Rio Hondo, uma viagem de 30 km que durou mais de uma hora devido a inúmeras paradas.

Em Rio Hondo embarquei em um ônibus que iria até Flores com escala em Rio Dulce – só nao sabia que seriam várias escalas. Sem exagero, percorremos 160 km em 4 horas em uma estrada tranquila. Em Morales, o motorista ficou conversando calmamente por 20 minutos com o fiscal e logo depois ainda parou por mais meia hora para reabastecimento e um xixi básico. No final todos (inclusive eu)  estávamos fazendo piada com a situação toda, digna de Kafka.

Foi só atravessar a ponte sobre o Rio Dulce (que dizem ser a maior da América Central) e tudo se transformou. Consegui um quarto com ar condicionado e banheiro no Bruno’s, ao lado da parada de ônibus, por Q170. O Hotel fica à beira do rio e do restaurante se consegue ver a quantidade de barcos e iates ancorados.

Tudo isso somado à relaxante trilha sonora do restaurante (reggae) e a deliciosa comida (um taco de frango) e o dia fechou com chave de ouro.

Trilha sonora : ¨Get Innocuous¨- LCD Soundsystem – o perfeito acompanhamento para a paisagem guatemalteca ao entardecer, na estrada entre Rio Hondo e Rio Dulce.

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2 Comentários leave one →
  1. 17 março 2007 7:32 am

    Puxa, que blog bacana, repleto de informações e história, dicas e fotografias. Muito bom. Gostei e vou ficar ‘freguês’. Sucesso!

  2. Nickolay Kotev permalink
    14 janeiro 2009 1:44 am

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