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Sudeste Asiático – Dia 3 – Bangkok

9 junho 2011

Grand Palace

Neste dia fui apresentado a mais uma das extravagâncias gastronômicas do sudeste asiático: o café da manhã do hotel (não incluído na minha diária e que custava cerca de 15 reais) tinha simplesmente 4 alas, cada uma com especialidades típicas dos países que mais enviam turistas à Tailândia: Índia, China e Japão. Felizmente a quarta ala era dedicada à comida ocidental mesmo – fiquei super feliz quando vi um simples pão francês! Claro que provei algumas coisas das outras alas também, umas panquecas indianas comidas com leite condensado e um bolinho branco japonês que achava ser salgado (e tasquei shoyu nele!!) só para descobrir depois que era doce!!!

Café da manhã do Baiyoke - reparem no bolinho branco com shoyu!

Café da manhã do Baiyoke - panqueca indiana

Decidi iniciar os passeios por alguns dos templos mais interessantes e queria também provar os diferentes meios de transporte desta cidade fascinante. Vejam só a acrobacia que fiz para chegar até Wat  Phra Kaeo:

1)      andei até a estação de Ratchaprarop e tomei o Airport City Link (vide post anterior)  até a seguinte Phaya Thai (custo 15 baht);

2)      Na estação Phaya Thai do Skytrain (ao lado da estação do mesmo nome do Airport City Line) tomei um até a estação Siam Square;

3)      Em Siam Square, mudei de linha (para a Silom Line) e segui até a estação Saphan Taksin colada ao píer de Sathorn (custo total de 45 baht);

4)      De lá, tomei um barco de bandeira laranja (custo de 14 baht) descendo na parada 9 – Tha Chang (se quiser ir até o Wat Pho, pare no píer número 8 – Tha Tien). Não é necessário tomar o barco de turista (bandeira branca – mais caro), nem comprar o passe para o dia inteiro.

Os barcos são utilizados maciçamente pela população como meio de transporte e o preço varia dependendo da cor da bandeira (amarela, verde ou laranja, sendo esta última a mais barata, parando em todos os piers e custando apenas 14baht, ou 80 centavos de real!!!). Só funcionam até o anoitecer, já que não há iluminação adequada nos píeres nem nas embarcações. É uma forma barata e prática de ver Bangkok de outro ângulo. Se precisar de informações mais detalhadas, clique aqui (os preços estão um pouco defasados).

Rota do Skytrain e metrô

Skytrain

Pier de Sathorn

Bilhete do barco laranja

Os monges ficam em lugares separados nos transportes!

Parada 9 - Wat Phra Kaeo

O Wat Phra Kaeo, também conhecido como o Templo do Buda de Esmeralda, é o templo mais importante e sagrado da Tailândia. O horário de abertura é de 08h30 até as 15h30, por isso sugiro que ele seja a sua primeira parada no dia, se você quiser combinar outro templo no mesmo dia.

Wat Phra Kaeo

A entrada (250 baht, grátis para tailandeses) só é permitida se você estiver vestido de acordo com as regras, que não permitem mostrar as pernas. Caso você esteja de bermudas ou vestido curto, há roupas adequadas para empréstimo no próprio local. Para entrar nos templos também é exigido que se tirem os sapatos.

Wat Phra Kaeo possui quase 100 construções de diferentes formatos e, pela sua importância, está sempre lotado de turistas e locais. Uma curiosidade: lá é o único templo no país onde não existem monges residentes.

O Buda de Esmeralda (que na verdade é feito de jade) mede apenas 60 cm de altura e fica em uma destas construções, bem no alto, longe do alcance dos fiéis. A sua vestimenta é trocada pelo próprio Rei 3 vezes por ano, vejam só!

Existem lindos murais nas paredes internas dos templos, mostrando várias passagens da estória de Buda. Também há uma réplica em miniatura dos templos de Angkor Wat, no Cambodja. Ou seja, você não pode reclamar que não há nada para fazer lá dentro!

Mural em Wat Phra Kaeo

Retoque no mural em Wat Phra Kaeo

Chedi em Wat Phra Kaeo

Cerimonia da purificação

O Buda de Esmeralda - na verdade é feito de jade!

Palacio Real

Palacio Real

No mesmo local  fica o Palácio Real (Grand Palace), numa área mais ampla, com belos jardins e com arquitetura um pouco mais européia. O Palácio já foi residência real, mas agora só é usado em algumas cerimônias. Embora a maioria de suas construções permaneça fechada ao público, alguns salões valem a pena ser visitados, principalmente o Dusit Hall.

Palácio real

Palácio real

Depois de fazer um lanche num café próximo, era hora de ir ao Wat Pho, logo ali ao lado.

Wat Pho é o maior e mais antigo templo de Bangkok. Uma de suas particularidades é que lá existe uma renomada escola de massagem e pode-se aproveitar para fazer uma relaxante foot massage que, diferentemente do que o nome pode sugerir, chega até o joelho e, se você tiver sorte, ao pescoço também. As massagens são dadas em um local sem muito luxo, mas com o silêncio e a iluminação fraca propícias para um relaxamento total. A foot massage me custou a bagatela de 360 baht por 50 minutos.

Depois da massagem, continuei explorando o templo, agora com mais disposição. Sua principal atração é a maior estátua de Buda deitado do país, todo folheado a ouro, com 46m de comprimento e 15m de altura. Os pés são todos cobertos por madrepérolas e mostram as 108 virtudes de um verdadeiro Buda (pensaram que era fácil ser Buda?).

O famoso Reclining Bhudda de Wat Pho

Os chedis de Wat Pho

Wat Pho

Escola de Massagem de Wat Pho

Depois dos templos, fiz um passeio de barco subindo o Chao Praya até o píer 29, mas não vi nada de muito interessante. Voltei para Sathorn e tomei outra vez o Skytrain, parando na estação de Sala Daeng e andando até o Lumphini Park, um oásis no meio da correria da cidade, para observar o por do sol.

Lumphini Park

O parque é muito bem cuidado, com lagos e árvores que permitem descansar à sombra e amenizar o calor da cidade. No fim de tarde, vários atletas fazem o seu jogging e famílias passeiam fugindo da agitação do entorno. De alguns alto falantes espalhados saía uma música dance supostamente tailandesa, num volume um pouco acima do recomendável. Estava tirando algumas fotos quando a música mudou e subitamente todos pararam. Sabe aquela cena de filme de ficção científica em que um raio paralisante atinge toda a população? Pois é, foi como eu me senti naquele momento.

Estátua!

Vamos malhar!

Só depois de alguns segundos fui perceber que eram exatamente 18hs e estava tocando o hino nacional tailandês, que produz este efeito paralisante em todos os nativos, em sinal de respeito. O rei goza de profunda admiração por aqui e é bastante comum ver painéis nas esquinas de grandes avenidas mostrando o rei em várias de suas atividades  corriqueiras –  fotografando, caçando, se casando etc.

Propaganda do Rei Rama IX

Depois fui brindado com mais um espetáculo divertido – este parque também é palco de aulas de aeróbica ao ar livre, todos os dias logo depois do hino nacional. A conjunção dos passos de dança com a música techno tailandesa, cantada com uma voz bem aguda, é qualquer coisa.

Na minha tentativa de esgotar as possibilidades de transporte tailandês, entrei no metrô, indo até a área de Sukhumvit. A passagem do metrô custa entre 15 e 40 baht, mais uma vez dependendo do número de estações percorridas.

Desci na estação Lumphini e fui caminhando por entre as sois, tentando achar um lugar para jantar. Acabei entrando em um restaurante cheio de locais para comer um arroz com camarões delicioso. O único problema era que ninguém falava inglês e meu pedido de azeite para a salada que acompanhava o prato foi entendido como um molho super apimentado. No, thanks!

Metrô de Bangkok

A noite em Sukhumvit

Arroz frito com camarões

Sobremesa

Ainda parei para comer uma torta de morangos, aproveitando o wi-fi do local para fazer algumas ligações via Skype para o Brasil.

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8 Comentários leave one →
  1. Sylvia Lemos permalink
    13 junho 2011 5:37 pm

    O Chao Praya é feião , com aquela agua marrom, mas é uma supe mão na roda pro transito infernal da cidade .Esse teu dia rendeu um montão hem ?
    Tu sabes que acabei esqueçendo de levar casaco para os templos, e as fotos ficaram uma palhaçada total com uma camisa de homem estampada que me deram na entrada .
    E foi a visão da maquete de Angkor que me levou a retornar a BKK e ir correndo pra Siem Reap 🙂

    • 15 junho 2011 5:50 pm

      Sylvia,

      Sabe que eu pensei a mesma coisa que vc quando estava escrevendo o post? Até olhei as fotos para ter certeza de que foram batidas no mesmo dia 🙂
      Queria ver estas fotos suas, devem estar engracadas!
      Siem Reap vai ficar para uma próxima (e breve) viagem. Vamos?

      Bjs

  2. 16 junho 2011 7:57 pm

    Lindos, lindos, lindos templos de Bangkok… Eu poderia ter ficado apenas por ali, às margens do Chao Phraya, e teria ficado bem feliz! 😉

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