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Sudeste Asiático – Dia 4 – Bangkok

9 junho 2011

O Chao Praya e sua paisagem

Neste dia, resolvi não enfrentar a maratona culinária do café da manhã do hotel e fui até o shopping de van. Comi um mini cachorro quente com suco e de lá tomei um ônibus com ar condicionado (15 baht), que me deixaria próximo ao Wat Pho, passando por Chinatown. Minha idéia era conhecer um pouco mais da cidade e descer quando encontrasse algo atraente. Infelizmente, Chinatown me pareceu sem graça e preferi continuar no ônibus até o Sararom Royal Park .

O parque não tinha maiores atrativos, portanto fui andando até o templo mais próximo: o Wat Ratchabophit (aberto de 8h as 17h – entrada gratuita), na verdade seu nome reduzido. O nome completo, para quem estiver interessado, se encontra na placa abaixo:

Wat o que?

O templo foi construído durante o reinado de Rama V e possui algumas diferenças dos outros: as estruturas são cobertas de antiga cerâmica tailandesa Benjarong e o interior dos salões possuem uma decoração mais européia. Além disto, é bem menos muvucado do que seus primos mais badalados.

Chofahs

Estátua de Buda em Wat Ratchabophit

Pausa para uma pequena introdução a alguns nomes das construções nos templos tailandeses:

Bot – também chamado de Ubosoth, é a peça mais sagrada do templo, delimitado por6 pedraschamadas bai sema e local das cerimônias de ordenação dos monges. Normalmente fechado à visitação pública.

Chedi – o nome tailandês para stupa ou pagoda, é uma construção que contém relíquias de Buda ou textos sagrados e é um local de adoração. Tem o aspecto de um sino gigante.

Chofah – decoração parecida com um pássaro, ao final do teto dos templos. Possuem pequenos sinos que tocam ao sabor dos ventos.

Ho Trai – ou Ho Phra, é a biblioteca do Wat, onde os manuscritos sagrados são mantidos.

Viharn – o salão dos sermões, é normalmente aberto ao público, que pode receber bênçãos dos monges. Contém um altar e várias imagens de Buda.

Wat – mais usualmente, define um conjunto de construções e templos circundados por muros.

Continuei andando até o Wat Suthat (aberto de 9h as 21h – entrada a 20 baht), um dos templos mais antigos da cidade, construído pelo Rei Rama I no início do século XIX. Possui um enorme Buda sentado, com mais de 8 m de altura, feito em bronze, em cuja base se encontram os restos mortais do rei Rama VIII, irmão do Rei autal. Com em outros templos, também há várias outras estátuas de Buda, em diferentes estados de conservação, já que elas são adotadas por patronos em homenagem a um ente querido.

Wat Suthat

Wat Suthat

Na saída deste templo, abordei um motorista de tuk-tuk e perguntei quanto seria para ele me levar até o parque Dusit, para a visita à Vimanmek Teak Mansion. Ele me cobrou 200 baht a princípio, mas em menos de 1 minuto consegui baixar para 150 baht. Acabou sendo a salvação do dia, pois o trânsito estava especialmente ruim.

Vimanmek Teak Mansion (aberto das 09h30 as 15h15, admissão incluída com o ingresso ao Wat Phra Kaeo) é a maior construção feita inteiramente de teka do mundo e fica no Parque Dusit, ao norte da cidade e, infelizmente, longe das estações do Skytrain. A mansão foi construída pelo Rei Rama V em 1900 e é mesmo um programa obrigatório. A guia relata detalhadamente trechos da historia do país e da construção em si, que era utilizada pelo rei como sua residência de verão. Podemos ver várias peças de mobiliário e decoração, a maioria trazidas da Europa. Infelizmente só são permitidas fotos do exterior da mansão e apenas após a visita.

Vimanmek Teak Mansion

Vimanmek Teak Mansion

Quando saí, vi que o motorista do tuk-tuk ainda estava me esperando. Aproveitei e fechei um pacote com ele para me acompanhar o resto do dia por 500 baht,  já que precisava voltar ao hotel para trocar a bateria da câmera. De lá, rumarmos para a beira do Chao Praya, em frente ao Wat Arun para uma foto do por-do-sol, que, infelizmente não ficou muito boa. Depois saímos por entre os carros no horário do rush até a região de Khao San Road, ponto final da excursão.

Khao San Road é uma rua de pedestres ladeada por lojas de souvenires, albergues e restaurantes, além de inúmeros camelôs vendendo desde t-shirts até o famoso pad thai em suas várias versões. É o paraíso dos mochileiros e um lugar muito divertido. Tem menos de um quilômetro de extensão, mas inúmeras oportunidades para comprar aquela lembrancinha. Muita música, pessoas de todo o planeta, um inebriante cheiro de comida, uma festa para todos os sentidos.

Entrei em uma casa onde havia vários turistas fazendo foot massage enquanto outros experimentavam o Fish Spa, onde pequenos peixes beliscam os pés, às vezes imundos, dos turistas. O preço das massagens estava bem convidativo – o ar condicionado também – e desta vez provei a famosa massagem tailandesa, que de relaxante não tem nada. Ela é baseada em pressão em determinados pontos do corpo – vale utilizar a palma da mão e também outras partes mais contundentes como o joelho(ai!) e o cotovelo (ui!). Só quando ele chega à face e ao pescoço é que o negócio fica com cara de massagem e se consegue alcançar um arremedo de relaxamento.

Khao San Road

Vai uma massagem aí?

Comida de peixe...

Depois entrei em um restaurante para comer um pad thai, que custava um pouco mais do que nos camelôs, mas ainda assim, gastei menos do que 10 reais. Em Khao San Road, por conta da presença maciça de turistas, os pratos são adaptados para o gosto mais ocidental, sem muita pimenta. Acompanhado de um smoothie de lichia (meu vício por aqui – pelo menos não dá cadeia!), foi uma refeição deliciosa.

Voltei de ônibus para Siam Square, um percurso bem rápido no horário noturno e, de lá tomei outro tuk-tuk até o hotel.

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5 Comentários leave one →
  1. Paulinho permalink
    10 junho 2011 4:42 pm

    Muito bom! Que saudade!!!

  2. Sylvia Lemos permalink
    13 junho 2011 5:41 pm

    Massagem diária é tudo o que a gente precisa pra poder continuar as maratonas !

  3. 20 junho 2011 2:47 pm

    Saudades… Já ando com uma baita nostalgia da Ásia… 😉

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  1. Sudeste Asiático 2014 – Tailândia – Bangkok dias 19 e 20 | O Descobrimento da América +

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