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Patagônia Express – Dia 6 – Ushuaia

6 março 2012

Baía Lapataia

Acordei cedo para o passeio até o Parque Nacional Tierra Del Fuego, contratado, mais uma vez, com a Comapa, por  200 pesos, mais 60 pesos da entrada do parque (este valor é para turistas do Mercosul –  os outros pagam 85 pesos!).

Poderia ter ido de van, por 85 pesos ida e volta, mas teria que percorrer uma grande extensão a pé se quisesse ver tudo, e não queria arriscar ser surpreendido por uma chuva no meio do caminho. Contrariando os prognósticos, não houve nem sinal de chuva.

Chavão do fim do mundo!

Seguimos na van até a estação do Tren del Fin del Mundo, que cobra a exorbitância de 155 pesos para um passeio de 50 minutos ligando o nada a lugar nenhum, e, ainda por cima, feito em velocidade super lenta. Uma das roubadas mais óbvias da Patagônia, mas dezenas de turistas pensam o contrário.

A passagem de trem mais cara do mundo!

A excursão começou mesmo depois do retorno do trem. Paramos em um local onde andamos 5 minutos até uma castoreira. Até chegarmos lá, o guia nos mostrou os principais tipos de árvores da Patagônia – as lengas e os ñirres e nos explicou a diferença entre eles: os primeiros ficam amarelos no inverno e os últimos, vermelhos. Vimos também a fruta calafate que é parente menos conhecida das berries.

Calafate

Os castores foram introduzidos no Parque Nacional na década de 50 pelos militares argentinos, por causa de sua pele. Sem controle, virou uma praga patagônica: dos 25 casais iniciais, hoje a população total chega a 50.000!!

Início da trilha até a castoreira

Ilustração mostrando como eles constroem suas casas

Eles constroem suas casas com os galhos retirados das árvores, que são constantemente destruídas por seus dentes afiados e represam parte do curso de um rio, como uma defesa natural contra os predadores. Só esqueceram de avisar a eles que no Parque Nacional não há predadores de castores.

Com o desvio do curso do rio, parte da área fica alagada, causando a morte das árvores que não estão preparadas para sobreviver em ambiente tão úmido. O panorama fica como a foto abaixo:

Panorama de uma área habitada por castores

Paramos na bonita Baia Lapataia (um pleonasmo, já que “aia” na língua yamaná significa baia, ou seja, Lapataia é a “baia de madeira boa”, Ushuaia é a “baia que penetra pelo oeste”) e depois fomos até o novo Centro de Informações Turísticas onde há uma pequena exposição sobre os povos indígenas que habitavam esta região.

Baia Lapataia

Canoa utilizada pelos povos antigos

Fizemos mais uma trilha até o verde Lago Roca, cuja área é dividida com o Chile, e depois voltamos para a cidade a tempo de fazer algumas pequenas compras.

Lago Roca

Lago Roca

Almocei outra vez no Andino. Comi a metade de um sanduíche (que era gigantesco) e meia porção de torta selva negra que estava muito gostosa. Aliás, esqueci de dizer que as porções neste restaurante são enormes.

Os preços em Ushuaia estão um pouco inflacionados, tudo por culpa de estarmos no fim do mundo. A entrada para o Museu do Presídio, que conta a estória da criação da cidade que, a exemplo da Austrália, tinha o propósito inicial de abrigar presos, custa 70 pesos, o que é mais caro do que a entrada do Louvre!! Já havia visitado este museu em 2003 e não há nada que justifique este preço.

A comida está um pouco mais cara do que em Buenos Aires, mas os restaurantes parecem ter o mesmíssimo menu, com poucas variações. Os valores dos pratos com centolla estão todos tabelados a 130 pesos. O diferencial acaba sendo mesmo o ambiente, e, para estes casos, indico o Andino e o Tante Sara, todos na calle principal San Martín.

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2 Comentários leave one →
  1. 8 março 2012 10:53 am

    Olá, você poderia me enviar o seu e-mail de contato? O meu é ludmy@minube.com

    Obrigada!

Trackbacks

  1. Fotograma – Ushuaia | O Descobrimento da América +

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