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Patagônia Express – Dias 7 e 8 – Viagem a Puerto Natales e Torres del Paine

10 março 2012

Cuernos del Paine vistos do Lago Pehoe

A viagem de volta foi mais cansativa do que a ida, já que não havia nada de novo nas paisagens. De diferente, só mesmo o procedimento no Posto de Controle chileno, que fez todos os passageiros desembarcarem e passar todas as malas pelo raio-x.

Achei que fosse fazer a baldeação para Puerto Natales no meio da estrada, mas tive que ir até Punta Arenas e tomar outro ônibus até meu destino final. Ainda tive tempo de comer um frango com fritas em um restaurante de esquina em Punta Arenas (que tocava o best of do Depeche Mode) antes de embarcar para mais 3 h de viagem.

A viagem transcorreu sem percalços através de uma paisagem plana e sem maiores atrativos. Chegamos pouco depois das 23hs e fui andando até o Hotel Charles Darwin, o mais caro de toda a viagem (120 dólares) e, com certeza, o pior. O tamanho do quarto não era ruim, mas tudo parecia meio antiquado. A melhor coisa do hotel era o lounge do terceiro andar, que tinha uma vista privilegiada do Seño Ultima Esperanza.

No dia seguinte, levantei às 7h pois já havia contratado o tour de dia inteiro a Torres del Paine. O micro ônibus passou pontualmente às 7h50 e ainda pegamos outros passageiros antes da primeira parada na Cueva del Milodón, uma grande caverna esculpida pela ação das geleiras e que, segundo consta, era abrigo do milodón, um mamífero local, mescla de urso com bicho preguiça. O local é interessante, mas já vi cavernas mais impressionantes.

Início da trilha até a cueva

O caminho é bem ajeitadinho...

Vista do interior da cueva

O Milodón

A partir daí, a sucessão de paisagens de tirar o fôlego nos acompanhou por todo o dia. Amtes de entrarmos propriamente no Parque Nacional, conseguimos ver algumas espécies da fauna local, como guanacos e ñandus, estes últimos primos distantes da avestruz.

Ñandus

Guanaco, o parente patagônico da llama

Continuamos em estrada de ripio até a entrada de Laguna Amarga, uma lagoa com PH de 9,1 na qual nenhuma espécie animal sobrevive. Apesar de inóspita, a lagoa é linda.

Seguimos em estrada de terra até pararmos no mirador do Lago Nordenskjöld, para mais uma sessão de fotos de cair o queixo, bem em frente ao Maciço Paine.

Laguna Amarga

Maciço do Paine

Los Cuernos

A próxima parada conseguia ser ainda mais deslumbrante: o Salto Grande, onde o Nordenskjöld desemboca no Lago Pehoé.

Salto Grande

Salto Grande no Lago Pehoé

Los Cuernos, imponentes

A parada mais longa, para o almoço, foi no restaurante próximo à Guardería e Centro de Informaciones do Lago Pehoé. O menu local era paupérrimo e não estava com a mínima vontade de comer parrillada, por isso me contentei com as batatas fritas e suco que havia trazido na mochila. Fui, como a maioria dos turistas, fazer meu piquenique no gramado ao lado do restaurante, na beira do Lago Pehoé, acompanhado de uma raposa faminta. Nem dei bola: com a visão que tinha das Torres à minha frente, parecia que estava comendo um banquete.

Adivinhe quem veio para o almoço?

Vista do almoço

Depois de encher a barriga, fomos até o início da trilha do Lago Grey, atravessando a parte seca do leito do lago até o Mirador, de onde se via, a 18km, o Glaciar Grey. Por sorte, muito mais próximos de nós estavam dois exemplares de témpanos azuis recém desprendidos do glaciar.

No início tudo eram sombras...

... e depois andamos muuuuito sobre o leito do Lago Grey

Lago Grey

Um pequeno exemplar de um témpano

A geleira, a 18 km de distância

Um lindo espetáculo, como aliás, tudo no Parque Nacional. E, quer saber? O tour cumpriu muito bem o seu papel, para preguiçosos de plantão como eu. Claro que aqueles que fazem as trilhas do local conseguem ter ângulos diferentes, ou mesmo outras paisagens que não conseguimos ver em um único dia. Prefiro pensar que o que consegui ver em apenas um dia, de modo confortável, já foi mais do que suficiente para me deixar de queixo caído. Pedir mais do que isso é injusto.

O fato triste foi que pudemos ver as marcas que o recente incêndio deixou. Cerca de 128 km2 da área total (sendo 36 km2 de floresta nativa) do Parque foram afetados, principalment ao redor dos Lagos Pehoé e Sarmiento.

Marcas do incêndio recente

Voltamos por um caminho diferente, saindo na direção sul, pela Porteria Serrano e margeando o Lago Toro, o segundo maior da região. Chegamos a Puerto Natales às 20hs, exaustos e com fome.

Lago Toro, um dos maiores da Patagônia

Como só havia lanchado, resolvi investir no jantar e escolhi o restaurante Aldea, primeiro colocado no Trip Advisor, que ficava próximo ao hotel.

Risoto de lula ou arroz doce?

Restaurante Aldea

O restaurante é pequeno e acolhedor, o menu era espartano e ficava escrito em um quadro negro o serviço era muito atencioso. Pena que o prato principal – um risoto de lulas – estava sofrível. Parecia “arroz com leite” e lulas e, por mais que colocasse sal, o gosto doce era preponderante. Lamentável!

Fui dormir ainda com fome…

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2 Comentários leave one →
  1. 12 março 2012 8:52 am

    Oi, JB. Tudo bem?

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem. Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Bóia Paulista

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