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Patagônia Express – Dia 10 – Buenos Aires

14 março 2012

Avenida del Libertador

Cheguei ao Aeroparque com chuva, pouco antes das 10h da manhã, depois de aguardar cerca de 3 horas pelo voo no Aeroporto de Santiago.

Tomei rapidamente um táxi até o Hotel Wilton, na Avenida Callao e, pela terceira vez seguida, fui vítima de tentativa de extorsão pelo taxista. Desta vez, aguardei chegar até o destino final para informar que desconfiava do taxímetro, que às vezes parecia um ventilador e marcava 70 pesos no destino final. O motorista tentou explicar que o medidor se movia por tempo, além da distância, mas percebeu que eu estava atento e no final, aceitou 45 pesos que seria mesmo o valor correto.

Tomem bastante cuidado com estes taxistas. Eles ficam na fila oficial de táxi do Aeroporto, mais ou menos como os correspondentes cariocas que agem no Santos Dumont.

Ainda tive que aguardar cerca de uma hora para subir até o quarto. O hotel só tinha turistas brasileiros novatos e pude ver o quanto eles podem ser chatos – os atendentes,  já acostumados, não demonstravam a mínima simpatia e até cobraram uma taxa extra de um casal que estava fazendo  o check out, pelo fato da esposa ter levado algumas guloseimas do café da manhã!! Constrangedor, para dizer o mínimo.

Tomei um banho e desci para comer algo um pouco mais saudável, depois dos lanches e sanduíches pasteurizados do avião. Vi um local bem próximo ao hotel que me pareceu simpático: o Como en Casa, na  Riobamba. Achei justamente o que queria, uma salada de farfalle com rúcula, tomate seco, azeitonas pretas , amêndoas e lascas de gruyere – uma delícia!

Como en casa

Que delícia!

Continuando o passeio, e aproveitando que a chuva havia dado uma trégua, fui até a Feira de Recoleta, mas estava muito cheia. Preferi ver o resultado das obras no Museo Nacional de Belas Artes, que continua com entrada gratuita.

Na verdade, as obras continuam nos andares superiores. No andar térreo, a coleção está arranjada em ordem cronológica e agora inclui itens de artistas argentinos, o que faz com que falte espaço para a apresentação das obras a partir do fim do século 19, deixando de fora alguns dos meus favoritos, como Klee e Kandinsky.

Museo Nacional de Belas Artes

Continuei andando pela fantástica Avenida del Libertador e achei, colado ao Museu, um parque de esculturas, como as abaixo. Os exemplares não são tão exuberantes como no similar santiaguino, mas dá para o gasto. Pelo que consta, serão expostas em sistema de rodízio.

Clássicas...

...ou modernosas?

Voltando para o hotel, andando pela Avenida las Heras, encontrei o chamativo Museo del Libro e de la Lengua, outro museu recém inaugurado na capital argentina, associado à Biblioteca Nacional.

Talvez pela pouca idade, há pouco para se ver, mas a proposta é muito interessante.No andar térreo, algumas exposições sobre o castellano falado na Argentina, com todos os seus regionalismos, inclusive com alguns jogos linguísticos. Neste mesmo andar se encontram4 murais que pertenciam às Galerias Pacífico e que foram restaurados. No primeiro andar, há uma sala para exposições temporárias.

A entrada por enquanto é gratuita e o museu abre de terça a domingo das 14h às 19h.

Museu del Libro y de la Lengua

Para o jantar, fui ao meu restaurante italiano preferido em Bs As: La Parolaccia, também na Riobamba. Fui recepcionado com uma taça de espumante, cortesia da casa, e um couvert bem fornido. Este diferencial é um ótimo motivo para se voltar sempre.

Como prato principal, pedi um spaghetti gratinado com presunto e champignon que estava sensacional. De sobremesa ataquei vorazmente um volcán de dulce de leche impecável.

Taça de espumante - cortesia da casa!

Couvert

Spaghetti gratinado com presunto e cogumelos

Volcán de dulce de leche

Depois de um lauto jantar, nada mais a fazer senão dormir.

No dia seguinte, como acordei tarde, só deu tempo mesmo de fazer o check out, sair para um almoço rápido e tomar um sorvete na Persicco da Callao, imperdível.

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2 Comentários leave one →
  1. Felipe França permalink
    16 março 2012 9:41 am

    Ahahaha…catar doce no café da manhã é bem típico de brasileiros mesmo, inclusive eu, que em BA sempre pegava um alfajores a mais para comer no quarto…by the way, o Blog continua excelente, JB. Parabéns!

    • 17 março 2012 6:51 pm

      Fala Aspirinha,

      Que coisa, hein? Até tu?

      Obrigado pelo elogio e continue aparecendo sempre (por falar nisso, quando aparece para um almoço?).

      Abraços

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