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China – Beijing parte 2

25 agosto 2012

Muralha da China, em Mutianyu

O menu de hoje incluía uma visita à Muralha da China.

Na verdade são várias muralhas, construídas no sentido leste-oeste, por mais de 6 mil quilômetros (alguns dizem que chegam a quase 9 mil) e ao longo de aproximadamente 2 milênios! Cada parte tem suas características distintas e forma de acesso diversas, o que pode ser consultado neste site aqui.

O passeio pode ser feito de várias maneiras: de ônibus, trem, carro, excursão. Em qualquer outra ocasião, meu espírito curioso iria tentar chegar lá utilizando um transporte público. Desta vez, não…

Para facilitar as coisas e, levando-se em conta que estava com mais 3 acompanhantes, resolvemos alugar um motorista muito bem avaliado no Trip Advisor, o simpático John (mail: johnyellowcar@hotmail.com). Por módicos 500Rmb, ele nos ofereceu 8 horas do seu tempo e seu carro para nos acompanhar até Mutyaniu.

Chegada após subida do teleférico

Teleférico

Acesso à Muralha

Por que Mutyaniu ao invés de Badaling, a porção da Muralha da China mais conhecida e próxima à Beijing?

Talvez exatamente por isso. A porção da muralha em Badaling foi completamente renovada e apresenta uma versão mais “clean” e, para alguns, “fake”. Também por ficar mais próximo à capital, é o trecho mais visitado de toda a muralha.

Como estava a fim de uma versão mais “rústica”  e, de preferência, sem muitos turistas, Mutyaniu me pareceu mais atraente.

Tem muralha para tudo quanto é lado!

Saimos do hotel logo após tomarmos o café da manhã no Starbucks (um sanduíche com chocolate quente e um delicioso muffin de sobremesa!) e pegamos a estrada.

O tempo estava meio lusco-fusco, como seria o normal nos dias seguintes. O sol brilhava entre as camadas de nuvens e poluição de maneira tão fraca, que olhar diretamente para ele não produzia nenhum incômodo aos olhos.

Depois de pouco mais de 1 hora estávamos chegando a Mutyaniu onde o John nos deu as orientações principais e ficou nos esperando dentro do carro.

Compramos o ingresso para a Muralha (40 RMB), além do ticket para o teleférico (80 RMB, ida e volta) e lá fomos nós.

Lembranças da muralha

Mutyaniu

O trecho da Muralha em Mutyaniu tem apenas cerca de 2,3 km, mas devo confessar que o passeio foi muito cansativo, devido às muitas subidas e descidas, algumas delas bem íngremes. O tempo também não ajudava nas fotos e não me pareceu sensato percorrer toda a sua extensão.

Apesar de tudo parecer remar contra, o que vi me impressionou bastante. Correndo o risco de parecer piegas, diria que a muralha se assemelha a uma serpente, espalhada pela topografia acidentada do local.

Poderíamos ter visitado também as Ming Tombs, que ficam mais ou menos no caminho de volta, mas pelo adiantado da hora, preferi ir direto ao Palácio de Verão do Imperador.

Não sem antes paramos para almoçar. Nosso guia escolheu um restaurante quase em frente ao Palácio de Verão, mas o cardápio estava cheio de coisas estranhas e demorei até achar algo que fosse do agrado de todos – eu acabei comendo um prato vegetariano com cogumelos que estava muito bom.

O John, até então brincalhão e muito educado, se transformou no restaurante quando chegou o seu prato. Não entendi se havia algo errado com o pedido, mas ele esbravejava tanto com a garçonete chinesa, que fiquei um pouco constrangido!

Ginástica chinesa depois do almoço!

Outra coisa engraçada no restaurante foi a forma encontrada para repartir uma mesa entre pessoas diferentes: ao invés de separar as mesas, eles simplesmente colocam um anteparo no meio dela (veja no foto abaixo!).

Depois do almoço, fui andando até o Palácio de Verão logo em frente, enquanto o nosso motorista levou o pessoal até o hotel, pois a fúria consumista da turma havia se manifestado.

O lugar é simplesmente gigantesco!! Impossível ver tudo numa tarde de outono. Além disto existem alguns locais que exigiam uma entrada separada, o que pode confundir quem não fez um bom plano de visita (como eu, por exemplo).

Acabei escolhendo o ticket mais simples, já que não teria muito tempo para explorar o Palácio como deveria. Veja as diversas opções de entrada aqui.

Entrei pelo portão Norte, onde se encontra a Suzhou Street, uma rua com mais de 60 lojas com produtos diversos, cujo layout imita uma feira na cidade de Suzhou.

Mapa do local (www.travelchinaguide.com)

Logo atravessei o que eles chamam de Back Lake, na verdade uma série de lagos artificiais criados pela dragagem do Lago Kunming. Na minha frente ficava a Colina da Longevidade (Wanshou), onde, após uma subida íngreme, podemos encontrar alguns templos, como o majestoso Templo do Incenso Budista e o Hall do Mar de Sabedoria (com suas 1008 estátuas de Buda adornando o seu exterior).

Este Templo possui 3 andares e uma altura total de 41 metros e foi construído sobre uma base de cimento de 21 metros. Para visitá-lo é necessário adquirir um ticket separado.

Outro local fascinante é a Grande Galeria, um corredor de cerca de 730 metros, que atravessa a área de leste a oeste, paralelo ao Lago Kunming. Foi construída em 1750 pelo Imperador Qianlong para que sua mãe pudesse passear pelos jardins a qualquer hora, abrigada do tempo. Possui inúmeras pinturas coloridas adornando sua estrutura.

Templo do Incenso Budista

A Grande Galeria

Iguaria local: picolé de pepino!!!

Hall do Mar da Sabedoria

Continuei andando na direção oeste e vi alguns barcos saindo do pier, mas tive muita dificuldade para saber informações sobre o trajeto – o que pude depreender da minha mímica é que o barco fazia o percurso só de ida até a Ilha de Nanhu, que ficava encoberta pela neblina/poluição.

Desisti de atravessar o Lago. Ao invés disto andei um pouco mais e cheguei até o Qingyan (ou Barco de Mármore), uma magnífica peça também construída pelo Imperador Qianlong.

O Barco de Mármore

O sol parece uma lua, não?

Yunsongchan House

Vi ao longe (e bem encoberta pela neblina) a famosa Ponte dos 17 arcos que liga a parte leste do Lago Kunming à Ilha de Nanhu. Coloco aqui uma foto tirada num raro dia de sol.

Ponte dos 17 arcos (www.travelchinaguide.com)

Não havia muito tempo para continuar a visita, já que o local fecha às 17hs no outono e por isso me preparei para ir embora.

Tinha uma estação de metrô bem ao lado da entrada norte do Palácio (Beigongmen, na linha 4) mas como havia andado um bocado lá dentro, subindo e descendo escadarias, não queria retornar todo o caminho, pois sabia que em alguma saída havia outra estação de metrô (Xiyuan, também na linha 4).

Era só descobrir que saída era esta. Fácil, não?

Negativo.

Utilizei meus poderes de mímica, inglês e tudo o que eu sabia de mandarim (quase nada, para falar a verdade!), mas extrair alguma informação estava bem difícil. Depois de tentar com vários chineses diferentes (e parecia que só eu era turista no local) resolvi apelar para uma foto de um trem no Ipod que trazia comigo e, com alguma dose de convicção, finalmente encontrei a saída leste.

Antes de sair, ainda deu tempo de tirar as fotos abaixo, no Hall da Benevolência e Longevidade.

Hall da Benevolencia…

…e da Longevidade

Um dos 2 Leões de Bronze do Hall

Só que a estação do metrô ainda ficava a cerca de 500 metros da saída e não era facilmente visível – lá fomos nós perguntar outra vez. Confesso que teria sido bem mais rápido andar todo o caminho de volta!!!

Pausa para falar do metrô de Beijing: deve ser um dos mais baratos do planeta, resquício dos tempos socialistas. A passagem custa 2 RMB, não importando o número de estações percorridas. É um dos maiores da Ásia, com 15 linhas, e foi recentemente ampliado por ocasião das Olimpíadas.

Segundo a Wikipedia, foi inaugurado em 1969 e é o quarto mais extenso do mundo, só perdendo para o de Shanghai, Londres e Seul. Também fica em quarto lugar no número de passageiros, atrás dos de Tóquio, Seul e Moscou.

Confesso que não o achei tão lotado assim, talvez por ter andado sempre em horários fora do pico. Há sempre indicações em inglês (pelo menos nas linhas que eu andei), o que facilita a compra dos bilhetes e o deslocamento pela cidade.

Fora o táxi, foi o único meio de transporte que usei por aqui.

Estação de metrô

Interior dos vagões de metrô

À noite, fui de metrô até a estação de Wangfujing, andando pela rua de mesmo nome até chegar à feira de comidas exótica, outra atração imperdível da cidade.

Saída do metrô Wangfujing

Feira de alimentos

A feira pode ser um bom local para uma comidinha rápida, se você não se importar com comida de rua. A oferta inclui dumplings diversos, além de macarrão com vários ingredientes diferentes, tudo a preços bem módicos (entre 10 e 30 RMB).

O que faz deste lugar uma atração turística, contudo, é a diversidade de espetinhos de animais esquisitos, como vocês podem ver abaixo.

Os preços para os audaciosos é bem maior do que para aqueles que se contentam com o velho e inofensivo yakisoba – os de escorpião chegam a custar 100RMB!

Pequena amostra do que se encontra por lá

Escorpiões – de vários tamanhos!

Claro que, depois das fotos, fui até um restaurante na trecho de pedestres de Wangfujing  para comer algo mais prosaico: uns guiozas deliciosos.

Voltei ao hotel de metrô, mais uma vez extenuado.

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9 Comentários leave one →
  1. 26 agosto 2012 2:29 pm

    Quero muito, muito, muito, muuuuuuuuito mesmo ir pra China. E assumo: principalmente pela muralha ❤

  2. 26 agosto 2012 3:40 pm

    A muralha é realmente o ponto alto da viagem!!! Acabei fazendo Mutianyu e Badaling, gostei de ambas, não fosse muita gente nessa última! Passei por essa feirinha, mas no sentido animação e variedade, gostei mais da rua paraleta com todas essas “especialidades” estranhas!!!

    • 27 agosto 2012 9:04 pm

      Pois é, Milena,

      Fiquei com receio da multidão em Badaling, mas acho que deve ser tão impressionante como Mutianyu.

  3. 27 agosto 2012 9:28 am

    Oi, JB. Tudo bem?

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Beijos e até mais,
    Natalie – Boia Paulista

  4. Majô permalink
    31 agosto 2012 9:45 pm

    JB, a China é fascinante, cultura, templos, Muralha, menos os espetos de escorpião, eu passo 😉
    Apesar da neblina, as fotos estão lindonas.

  5. Georgia permalink
    18 setembro 2013 5:11 pm

    Passando mal com esse post liiiindo!

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