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China – Beijing parte 4

7 setembro 2012

Hall da Suprema Harmonia, na Cidade Proibida

No último dia em Beijing, visitei dois dos locais mais impressionantes da cidade.

A primeira parada foi na Cidade Proibida.

Tomamos um táxi que nos deixou em Donghuamen Dajie. De lá fomos de carrinho elétrico até o Meridian Gate.

Mapa da Cidade Proibida (fonte: http://www.thechinaguide.com)

A Cidade Proibida, que agora abriga o Museu do Palácio, foi a residência imperial desde a Dinastia Ming, século 15 até o início do século 20 (lembram de “O Último Imperador”?). Fica logo ao norte de Tian’anmen, separado desta praça pelo Portão de Tian’anmen (veja a parte 3 do post de Beijing).

Contém quase 1000 edifícios em seu interior e poucas áreas verdes. Tem uma forma retangular e sua área é delimitada por um muro de 10 metros de altura, além de um fosso de mais de 50 metros de extensão.

Desde 2011, o acesso à Cidade Proibida só pode ser feito através do Portão do Meridiano (Meridian Gate), na parte sul do complexo. Veja aqui informações sobre os preços e horário de abertura.

O muro e o fosso

Portão do Meridiano

A abertura central do Portão era para uso exclusivo do Imperador, ou da Imperatriz somente no dia de seu casamento. O arco leste era usado pelos ministros e o seu correspondente à oeste servia para a entrada da família real. Desnecessário dizer que o povo estava proibido de entrar lá.

Logo depois da entrada, nos deparamos com o Portão da Suprema Harmonia, onde eram realizadas as cerimônias de casamento dos Imperadores.

Portão da Suprema Harmonia

Próximo na lista era o  Hall da Suprema Harmonia.

Por muito tempo, ele foi a construção mais alta do Império, durante as Dinastias Ming e Qing e contém varios objetos no seu entorno, como o vaso de bronze na foto abaixo.

Vaso de bronze, em frente ao Hall da Suprema Harmonia

Em seguida, aparecem outras duas construções, menores que a primeira: o Hall da Harmonia Central (o menor dos 3 e que servia para o descanso do Imperador antes das cerimônias no Hall da Suprema Harmonia) e o Hall da Harmonia Preservada (onde banquetes eram servidos em ocasiões especiais).

Este último contém a maior escultura em pedra da Cidade Proibida: são 9 dragões esculpidos na escadaria. Durante as dinastias Ming e Qing quem fosse pego tocando esta escultura era condenado à morte.

Com o número exagerado de visitantes, é impossível tirar uma foto decente da obra, portanto vou reproduzir aqui o exemplar retirado do site http://www.travelchinaguide.com.

Seguindo para o norte, passamos pelo Palácio da Pureza Celestial e o da Tranquilidade Terrena. Lateralmente  se encontram vários corredores com inúmeras salas menores, acessíveis através de portões decorados como os das fotos abaixo:

Portões

Portões

Um dos objetos em exposição

Detalhe da pintura do teto

Ainda mais ao norte, encontramos o Yu Hua Yuan, ou o Jardim Imperial.

Um dos poucos jardins do local

Yu Hua Yuan

Este jardim fica logo após o Portão da Tranquilidade Terrena, tem a forma retangular e é bem característico de um jardim chinês, com árvores, pedras e 4 pavilhões, cada um em um canto, simbolizando as 4 estações do ano.

Em frente ao jardim fica o Hall da Paz Imperial e, logo após, o Portão da Proeza Divina, que marca a saída norte da Cidade Proibida, na Avenida Jingshanqian.

Pavilhão das 10,000 Primaveras

O Hall da Paz Imperial

Templo no Parque Jingshan

Acabei saindo onde aparentemente não havia nem sinal de uma estação de metrô. Andei alguns poucos metros, até que fui abordado por várias pessoas oferecendo seus tuk-tuks (os exemplares chineses tem uma bicicleta ao invés das motos, como na Tailândia). Escolhi um chinês que me pareceu confiável e regateei o preço.

Pois bem… O chines montou no tuk-tuk e foi entrando nos hutongs ao lado da Cidade Proibida. Pensei que poderia ser um atalho para driblar o trânsito infernal. Ele continuou pedalando e dobrando aquelas ruelas e eu tentando me localizar e pensando em uma rota de escape caso houvesse uma tentativa de assalto.

Claro que não havia muita gente nas ruas, o que aumentou a sensação de desespero.

Depois de uns 20 minutos de exercícios físicos, várias pedaladas depois e completamente ofegante, o motorista parou e simplesmente disse para eu continuar o caminho a pé (e eu sabia que ainda estávamos beeem longe do Templo do Céu). Paguei o combinado a ele (era uma ninharia, 20 RMB) e saí rápido para achar meu caminho.

Felizmente estava na saída do hutong e caí justamente na Donghuamen Dajie, a avenida em que havíamos chegado de táxi, pela manhã.

Pronto: era só tomar um táxi e ir até o local que queria, né?. Nananinanão!!!

Acontece que estava na hora do almoço e aparentemente é impossível tomar um táxi na cidade a esta hora, pois nenhum motorista parava para mim. Fiquei quase meia hora em pé na esquina, até que finalmente consegui uma alma caridosa que me levou aonde queria.

O táxi me deixou na entrada do parque, junto ao portão sul do Templo do Céu, onde comprei a entrada por módicos 10 RMB.

Este parque é famoso por reunir algumas pessoas que gostam de dançar, o que parece ser muito comum aqui na China. Fiquei algum tempo admirando os casais que rodopiam e dão seus passos com a expressão mais zen do mundo, alheios a qualquer problema.

Dança no parque

O Templo do Céu data de 1420, quando a Dinastia Ming imperava, e é circundado por um muro alto. Na sua parte norte ele possui um formato circular, simbolizando o Céu. Ao sul, sua forma é retangular, representando a Terra.

Possui algumas construções, dentre elas o Hall da Oração pela Boa Colheita (Qiniandian), um grande palácio com 3 andares e um magnífico teto redondo, onde os Imperadores ofereciam sacrifícios ao Céu no Solstício de Inverno como agradecimento e pedido para uma colheita generosa nos meses seguintes.

O Hall possui 28 pilares: 4 representam as estações do ano, 12 correspondem aos meses e os outros 12 são a representação dos sichens, antiga divisão do tempo chinesa (1 dia tinha 12 sichens).

Mais informações sobre o local, inclusive com horários de abertura e preços, podem ser consultadas aqui.

O Templo do Céu foi considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 1998, juntamente com o Palácio de Verão.

Qiniandian

Qiniandian

Qiniandian

Ao sair, andei até a estação de metrô de Tiantandongmen quando avistei um edifício que me pareceu atraente – era o Pearl Market, mais um dos shoppings para turistas de Beijing.

Devo confessar que não valeu muito a pena não: ele é bem mais chinfrim do que o Mercado da Seda, além dos vendedores serem menos propensos à pechinchas. Só vá se tiver (muito) tempo…

Pearl Market

E esse foi o último dia da visita à Beijing.

Gostei muito da cidade, os monumentos e a história estão sempre presentes a todo lado, um retrato perfeito da formação do povo chinês.

Tenho que dizer, contudo, que ela não é muito amigável para o turista: quase não se encontra falantes do inglês, caminhar por seus quarteirões é um parto, o trânsito é caótico e a arquitetura ainda conserva a herança comunista, embora as Olimpíadas tenham trazido um sopro de modernidade às construções da cidade.

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8 Comentários leave one →
  1. 8 setembro 2012 1:56 pm

    Adorei as explicações sobre a Cidade Proibida e as fotos do post!
    Sobre os tuc-tucs, já li vários relatos assim, acho que não me sinto muito confiante nem para experimentar quando eu for para a ásia, pois vou ficar muito brava se começarem a me levar para lojas ou me deixarem em outros lugares que não foi o combinado!

    • 9 setembro 2012 5:34 pm

      Oi Simone,

      Obrigado pela visita.
      Quanto aos tuk-tuks, acho que vale a pena perder o medo e experimentar pelo menos uma vez.

  2. 9 setembro 2012 4:15 pm

    Tiveste mais sorte do que eu para o clima, pois a minha visita a esses dois locais emblematicos de Pequim foram sob um céu nublado e bem “carregado”.
    Acabei indo à pé da Cidade Proibida até o Templo do Céu… Foi muito cansativo, pelo mapa parecia perto, mas foi muito cansativo chegar até lah! Realmente era muito dificil encontrar alguém que falasse ingles na cidade, mas fora isso achamos o pessoal bem prestativo, mesmo sem nos entender! As mulheres mesmo mais velhas queriam me dar lugar no metro, vai ver eu parecia estar realmente no meu limite fisico!!! kkk E como esse pessoal gosta de dançar, hein?
    P.S.: nesse local de compras tivemos sorte e chegamos quase no momento do fechamento, conseguimos realizar algumas compras interessantes! Achei os mais bonitos lenços/écharpes de seda, e conseguimos negociar um preço incrivel! Acho que depende do dia!!!

    • 9 setembro 2012 5:38 pm

      Olá Milena,

      Acho que pegar dias bonitos em Beijing é muito difícil mesmo, até que não posso reclamar (tirando a visita ao Muro, que ficaria mais impactante sem a neblina).

      Também pensei em ir a pé ao Templo do Céu por um instante, mas acho que já estava acostumado ao tamanho dos quarteirões de Beijing e desisti. Era um pouco longe mesmo…

      Quanto ao Pearl Market, penso que estava sem paciência para fuçar as ofertas depois de ficar um tempão no Mercado da Seda. Tenho certeza que dependendo do dia (e tb da hora) vc consegue ótimas pechinchas por lá.

      Apareça sempre!

  3. 19 setembro 2012 9:17 am

    JB, passou muito tempo na fila para a Cidade Imperial? Se sim, tem algum “fura-fila”?
    Abs!

    • 22 setembro 2012 1:16 pm

      Não, Arthur, as filas estavam pequenas, creio que fiquei apenas 5 minutos esperando. Fui num dia de semana, não sei como é o movimento nos fins de semana (muito provavelmente, bem maior).

  4. mau permalink
    6 janeiro 2015 9:50 am

    ola JB. estive na cidade proibida em 2012, e queria saber se vc foi la dentro da cidade proibida o local aonde fica o sobrinho do ultimo imperador, algo assim. aonde ele fica em uma sala com varios pergaminhos e peças antigas e la ele escreve um pergaminho personalizado com os dizeres q vc deseja.
    ele escreve com as letras q apenas os imperadores e moradores da cidade proibida escreviam, obvio tem um custo alto, mas tenho esse pergaminho, e estou procurando outras pessoas q tiveram acesso a isto.

    qd fui, contratei um guia chines q falava ingles fluente, nos levou p/ pequim td. mto bom la, obvio q estava frio e um pouco de neve em dezembro.

    • 6 janeiro 2015 4:41 pm

      Oi Mau,

      Infelizmente não, nem sabia deste detalhe. Obrigado por compartilhar.

      Abs

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