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China – Macau

23 setembro 2012

A principal atração de Macau

Hoje tiramos o dia para visitar Macau, uma das 2 regiões administrativas especiais da China (a outra é justamente Hong Kong).

De acordo com a Wikipedia, “Macau foi administrada por Portugal desde o século 16 até 1999, quando foi devolvido à China. Os portugueses chegaram lá em 155o e 7 anos depois a cidade foi “alugada” aos portugueses pelo Império como um porto comercial. Nossos descobridores administraram a cidade sob autoridade chinesa até 1887 quando então se tornou colônia lusa. Uma declaração assinada pelos 2 países estabelece que Macau tenha uma autonomia administrativa até 2049″.

Compramos o ticket da travessia no China Pier – a ida sai por 151 HKD; a volta, um pouco menos, 139 HKD, isto tudo dependendo do dia e da hora em que você sai. Vejam os preços aqui.

A travessia dura cerca de 1 hora, a depender das condições do mar.

Travessia entre as cidades (http://zeroonevisuals.blogspot.com.br)

Ferry que fez a travessia

Chegada a Macau

O que não contava era com o tempo perdido para fazer a imigração, cenário especialmente ruim na chegada a Macau – o salão de entrada estava todo tomado de turistas e moradores, o que nos fez aguardar quase uma hora (o mesmo tempo de travessia!).

Não sei se todos os dias há esta confusão, mas foi algo que nos deixou deveras chateados.

O assédio na saída também era intenso: vários “guias” se ofereciam para passeios pela cidade, sempre tentando cobrar preços exorbitantes. Como não estava nem um pouco paciente para barganhar, decidimos fazer um tour por conta própria.

Centro de Macau

Tomamos um táxi que nos deixou na Avenida de Almeida Ribeiro, no meio da cidade antiga portuguesa, em frente ao Largo do Senado com seus prédios bem preservados.

Os nomes de ruas e placas de sinalização estavam nos 2 idiomas e a mistura das línguas e arquitetura dava um nó na cabeça –  estávamos do outro lado do mundo e ao mesmo tempo nos sentimos muito próximos da terrinha.

A experiência só não foi completa porque pouco ouvimos de português por aqui…

Oficina de Turismo do Governo de Macau

Santa Casa de Misericórdia

O pessoal se vestiu do espírito “portuga” e resolveu que o almoço teria que ser bacalhau. Até não foi difícil achar um restaurante que tivesse a iguaria, mas logo ao entrar senti que a experiência gastronômica não seria assim tão memorável.

E estava certo: o prato de bacalhau desfiado com cebola, ovo e pimentão até estaria gostoso se ao menos contivesse o ingrediente principal!

Também, o que esperar de uma cidade que tem os casinos como principal fonte de renda?

Bacalhau paraguaio

Depois do almoço continuamos passeando pelo centro histórico, mas só eu tive interesse de seguir caminhado por suas ruelas. Encontrei uma igrejinha simpática dedicada a São Domingo, pouco depois da Santa Casa. É um dos palcos do Festival Internacional de Música de Macau.

Igreja de São Domingo

Fui então até as ruínas da Igreja de São Paulo, uma dos principais pontos turísticos de Macau. Além da igreja (que se chamava Madre de Deus), havia também o Colégio de São Paulo, todos quase completamente destruídos por um incendio em 1835. O que restou foi a fachada da Igreja e a escadaria.

Ruínas da Catedral de São Paulo

Detalhe das ruínas

As ruínas, juntamente com a Fortaleza do Monte (todos construídos pelos jesuítas), também são Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, com toda a justiça.

Museu de Macau, ao lado das ruínas

Na Fortaleza do Monte fica o Museu de Macau, cuja coleção abrange pinturas chinesas, caligrafia, cerâmica, fotografia, objetos de arte sacra, entre outros. Não visitei o Museu, preferindo admirar a bela vista.

Do alto da Fortaleza tem-se uma visão de toda a cidade e pode-se perceber mais facilmente algumas das aberrações de Macau.

A foto abaixo à esquerda traduz bem o sentimento: não dá vontade de demolir este prédio horroroso com uma bala de canhão?

Ainda deu tempo de andar mais um pouco e encontrar outros exemplos da colonização portuguesa, seja nas Igrejas ou mesmo nas pequenas praças com azulejos.

Mais uma Igreja Católica

Azulejos portugueses

Tomamos o ferry das 18hs de volta a HK. Neste trajeto pegamos condições de mar bem piores do que na vinda, mas nada que assustasse muito.

Passando pela ponte em Macau no trajeto de volta a HK

Chegamos uma hora depois no mesmo local de onde saímos e fomos direto para o hotel. Ainda dei uma passada no famoso Mercado da Rua Temple, que ficava a 2 quadras de onde estávamos, mas fui sem câmera.

Lá se encontram todas as tralhas que você imaginar, desde camisas falsificadas até postais, chaveiros e malas. Fica lotado, a depender da hora, e requer, como tudo aqui na China, um pouco de paciência para achar aquele objeto que você não sabia que precisava, mas que não pode deixar de levar por conta do preço irrisório.

Tente resistir…

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