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Coreia – Primeiras impressões de Seul

25 maio 2013

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Chegamos a Seul 2 dias depois de sair de São Paulo e depois de 2 voos que, somados, duraram mais de 22 horas!

O Aeroporto de Incheon fica sobre uma ilha na cidade de mesmo nome, a cerca de 40 km do centro de Seul. Existem várias alternativas de transporte até a capital sul-coreana, a depender de onde você vai se hospedar. A opção mais rápida e barata é tomar o trem que deixa na estação central de Seul e custa apenas 3500 won. Como iríamos ficar na área de Gyeongbokgung (ou seja, ainda teríamos que tomar um táxi da estação central até lá), prefirimos embarcar em um dos muitos airport limousines, nome pomposo para um ônibus ajeitadinho e que custa 10000 won. (1000 won  era equivalente a cerca de 1 US$).

A frente do nosso prédio

A frente do nosso prédio

Nossa estação de metrô

Nossa estação de metrô

Aqui cabe um parêntese para explicar nossa opção de hospedagem. A procura de hotéis em Seul e Tóquio se revelou cansativa, já que grande parte dos hotéis disponíveis no Booking.com não possuíam quartos twin e insistiam em disponibilizar o que eles chamam de “cama de casal compacta”, um pouco maior que uma cama de solteiro e com finalidades nada edificantes – ainda bem que descobri isto de antemão, lendo os comentários dos hóspedes.

Preferi não arriscar este tipo de hospedagem duvidosa e busquei alternativas mais seguras e, principalmente, mais baratas. No site da Airbnb achei várias opções para Seul, sendo que fechamos um duplex super bem localizado, próximo a várias atrações turísticas e ao metrô e com todas as parafernálias caseiras, por apenas 500 USD a semana. Isto era simplesmente a metade do preço dos hotéis que estava vendo, por isso não tive dúvidas!

Descemos na 5ª parada da limousine, pouco mais de 1 hora depois de sairmos de Incheon e fomos andando até o nosso prédio, uma caminhada de 3 minutos. Lá chegando, nossa anfitriã Su nos esperava e nos explicou, com seu inglês macarrônico, o funcionamento do apê, que era exatamente igual às fotos, bem aconchegante e com o ondol (sistema de aquecimento coreano sob o piso) funcionando perfeitamente. Ainda bem, pois a temperatura exterior estava próxima de zero!

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Engraçado que o apartamento não tinha chave, apenas um código de 4 números que nos foi dado pela proprietária.

Neste primeiro dia não fizemos muita coisa, até porque estávamos exaustos de tanto voar. Apenas demos uma saída para comprar algo para comer.

Não foi difícil encontrar uma loja de conveniência e nos divertimos com a quantidade de coisas estranhas que vimos: macarrões instantâneos indecifráveis, biscoitos duvidosos e bebidas misteriosas povoavam as prateleiras, mas preferimos guardar a ousadia e escolher algo mais ocidentalizado: batatas Pringles.

A única coisa coreana que resolvi experimentar foi esse samgak kimbap aí embaixo: na verdade nada mais é do que um triângulo de arroz com recheio e envolto por uma folha de alga – nesse caso o recheio era de carne com um molho levemente apimentado (gochujang). Uma delícia e muuuito barato – somente 800 won, ou seja, menos de 1 dólar.

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No dia seguinte, graças a contatos da Internet, tivemos a oportunidade de passar um tempo com uma família coreana. A Yun, amiga da mãe de Bia em um site de música, fez questão de nos conhecer pessoalmente e entrou em contato pelo Facebook.

Meia hora mais tarde seu marido estava na porta do nosso prédio e nos levou de carro até onde estava a Yun e sua filhinha adorável, de pouco mais de um ano. Tomamos um café no Starbucks local depois das atrapalhadas tentativas de conciliar os cumprimentos coreano e brasileiro.

Aliás, devo mostrar meu total assombro com a quantidade impressionante de cafés em Seul: ficam literalmente colados uns aos outros e com diversas filiais espalhadas pela cidade, além de alguns cafés temáticos. E eu que achei que os brasileiros eram os maiores viciados nesta bebida…

A família completa

A família completa… e conectadíssima!

Passeamos pela cidade e cruzamos o Rio Han até a badalada Gangnam, para um delicioso e leve almoço em um restaurante bem agradável chamado The Flying Pan, que era de propriedade de um amigo da família. De acordo com pesquisas na Internet, é um dos 10 melhores brunches de Seul. Altamente recomendado.

Escolhemos vários pratos para agradar a todos: saladas, omeletes e salsichas e um spaghetti carbonara delicioso. De sobremesa, uma torta de chocolate para dividir.

Olha só que ambiente aconchegante!

The Flying Pan

The Flying Pan

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Carbonara e salada

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A comunicação era um pouco difícil, já que o inglês deles era beeeem básico, mas deu para eles notarem que Bia era fã da música coreana, o que foi o suficiente para iniciarmos uma excursão aos principais templos dos amantes do K-pop.

Veja a cara de contentamento de Bia ao conhecer os locais onde seus artistas prediletos gravam suas músicas!

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Uma das coisas que notei, especialmente aqui em Gangnam, é que existe um sem número de anúncios para cirurgia dos olhos, coisa que parece ser muito comum entre as coreanas – segundo Bia, todas as cantoras de K-Pop já fizeram este tipo de operação, para ficar mais ocidentalizadas. Que povo estranho!

A cirurgia mais em voga aqui na Coreia

Cirurgia dos olhos – all the rage, aqui na Coreia!

Depois da tietagem explícita, fomos parar na área próxima à Universidade de Hongik. Neste local há inúmeras lojas de cosméticos e várias barraquinhas de roupas, acessórios e comidas típicas, só que ainda estávamos digerindo o lauto almoço e não provamos nada desta vez.

Street shopping

Street shopping

A última parada foi no restaurante de propriedade da família, chamado simplesmente Steve. Sim, além do passeio pela cidade, do almoço gratuito e da paciência para percorrer a via crucis K-popiana, ainda fomos agraciados com um early dinner inesperado.

Ainda eram 5 da tarde, portanto não havia ninguém no local. A especialidade da casa é o bulgogi, uma espécia de churrasco coreano, se me permitem a comparação injusta: em cada mesa há uma grelha para tostar os pedacinhos da carne e cogumelos, que podem ser degustados com o acompanhamento tradicional neste tipo de casa, ou seja, vários exemplares de kimchi (uma espécie de vegetal fermentado, sendo o de repolho o mais comum), cebolinhas e algas diversas, além de uma pasta apimentada.

O ritual recomendado é passar a pasta na carne e comer de uma vez só, acompanhado de uma folha de alface, o que dá uma saborosa crocância à coisa toda: uma delícia!

Tudo isso acompanhado da bebida abaixo, um misto de refrigerante e remédio, que degustei como se fosse o melhor vinho italiano.

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Nham!

Logo após o anoitecer fomos deixados em casa depois de um dia em que não imaginávamos ter. Agradecemos em profusão pela grata surpresa, que fez nossa experiência coreana ficar muito mais íntima.

Que belo início de viagem, não acham?

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2 Comentários leave one →
  1. Bruno permalink
    13 agosto 2014 9:40 pm

    Poderia compartilhar link do apto?

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