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Japão – Primeiras impressões de Tóquio

20 julho 2013
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Shinjuku com neve

Voamos com a United no trajeto entre Seul e Tóquio, um voo tranquilo que durou pouco mais de 2 horas. A chegada em Narita foi sem estresse e em minutos já tínhamos o carimbo japonês no nosso passaporte.

As opções para sair de Narita eram tantas que tive que fazer um longo estudo de custo-benefício até resolver o que seria mais adequado. Tenha em mente que a minha opção pode não ser a melhor opção para você, a depender de onde você vai ficar hospedado.

Após muito pesquisar, acabei optando por comprar o SUICA card , um cartão de transporte que pode ser carregado e utilizado também em lojas de conveniências, a exemplo do T-money em Seul (veja mais detalhes aqui).

Existe uma opção de SUICA com 2000¥ carregados + uma passagem ida e volta no Narita Express (mais conhecido como N’ex). Este pacote pode ser comprado no guichê da Japan Railway (JR) em Narita pela bagatela de 5.500¥, uma economia de 2.700¥, se você for até Shinjuku, como nós fizemos. A reserva de assentos no N’ex é obrigatória.

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Narita Express

Pegamos o trem, que estava bem vazio e, 1h30 depois, com paradas em Tokyo Station e Shibuya,  estávamos na maior estação de trens de Tóquio. Sabia que tínhamos que tomar a saída sul da estação e, entre trancos e barrancos, acabamos saindo na direção correta. De lá até o hotel foram apenas 5 minutos de caminhada.

O hotel foi escolhido após muita pesquisa. Os hotéis que via no Booking tinham quartos microscópicos e preços exorbitantes. Além disso, vários deles, com sua insistência em oferecer apenas camas de casal compactas, denunciavam o tipo de clientela que eles buscavam. O Airbnb também retornou pouquíssimas opções de hospedagem, parece que os japoneses ainda não estão acostumados.

Foi quando vi uma reportagem do jornal inglês The Guardian com as 10 melhores pechinchas para se hospedar em Tóquio. Entre elas estava o Sunroute Plaza Shinjuku, que tinha quartos mais espaçosos e preços bem razoáveis para a capital japonesa. Como reservei com bastante antecedência e para mais de uma semana de estadia, consegui um desconto de 30% na tarifa com café da manhã, que acabou saindo por 12.500¥ o quarto twin.

E, para nossa grata surpresa, ganhamos um upgrade no check in, indo para um twin deluxe.

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Abaixo, a vista que tínhamos da janela do quarto.

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Foi a melhor escolha que poderia ter feito. Além da localização perfeita, praticamente colada na estação de Shinjuku, o quarto era bem razoável. O café da manhã era bom, mas acabamos enjoando, já que as opções ocidentais eram poucas. Se você não se importar em comer peixe logo de manhã, vai adorar! Caso contrário, sugiro escolher a opção de acomodação sem café da manhã e procurar diversificar.

Como primeiro passeio, depois de deixarmos as malas no quarto, decidimos não ir muito longe e aproveitar para caminhar pelas redondezas. Como o edifício da Tokyo Metropolitan Government Building (ou Tokyo City Hall) ficava ali perto e oferecia uma vista gratuita da cidade, fomos ver se valia a pena.

Andamos um pouco e logo descemos um lance de escadas para percorrer o resto do caminho através de um corredor subterrâneo que faz a ligação entre os vários prédios sem a necessidade de enfrentar os cruzamentos das ruas.

No prédio existem dois decks panorâmicos fechados no 45º andar, um em cada torre. Ficam abertos até as 23hs nos dias de semana e, como já disse, a entrada é grátis. Lá dentro se encontram algumas lojinhas que vendem quinquilharias, nada de interessante. Achei a proposta toda meio kitsch.

Infelizmente as fotos não fizeram jus à vista.

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Vista da Tokyo City Hall

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Descemos rapidinho para comer alguma coisa e resolvemos explorar um pouco o Washington Hotel, que ficava no meio do caminho para casa. Descobrimos que no subsolo deste hotel havia vários pequenos restaurantes, alguns muito simpáticos.

Escolhemos (ou melhor, Bia escolheu) o Osaka Ohsho, que tinha a desvantagem de permitir o fumo, o que aliás é normal por aqui e foi um dos primeiros choques culturais que tive no Japão – me parece uma política no mínimo antipática e totalmente desconexa com o resto do mundo!

O restaurante tinha uma comida pra lá de honesta e preços inacreditáveis, considerando que estávamos em um país conhecido por ser um destino caro. Pedimos guioza de entrada, camarões empanados para Bia, carne de porco com pimentão e arroz com ovos para mim.

Tudo estava corretíssimo e Bia gostou tanto que foi o único restaurante que repetimos em toda a viagem!

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O guioza estava quase acabando

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Voltamos caminhando por essa rua (foto de baixo) até o hotel. Aliás, uma das coisas que você vai ter que se acostumar aqui no Japão é que as ruas não são conhecidas pelos nomes e é muito difícil se localizar se você não tiver algum ponto para se orientar. Ou então você pode tentar pedir ajuda a um local – eles são muito prestativos e literalmente te carregam pelo braço até o seu destino final.

Desconfio que façam isso por serem extremamente educados, mas fiquei com a impressão de que há também uma pitada de vergonha pelo fato de que frequentemente não há indicações para se chegar aonde se quer…Vai saber!

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Avenida em Shinjuku…não me pergunte o nome!

Para o primeiro dia estava de bom tamanho.

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8 Comentários leave one →
  1. 21 julho 2013 8:46 pm

    JB,
    Esse hotel me pareceu ter uma ótima relação custo x benefício! Um achado, hein?
    Estou com muita vontade de ir ao Japão, mas só deve rolar em 2015!
    Abraço

    • 25 julho 2013 12:00 pm

      Lu,

      Tem mesmo… O segredo é reservar com muita antecedência.

      Bjs

  2. 23 julho 2013 12:44 pm

    Que dica boa de hotel! Anotada. Quero muito ir ao Japão também. Bjs

    • 25 julho 2013 11:59 am

      Lu,

      Foi realmente um achado. A dica é comprar com muita antecedencia…

      Bjs

  3. 23 janeiro 2017 5:45 pm

    JB,
    Por acaso, nas suas pesquisas você notou alguma diferença nas coberturas entre os cartões SUICA e PASMO? Eu não vi nenhuma até agora..
    Muita opção às vezes confunde! O que eu sei é que, como chegarei por Narita e voltarei por Haneda, o passe do Narita Express não me ajuda. Além disso, na chegada, vou ficar hospedada em Asakusa.
    Obrigada!

    • 25 janeiro 2017 5:18 pm

      Oi Lu,

      Na primeira viagem ao Japão eu utilizei apenas o SUICA, mas eles tem as mesmas funcionalidades e, que eu saiba, são apenas vendidos por companhias diferentes.

      Tento, sempre que possível, utilizar a linha Yamanote, mas Asakusa fica fora dela, portanto você terá que utilizar um complemento referente à linha do metrô, a ser pago com o Pasmo/Suica. Sempre utilizar o aplicativo Hyperdia para a melhor opção entre estações, tanto em custo quanto em tempo.

      Existem tb passes diários da Yamanote e do metrô, mas vc tem que ver se vale mesmo a pena. Como eu sugiro explorar um bairro por vez, sem fazer grandes deslocamentos, no meu caso não compensava.

      Pelo que eu pesquisei, infelizmente não existe mais o passe do Narita Express. A opção seria comprar o ticket N’Ex na ida (custa 3100 Y), ou usar a Keisei line (de 1100 a 2600 Y) ou utilizar o ônibus Access Narita até Tokyo Station (1000 Y) e depois o metrô. Na volta, a melhor opção é usar a Keikyu Line de Asakusa (só 620 Y) até Haneda.

      Qualquer dúvida, estamos aqui, tá?

      Bjs

      • 26 janeiro 2017 9:10 am

        Obrigada, JB!
        Só vamos ficar em Asakusa 2 noites, seguimos para Kyoto e depois passamos mais dias em Tóquio, dessa vez em um apt perto de uma estação da Yamanote line 🙂
        Sim, estou usando o Hyperdia!
        Bjs

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