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Japão – Passeio a Hakone e Monte Fuji

16 setembro 2013
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“Sfera con Stera”, peça do escultor Arnaldo Pomodoro, no Hakone Open Air Museum

Na minha lista de imperdíveis desde o começo, não poderia mesmo deixar de ir ao Monte Fuji. Meu planejamento foi ajudado grandemente pelo post completaço feito pela Luciana Misura (veja aqui), que me deu todas as dicas de transporte e o que visitar.

Acompanhei de perto a previsão do tempo para escolher o melhor dia para a visita. O inverno é, de longe, a melhor época para se avistar o monte em toda sua plenitude. Mesmo assim é preciso que o dia esteja realmente limpo para suas chances aumentarem.

Compramos o Hakone Free Pass que é um passe especial para explorar a região e que inclui uma viagem de ida e volta a partir de Tóquio em um trem da linha Odakyu, uso ilimitado de TODOS os meios de transporte na região e descontos em atrações locais, entre elas o sensacional museu a céu aberto de Hakone.

Esse passe é válido para 2 ou 3 dias e custa a partir de 5000 ¥, mas conseguimos um desconto de 20% pela baixa estação – mais uma das vantagens de se viajar nesta época.

Saímos de Shinjuku pouco depois das 08h30 num trem da Odakyu que fez várias paradas antes de nos deixar em Odawara, uma hora e meia depois (esse é um ponto negativo deste trem!). Existe a opção de tomar o Romance Car, um trem expresso que também sai de Shinjuku, pagando um adicional de 870¥ por trechoacho que vale a pena!

Começamos nesta última a nossa rota circular, que pode ser acompanhada através do mapa acima.

Primeiramente tomamos um trem da Hakone Tozan line (a mais antiga linha de trem de montanha do país) de Odawara até a estação de Hakone-Yumoto (foto abaixo), numa viagem de apenas 20 minutos.

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Na parte seguinte, outro trem, este bem menor e muito mais lotado, nos conduziu por 30 minutos numa viagem ascendente e que passa por um vale bastante florido, até a estação de Chokoku-no-Mori, onde fica o Hakone Open Air, um dos museus mais legais que já fui.

Como o nome diz, é um museu a céu aberto, com várias esculturas modernas de artistas diversos, espalhadas pelos lindos jardins, incluindo uma das maiores coleções de obras do escultor britânico Henry Moore, como a da foto abaixo à esquerda.
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Como detalhe “menor”, eles ainda tem um pavilhão inteiro dedicado a Picasso. Claro que  não há nenhuma obra mais famosa dentre os 300 objetos (na sua maioria cerâmicas), mas mesmo assim não deixa de ser notável!

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E ainda tem uma obra do Miró no meio das esculturas!

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Também há espaços infantis, onde a regra é interagir com as instalações. Uma das mais interessantes é essa aí embaixo:

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Almoçamos na simpática cafeteria do local, que possui um menu reduzido, mas cumpre bem a função de enganar a fome. Logo ao lado, a loja do museu oferece vários artigos criativos para compra.

Depois de tanto caminhar, não pude resistir ao agradável onsen e dei um descanso merecido aos meus pés. A utilização das águas termais é gratuita e eles ainda oferecem uma pequena toalha para enxugar os pés como souvenir.

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O Museu fica aberto todos os dias do ano, de 9 às 17h e a entrada custa 1600¥ (1500¥ se imprimir o cupom de desconto pelo site do museu1400¥ com o Hakone Free Pass).

Continuando a viagem, percorremos o trecho final da linha Hakone Tozan até a estação de Gora.

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De lá, tomamos o teleférico até Togendai-Ko – um percurso muito bonito, com descida e troca de carro nas estações intermediárias. Em uma delas se consegue a melhor vista do Monte Fuji.

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O dia estava um pouco nublado e, obviamente, não pudemos ter uma visão boa do Fuji-san. Imagino como seria com céu limpo…

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Depois das fotos nubladas, hora de trocar de transporte: agora tomamos um barco “pirata” da Hakone Sightseeing Boats, atravessando o lago Ashi até Moto-Hakone, num trajeto de 40 minutos, passando antes por Hakonemachi.

Mais kitsch impossível!

O nome completo do lago é Ashinoko, e ele foi formado depois de uma erupção do Monte Hakone, há 3000 anos.
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Descemos em Motohakone e tomamos um ônibus de volta a Hakone-Yumoto (foto abaixo), num percurso que deveria durar 45 minutos, mas que levou o dobro do tempo devido a várias paradas para pegar/deixar passageiros e a um engarrafamento na entrada da cidade por conta de obras na pista.

Vale notar que existem várias opções de ônibus para voltar a Hakone-Yumoto, alguns poucos são express, mas nem todos eles são cobertos pelo Hakone Free Pass (observe sempre os horários afixados nas paradas de ônibus).

Por razões óbvias, eles são mais frequentes durante o fim de semana.

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Acima, uma imagem da simpática cidade de Hakone.

Chegamos a tempo de pegar o trem que saía na direção de Odawara e de lá, nosso trem parador até Shinjuku. Chegamos lá por volta das 20h30 e fomos comer em um restaurante thai muito sem graça no shopping Lumine, ao lado da estação.
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O passeio foi muito bom, mas bastante corrido.

Confesso que me cansei um pouco de ficar trocando de meios de transporte a cada vez, e fazer isto tudo em um único dia, além de visitar o museu, é tarefa bem difícil. Como se não bastasse levantar bem cedo, ainda é necessário um planejamento bem minucioso para nada dar errado, levando-se em conta que a última viagem dos barcos pirata é por volta das 16h.

Por isso recomendo fortemente (a quem possa, claro, o que não foi o nosso caso) ficar uma noite hospedado na região para aproveitar melhor os dias e visitar outras atrações, sem correria. Lembre-se que o Hakone Free Pass é válido por 2 dias.

E você ainda ganha mais um dia para tentar ver o Fuji sem nuvens!

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6 Comentários leave one →
  1. 20 setembro 2013 7:22 am

    Oi, JB. Tudo bem? 🙂

    Seu post foi selecionado para a #Viajosfera, do Viaje na Viagem.
    Dá uma olhada em http://www.viajenaviagem.com

    Até mais,
    Natalie – Boia

  2. 22 setembro 2013 1:59 pm

    Nossa, qta arte moderna linda! Bela dica para conjugar com o Fuji! Fica guardadinha para qdo eu for ao Japao!

  3. 23 setembro 2013 12:40 am

    Olá,

    também tenho um blog chamado Perdida no Japão. Como faço para inclui-lo no seu blogroll?

    Aguardo retorno

    Thais Fioruci
    perdidanojapao@hotmail.com

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  1. Monte Fuji e Hakone: Passeio altamente recomendado para turistas no Japão | BLOG DA CABRITA

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