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Peru – Cusco – Machu Picchu

7 janeiro 2014

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Nossa ida para Machu Picchu começou em Ollantaytambo, onde pernoitamos. Nosso trem partia bem cedo,  pouco depois das 07hs da manhã, mas existem três horários ainda mais cedo, recomendados para aqueles que querem curtir as ruínas antes da multidão.

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A estação de Ollanta fica a quase 1km descendo na direção do Rio Urubamba, cerca de 10 minutos de caminhada desde a nossa pousada. Mais uma vez fomos surpreendidos com um dia sem nuvens, depois do toró de ontem, e partimos pontualmente às 07:05 em direção a MP Pueblo (ou, se preferirem, Aguas Calientes).

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Compramos assentos na categoria Expedition da Peru Rail, que possui vagões confortáveis e serviço de bordo aceitável, com café ou refrigerante, além de bolinhos. Escolhemos esta categoria pelo horário conveniente, já que a diferença de preço em relação a Vistadome não era tão grande.

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Além desta companhia de trens, há também a Inca Rail, que possui menos horários de saída e sai exclusivamente de Ollanta.

O trem, como vocês podem ver, é bastante confortável e possui janelas panorâmicas, de onde se pode apreciar a bela paisagem. Em termos de conforto ele se assemelha bastante à categoria Vistadome, sendo que esta última possui um serviço de bordo melhor.

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Desde Ollanta, a viagem demora cerca de 1h e 40min, sempre acompanhando o rio e com direito até a picos nevados pelo caminho. Como de costume, houve um pequeno atraso na chegada devido ao trabalho de logística para permitir a passagem dos trens em direção contrária.

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Independente do nome que se chame, o pueblo continua horrendo, é o típico local onde se aproveita para tirar até o último centavo de sol dos turistas desavisados.

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Sem perder muito tempo, andamos poucos passos adiante da estação de trens até o ponto dos ônibus que nos levaria às ruínas propriamente ditas. Subimos, em ziguezague, cerca de 700 metros em mais de 20 minutos.

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DSC06392DSC06394Vimos algumas pessoas que decidiram fazer o percurso a pé, através das centenas de degraus que cortam a estrada de terra. Aviso que não é para os fracos, especialmente considerando-se o calor que fazia.

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Na chegada, há 2 guarda-volumes onde você pode deixar seus pertences. Incrivelmente eles possuem preços distintos, embora não tenha visto nenhuma razão para tal. Deixe, então, para guardar suas coisas neste local mostrado na foto abaixo, pouco antes do acesso através das roletas, e economize 2 soles por peça.

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Nosso guia, excelente, já estava a postos, embora tivéssemos que esperar mais alguns minutos pelo restante do grupo. A partir daí começamos a exploração do local – haja pernas!

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Localizado no vale do Rio Urubamba, Machu Picchu (velha montanha, em quéchua) fica a 2400 metros acima do nível do mar, quase mil metros abaixo da altitude de Cusco. Foi alçado à condição de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1983, 72 anos depois de ter sido “descoberto” pelo historiador de Yale, o americano Hiram Bingham.

Construído por volta de 1450, no auge do império inca, a cidade ficou por muito tempo escondida graças à sua privilegiada posição, impossível de se perceber desde Aguas Calientes. Conta-se que foi um habitante da região que mostrou a “cidade perdida dos incas” ao historiador.

DSC06405DSC06409Também se acredita que a cidade tenha sido abandonada propositalmente por seus habitantes, já que nenhum objeto de valor de ouro ou prata foi encontrado.

Apenas 30% das construções que se veem atualmente são originais – o restante foi restaurado.

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A cidade está dividida em duas áreas distintas: uma agrícola, mais próximas à entrada dos turistas, com os terraços e armazéns para estocar grãos; a outra, urbana, com residências, templos e praças.

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Abaixo, um dos moradores locais posando para uma foto.

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DSC06427DSC06429Podemos ver, na foto abaixo, a Intihuatana, ou pedra do sol, em um dos locais mais importantes em Machu Picchu, e possivelmente utilizada pelos incas como calendário astronômico.

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Abaixo uma típica residência do local. A forma e o trabalho de lapidação das pedras usadas nas construções mostram a diferença entre as residências dos nobres e das pessoas comuns.

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Aqui também se encontram os famosos terraços agrícolas, construídos com a função extra de evitar desmoronamentos.

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Um sistema de canais de irrigação e escoamento das águas até hoje impede a destruição do local por chuvas e inundações. O grande temporal, que isolou cerca de 2000 turistas  em Aguas Calientes em janeiro de 2010, manteve Machu Picchu praticamente intacta.

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Saímos de lá antes da chuva que se aproximava e, como tínhamos algum tempo antes do horário do trem de volta, decidimos caminhar um pouco pelas ruelas de Aguas Calientes e depois almoçar por ali mesmo.

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Depois de muito procurar acabamos sentando em um restaurante em frente à Plaza de Armas, onde ficam as estátuas horrendas da foto abaixo. A comida não estava ruim – comi um arroz chaufa de frango – mas quando veio a conta, tentaram nos cobrar um acréscimo de 20% pelo fato do restaurante estar situado na Plaza, vejam só!

De fato, havia um lembrete em letras miúdas na parte traseira do menu, mas ali especificava que eram 10% de acréscimo e foi o que nós pagamos, muito a contragosto.

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A viagem de volta foi cansativa, quase 4 horas até chegarmos na estação de Poroy, desde 2011 a estação terminal de todos os trens que fazem esta rota.

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Esta estação, a cerca de 13 km de Cusco, já era o ponto de partida do trem de luxo Hiram Bingham, da PeruRail, mas agora todas outras categorias dos trens a Machu Picchu saem daqui, o que economiza cerca de 40 minutos de viagem, eliminando a travessia do morro entre Cusco e Poroy.

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De lá, mais 30 minutos em van até a Plaza de Armas de Cusco. Dá para perceber que este passeio é um pouco cansativo, por isso recomendo dividi-lo em 2 dias, juntamente com o passeio ao Valle Sagrado.

Esta foi minha segunda vez em Machu Picchu mas o impacto de ver a cidadela foi tão forte quanto na primeira vez.

No post seguinte, algumas dicas para você aproveitar melhor a viagem.

Se quiser ver o relato completo da minha primeira viagem ao Peru e Bolívia, clique aqui.

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