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México – DF – Teotihuacán e Basílica de Guadalupe

12 março 2014

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Teotihuacán (“lugar onde foram criados os deuses”) é um complexo arqueológico contendo uma  das mais maiores e melhor planificadas cidades da época pré-Colombiana, distando cerca de 48km da Cidade do México. É simplesmente o sítio arqueológico mais visitado do país.

Pode ser alcançada de transporte público, utilizando-se metrô até a estação e depois ônibus. Preferimos contratar um tour de micro-ônibus por pesos mexicanos que incluía uma parada também no Santuario de Nuestra Señora de Guadalupe, santa padroeira do México e local de peregrinação de milhares de católicos fervorosos. Valeu a pena gastar mais alguns pesos.

Antes de seguirmos ao destino final, fizemos uma breve parada em Tlateloco, uma cidade azteca que abrigou o povo de mesmo nome. Cercados pela tropa de Hernan Cortés, houve brava resistência por parte dos seus habitantes, diferentemente de outros povoados. Infelizmente não foram suficientemente capazes para evitar a derrota e, em 1521, cerca de 40.000 tlatelocos foram mortos pelos espanhóis.

Este local foi também palco, quatro séculos depois, de outro episódio sangrento: em 1968, dez dias depois da abertura das Olimpíadas, aconteceu aqui o Massacre de Tlateloco, quando 300 estudantes foram mortos pela polícia e exército mexicanos.

Pena que o tempo não foi suficiente para entrarmos no local, mas, por ser facilmente alcançado de metrô (desça na estação de mesmo nome, na linha 3), merece uma visita mais demorada se houver tempo.

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Tivemos mais uma parada para conhecermos o agave azul, uma planta típica parecida com um cacto, de onde é feito a bebida mais famosa do país: a tequila. Desta planta também se produz o mescal, menos destilado do que sua irmã.

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Claro que não poderia deixar de faltar o insistente empurrãozinho para a compra de artefatos folclóricos típicos. É uma das desvantagens de estar em uma excursão.

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Finalmente chegamos a Teotihuacán, pouco antes das 10h.

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Esta construção remonta à época antes de Cristo, sendo que no seu ápice (por volta do Século V A.C.) tinha aproximadamente 125.000 habitantes, fazendo dela uma das maiores cidades do mundo.

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Sua utilização era basicamente residencial e cerimonial e foi, sem dúvida, inspiração para construção das cidades dos povos mesoamericanos posteriores, incluindo os aztecas e maias.

Nem é preciso dizer que o local foi declarado pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade desde 1987.

A principal artéria do local foi denominada Avenida dos Mortos, começando na Pirâmide da Lua, com cerca de 4 km de extensão (foto ao lado).

Existem também alguns murais que foram excepcionalmente preservados, como o mostrado abaixo.

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A Piramide do Sol, com 65 metros de altura,  é a maior das construções de Teotihuacán e do México, sendo superada apenas pela de Cholula. Está orientada de tal modo que, durante o solstício de verão, o sol se põe exatamente em sua direção. Como ainda iríamos passar pela Pirâmide da Lua, preferi guardar minhas forças para apenas uma subida, afinal estávamos a mais de 2200 metros de altitude.

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A Pirâmide da Lua é um pouco menor, com 45 metros, porém o topo das duas pirâmides coincidem, já que esta foi construída em terreno mais alto. O acesso só é permitido até o primeiro estágio por questões de segurança e conservação, mas dali se tem a melhor vista de todo o complexo arqueológico. Não perca!

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Em frente à Pirâmide da Lua fica o Altar Central, onde eram realizados os sacrifícios…

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… e a Cruz Teotihuacana, vista de cima.

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Ficamos cerca de 3 horas no complexo e depois partimos de volta a D.F. parando no Santuário de Guadalupe, no qual se encontram as duas basílicas dedicadas à santa padroeira do México.

A primeira, retratada abaixo, foi erguida no Século XVI e sofreu o mesmo processo de afundamento de outros edifícios em D.F., devido ao fato de que todos foram construídos sobre terreno argiloso.

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Por este motivo, em 1974 foi erguida a nova Basílica, resultado do projeto arquitetônico do mexicano Pedro Ramiréz Vasquéz. Bem maior do que sua irmã, pode abrigar até 40.000 pessoas. O complexo todo é o segundo santuário católico mais visitado do mundo, perdendo apenas para o Vaticano, por supuesto!

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A foto à esquerda mostra a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe. À direita, uma estátua homenageando o Papa João Paulo II, por ocasião de sua visita ao México.

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A Basílica Antiga começou a ser construída em 1531 pouco depois do índio Juan Diego haver visto uma aparição da Virgem Maria, que solicitou que fosse construído, naquele lugar, um templo em sua homenagem.

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Possui um interior bem mais interessante do que as peças modernosas de sua irmã mais nova.

O ônibus nos levou de volta ao hotel por volta das 15h. Pagamos o equivalente a pouco menos de 70 reais pelo passeio o que acabou sendo nossa única opção de visitar estas atrações de uma só vez sem perder tempo com baldeações de transportes públicos.

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2 Comentários leave one →
  1. Isabela Campos permalink
    14 novembro 2014 1:50 pm

    Olá! muito bom o relato, obrigada. Você lembra o nome e o contato da agência com a qual fizeram o passeio?

    • 26 novembro 2014 8:10 am

      Oi Isabela,

      Desculpe, não me lembro. Foi sugerida pelo próprio hotel onde fiquei.

      Abs,

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