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África do Sul – Passeio ao Cabo da Boa Esperança e Kirstenbosch

14 setembro 2014

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Finalmente chegou o dia do passeio mais esperado da viagem: a ida ao Cabo da Boa Esperança. Claro que foi fundamental uma olhadinha na previsão do tempo para que fosse escolhido o dia mais adequado.

Este passeio é oferecido pela maioria das agências de turismo da cidade, com algumas variantes: há opções mais ecológicas, com trechos sendo feitos de bicicleta (veja neste site todas as opções) e outros que incluem o jardim botânico Kirstenbosch,  além de Boulder’s Beach, a praia dos pinguins.

Escolhemos esta última, já que nossa primeira tentativa de visitar Kirstenbosch havia sido infrutífera por causa da chuva. Pagamos 810 zar na African Eagle e ficamos muito satisfeitos: fizemos o passeio em uma van com ar condicionado e com wi-fi na maior parte do percurso!

O dia começou cedo, com a van passando no nosso hotel pouco depois das 8h. Fizemos mais uma parada em Green Point para buscar o último passageiro e continuamos na direção sul. Pelas fotos já dá para perceber que o dia ia ser esplendoroso!

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Fizemos a primeira parada no pier de Hout Bay, onde se aglomeram alguns leões marinhos e de onde se pode fazer um passeio de barco até uma ilha onde eles são os habitantes principais.

Este passeio, que custa apenas 50 ZAR (cerca de 10 reais, no câmbio vigente na época),  normalmente não está incluído no valor total do tour. Não achei que valesse a pena, já que havia uma quantidade razoável de espécimes ali mesmo no pier.

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O local possui uma marina, um mercado de peixes onde se pode comer a melhor lagosta da cidade (dizem!) e um mercado de artesanato, vendendo as mesmas bugigangas que se encontra em qualquer outro lugar, com preços um pouco diferentes, a depender do seu poder de barganha.

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Começamos a subir a Chapman’s Peak Drive, uma das mais belas estradas litorâneas do mundo, descortinando lindas paisagens a cada curva. Paramos em um ponto panorâmico para tomar algumas fotos.

Vista de Hout Bay

Vista de Hout Bay

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Esta estrada liga Hout Bay a Noordhoek, um trecho de 9 kms e 114 curvas! Uma belezura que é muito utilizada para comerciais de televisão, além de servir de playground para ciclistas, fotógrafos e corredores.

Do outro lado da estrada encontramos a praia de Noordhoek, selvagem e deserta.

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Pouco depois chegávamos na Reserva Natural do Cabo da Boa Esperança, parte do Parque Nacional da Table Mountain.

Este Cabo, descoberto pelo navegador português Bartolomeu Dias, recebeu inicialmente o nome de Cabo das Tormentas, em função de suas águas bravias. O navegador, efusivo pelo fato de haver descoberto o caminho para as Índias passando por ali, pensou melhor e rebatizou-o de Cabo da Boa Esperança. Puro marketing!

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A reserva possui algumas espécies de pássaros, zebras, babuínos e avestruzes, estes últimos mais comuns de serem vistos se alimentando da vegetação local, totalmente integrados à turistada.

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Já os babuínos são frequentes na área de visitantes, sempre próximo ao restaurante e à lanchonete, aguardando para roubar o lanche dos turistas incautos. Existem avisos informando sobre o perigo que eles representam e em nenhuma hipótese deve-se alimentar estes animais.

Por falar em comida, os ônibus de turismo costumam chegar aqui na hora do almoço e, se você não tiver trazido um lanchinho com você, há um restaurante com vista (Two Oceans Restaurant, aconselhável fazer reserva) e  uma lanchonete com itens básicos como sanduíches ou pizzas.

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A placa mostrando a localização geográfica do ponto mais a sudoeste do continente africano é disputada por todos os turistas. Impossível tirar uma foto sem a poluição dos visitantes.

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Vale lembrar que, diferentemente do que se pensa, o Cabo da Boa Esperança não é o ponto mais meridional da África, muito menos o local onde os Oceanos Atlântico e Índico se encontram. Este privilégio vai para o Cabo Agulhas, cerca de 200km a leste de Cape Town.

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Ao lado se pode ver o antigo farol que costumava guiar as embarcações. Como fica a 238 m acima do nível do mar, era frequentemente engolido pela névoa constante e não conseguia cumprir seu papel a contento. O atual farol, a apenas 87 m acima do nível do mar, fica a cerca de 1km do antigo.

Para chegar até o farol antigo, pode-se subir por uma trilha relativamente fácil e rápida. Ou, se preferir, tomar o funicular Flying Dutchman, que sai ao lado do restaurante e que te leva ao topo em menos de 5 minutos pela módica quantia de 50 Zar, ida e volta (não incluso no valor do tour). Seja qual for a sua escolha, não perca a chance de subir até lá.

A vista lá de cima é magnífica, completa mesmo. Observando o Cape Point e o mar bravio, com vento intenso, dá para imaginar como ocorreram os inúmeros naufrágios nesta costa.

Explicando: o que eles chamam de Cape Point é a pontinha sul da península do Cabo (veja na foto abaixo).  Pode-se fazer uma trilha até lá, com duração de 2 horas ida e volta, mas já aviso que o vento é mesmo muito forte!

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DSC01668 DSC01661Lindas praias desertas são também um dos atrativos do local, embora a temperatura da água seja sempre um fator desanimador.

Enfim, um local absolutamente hipnótico! Por onde se olha há sempre uma linda paisagem pronta para ser enquadrada. Um passeio delicioso…mas ainda tem mais!

 Nossa próxima parada foi na praia de Boulder’s, próximo a Simon’s Town, para ver os pinguins africanos. Dizem que a população deles chega a 3000 exemplares, mas não conseguimos ver esta exuberância toda não. Esta colônia foi criada em 1983 e é uma das poucas do continente africano.

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O local é muito bem conservado, com passarelas de madeira suspensas impedindo o contato direto com os animais e indo até a beira da praia onde pudemos ver alguns deles se banhando.

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A entrada custa 45 Zar e também não estava incluída no valor do tour.

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Abaixo, uma das praias próximas, onde ficou estacionada a van e onde, como esperado, havia um pequeno mercado de artesanato.

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Continuando a viagem rumo norte, passamos por esta bela vista da praia de Muizenberg.

Pode-se chegar até Simon’s Town de trem desde a estação central de Cape Town pagando apenas 30 Zar ida e volta. Em Muizenberg, um circuito a pé engloba algumas mansões e chalés de arquiteturas diversas, lembrança da rica história deste subúrbio praiano. Infelizmente, vai ter que ficar para a próxima visita à Cape Town!

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Ao final da tarde chegamos a Kirstenbosch. Ao lado de uma montanha, é o primeiro jardim botânico do mundo inteiramente dedicado ao estudo e cultivo da flora nativa de um país.

Fundado em 1913, foi declarado Patrimônio Mundial da Unesco em 2004 e possui mais de 7.000 espécies, todas autóctonas.

 

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O Jardim inclui uma estufa contendo plantas de diferentes regiões do país, incluindo alguns espécies de fynbos (afrikaans para “fine bush“); na parte externa, a ênfase muda para as plantas nativas da região do Cabo, como a espetacular coleção de proteas.

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Existe uma série de trilhas dentro do jardim, sendo que uma delas, a Skeleton Gorge, é uma das mais utilizadas para atingir o topo da Table Mountain.

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Sir Cecil John Rhodes, empresário e colonizador inglês, adquiriu em 1895 alguns terrenos situados na costa leste da Table Mountain, para preservá-los do desenvolvimento urbano. Depois de sua morte, em 1902, essas terras foram tomadas pela coroa e foi necessário que o botânico inglês Henry Welch Pearson, convencesse as autoridades da necessidade de estudar e preservar a flora dessa área e estabelecer um jardim botânico dedicado ao estudo das espécies nativas.

DSC01707DSC01700Dentro do  Jardim há também uma biblioteca, um centro de pesquisa, um centro de educação e a sede central do Instituto Nacional Sul-Africano da Biodiversidade.

 

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Em uma parte do jardim há uma exposição bem interessante com diversas esculturas de artistas do Zimbabwe.

DSC01718 DSC01719Aberto todos os dias até o por-do-sol, a entrada para adultos custa 50 Zar, desta vez incluída no valor do tour.

É um ótimo local para se fazer um piquenique e para levar a família inteira, sendo bastante popular entre moradores e turistas. Durante os meses de verão acontecem alguns espetáculos musicais aos domingos, como concertos ao ar livre e shows de artistas sul africanos e internacionais.

O dia foi muitíssimo bem aproveitado, ajudado pelo sol que brilhou em todos os momentos e pela qualidade e variedade de locais visitados. Vale cada centavo gasto deve ser obrigatoriamente incluído em seu roteiro por Cape Town. Programe, se puder, para que as condições climáticas sejam as mais favoráveis e aproveite cada minuto!

Este post finaliza o relato do percurso sul-africano, em uma das viagens mais gostosas que fiz nos últimos tempos. Encontrei na África do Sul um país vibrante, caloroso, com um povo receptivo e clima agradável neste outono de 2015. Como se não bastassem as características anteriores, a diversidade dos passeios (teve cidade grande, vinícolas, safaris, praias) e a qualidade dos vinhos, somados aos preços incrivelmente baratos de tudo (transporte, alimentação, passeios) me deu a certeza de que voltarei muito em breve a este pedacinho iluminado do mundo. Apaixonante!

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