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Sudeste Asiático 2014 – Indonésia – Jogjakarta dias 12 e 13 – Prambanam e Borobudur

28 fevereiro 2015

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Na manha seguinte, saímos depois do café para o Aeroporto de Changi, para embarcar no voo da Air Asia até Jogjakarta.

Assim como na Cebu Air, havíamos reservado comida: neste caso escolhemos um macarrão com frango a bolonhesa, que estava acima da média quando se pensa em comidas de avião.

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A chegada ao minúsculo aeroporto de Jogja, como a cidade é carinhosamente chamada pelos locais, foi bem confusa. Não havia muito espaço para a formação de filas para pagamento da taxa de visto (que aumentou recentemente de US$25 para US$35) e apenas 4 atendentes na imigração, ou seja, demoramos quase uma hora para sair do aeroporto.

Os caixas automáticos ficavam do lado de fora do aeroporto e até chegarmos lá fomos assediados com várias ofertas de táxi e pude começar a exercitar a negociação enquanto andava. O que começou com 120 mil IDR caiu rapidamente para 60 mil IDR (US$ 1 valia cerca de 12.500 IDR em novembro de 2015), preço que acabamos fechando! Barganhar ou morrer!

Nosso motorista Doni tinha um carro novinho e super confortável. Ele nos deu seu cartão e os preços para visitarmos Borobudur e Prambanan. Ao chegar no hotel, verificamos que os 450 mil IDR pedidos por ele pelo transporte para o dia inteiro era um valor bem inferior ao que o hotel ou a agência de turismo cobravam.

Marcamos com ele para a manhã seguinte e fomos explorar o hotel, que era outro oásis em meio a uma cidade feia, suja e com excesso de motoristas, coisa normal em se tratando do superpopuloso sudeste asiático. De certa forma nos lembrou o Vietnã, embora os veículos e motos aqui tenham um aspecto bem melhor.

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Vimos os preços das massagens no spa do hotel – eram o triplo do cobrado pelo spa do outro lado da rua!

Marcamos uma massagem javanesa com aromaterapia por 90 mil IDR, mas antes fomos comprar um lanchinho e pudemos ver o contraste: o supermercado era bem modesto, mas logo na entrada havia uma revenda de carros Honda zero quilômetro!

A massagem foi boa, mas a massagista tinha uma mão super pesada e saímos meio desconjuntados do local. Decidimos jantar no próprio hotel: pedi um frango a milanesa com vegetais cozidos e um lassi de manga.

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Havia coisas piores no cardápio de bebidas…

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Saímos as 8h30 da manhã seguinte do hotel direto a Borobudur.

Felizmente o café da manhã aqui, apesar de contar com a mesma oferta onipresente no Sudeste Asiático de macarrão, arroz, sopas e peixes, tinha várias outras alternativas ocidentais, como waffles, queijo e presunto. Ponto para o Melia!

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Viajamos cerca de 1h45 ate Borobudur, enfrentando o tráfego pesado da manhã de sexta. O templo é menor do que eu pensava e dá para ser percorrido sem pressa em menos de 3 horas.

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Borobudur é o maior monumento budista do mundo, erguido no Século 9. Tem notada influência indiana, mas com outras características e elementos que o tornam verdadeiramente indonésio.

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O templo é o local mais visitado na Indonésia e se situa no topo de uma colina, com uma área equivalente a 15.000 metros quadrados.

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Borobudur lembra uma grande stupa, mas visto de cima, forma na verdade uma mandala. Tem 504 estátuas de Buda e 2672 painéis em alto-relevo e foi construído sem qualquer utilização de cimento ou argamassa.

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Os seus inúmeros painéis mostram passagens da história de Buda, no que os estudiosos consideram ser o mais completo relato presente em um monumento.

DSC02602DSC02605Durante muito tempo ficou negligenciado, mas foi redescoberto em 1815, coberto de cinzas vulcânicas. Um projeto conjunto de restauração  do Governo Indonésio e da UNESCO, que durou cerca de 8 anos, trouxe de volta o esplendor original.

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Pode-se ver na foto abaixo que cada uma das stupas contem uma estátua de Buda em seu interior.

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Borobudur foi construído em três estágios, cada um representando uma das esferas superpostas do Universo budista: kamadhatu, rupadhatu, e arupadhatu.

DSC02617DSC02620Respectivamente a esfera dos desejos, das formas e da ausência de formas, que são representados pela base do monumento (kamadhatu), pelos cinco terraços (rupadhatu) e pelas três plataformas circulares e pela stupa superior (arupadathu), que pode ser vista na foto abaixo.

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Na saída do monumento, o que encontramos? Uma feirinha de badulaques e souvenires, como em qualquer outro lugar…

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Depois rumamos para Prambanan, o que nos fez atravessar a cidade inteira. O trajeto entre os dois templos demorou quase uma hora.

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Prambanam é um templo hindu, um dos maiores do sudeste asiático. Este conjunto de templos também data do Século 9, o que mostra que, ao menos aqui, as duas religiões conviviam (ou conviveram, mais exato) pacificamente.

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Aqui também houve uma série de erupções vulcânicas e terremotos, o que fez com que o templo ficasse esquecido por muitos anos e só redescoberto no Século 17.

O abalo mais recente,  em 2006, danificou boa parte dos templos, e o complexo chegou a ficar meses fechados à visitação pública.

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O conjunto de templos principal é dedicado ao Trimurti, ou seja, a representação do hinduísmo para o criador (Brahma), o preservador (Vishnu) e o Destruidor (Shiva).

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Além destes, se destacam três templos menores, chamados de Vahana e situados em frente aos principais, que simbolizam os animais que representam cada um dos deuses: Nandi, o touro (Shiva), Hamsa, o cisne sagrado (Brahma) e a águia Garuda (Vishnu).

DSC02658DSC02648Este complexo conta ainda com mais de 200 outros templos menores e que demandam mais algumas horas de contemplação que não possuíamos naquele instante.

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A sua construção também respeita a crença hindu nos três níveis, aqui chamados de bhurloka, bhuvarloka e svarloka, em ordem crescente de importância e similares, respectivamente, aos budistas kamadhatu, rupadhatu, e arupadhatu.

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Além dos templos, existe um pequeno museu, mais interessante pelo seu exterior do que pelo conteúdo da sua área interna.

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Achei Prambanam mais fotogênico do que Borobudur, com oportunidades de fotos mais interessantes.

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Como já disse, fechamos um pacote completo com o motorista, mas pode-se chegar aos templos de maneira independente usando o transporte público. Minha recomendação é que só se deve utilizar essa opção em último caso – não acho que o desconforto compense a economia.

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Prambanam tem entrada custando US$ 18 – em Borobudur é um pouco mais caro: US$ 22. Neste preço estão incluídos uma garrafa de água e o empréstimo de um sarong, obrigatório para a visita e que deve ser devolvido ao final.

Existe a opção de comprar uma entrada conjunta, um pouco mais barata do que as duas individualmente. As entradas também podem ser pagas em IDR, claro.

Para o jantar, tomamos um táxi para a Rua Prawirotaman, onde encontramos o simpático restaurante/lojinha/pousada chamado Via Via, onde degustamos um ótimo nasi goreng a preços mais que camaradas.

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Tudo isto foi acompanhado por um show de jazz gratuito, que ocorre nas noites de sexta. Fica a dica!

Achei que a visita aos dois templos no mesmo dia foi bem aproveitada, se você se dispuser a sair cedo, mas há quem prefira devotar um dia inteiro a cada um. A escolha é sua!

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2 Comentários leave one →
  1. Paula* permalink
    4 março 2015 6:39 am

    JB, lendo esse seu ótimo post, eu só pensava q preciso ler mais sobre o budismo e hinduísmo antes de visitar o sudeste asiático.
    Que viagem fantástica! 😉

    • 5 março 2015 10:26 am

      Oi Paula*

      Saber um pouco sobre a história do lugar antes de visitar ajuda bastante. E o Sudeste Asiático é mesmo fantástico, vício puro!
      Bjs

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