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Sudeste Asiático 2014 – Indonésia – Jogjakarta dia 14

2 março 2015

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No dia seguinte fomos andando visitar o Palácio do Sultão, na área conhecida como Kraton.

Passamos pela principal artéria da cidade, chamada Malioboro, com suas lojas diversas e vários quiosques vendendo toda sorte de badulaques. Prato cheio para quem adora uma pechincha!

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No meio da avenida encontrei esta singela homenagem ao Scrat, do filme A Era do Gelo. Entenderam a conexão? Nem eu…

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Breve parênteses para explicar a historia de Jogjakarta: esta região formava o poderoso Reino de Mataram, que foi dividido em dois em 1755, criando-se os Sultanatos de Jogjakarta e de Surakarta. Este último não possui atualmente a denominação de Sultanato e, hoje, a cidade é conhecida como Solo. Neste período iniciou-se a construção do Kraton pelo Príncipe Mangkubumi.

A participação de Jogjakarta foi fundamental durante o período da luta pela Independência, entre 1945 e 1949, inclusive tendo se tornado capital do país por 2 anos, depois da conquista de Jakarta pelos holandeses. Por conta deste apoio, a cidade recebeu o título de Região Administrativa Especial, tornando-se a única do país a ser governada por um monarca.

Fecha parênteses…

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O Palácio foi finalizado em 1790 no modelo arquitetônico tradicional da ilha de Java. Cada edifício traduz a visão que os javaneses tem sobre o mundo. A frente do complexo fica voltado para o Monte Merapi, um dos vulcões mais ativos da Indonésia. A parte de trás está voltada para o Oceano Índico.

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Não há um palácio propriamente dito e sim uma série de pequenas construções abrigando vestimentas, mobiliário e inúmeros objetos relacionados com a história da cidade.

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Este Palácio ainda é utilizado hoje como residência do Sultão Hamengku Buwono X , além de ser o local para as cerimônias e eventos culturais da Corte.

DSC02710DSC02712Fica aberto todos os dias das 8h às 14h. A entrada custa 12.500 IDR mais 1.000 IDR para a câmera.

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O rapaz aí embaixo sofreu um assédio considerável pelos locais. A quantidade de fotos tiradas com ele nos fez pensar que se tratava de alguma celebridade. Aliás isso parece ser muito comum por aqui, nós mesmos fomos parados diversas vezes em Borobudur para que tirassem fotos conosco.

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Depois andamos até o Water Palace, erguido para servir de residência de verão para o sultão, um palácio também muito simples e até um pouco mal cuidado.

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Antigamente o Sultão escolhia as suas concubinas observando as mulheres que se banhavam nas piscinas do Palácio.

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Dizem que o Sultão é benquisto justamente por não ostentar, o que faz bastante sentido, observando as suas residências, todas sem muito luxo.

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Visitas podem ser feitas todos os dias, das 8h às 14hs, com entrada a  7.000 IDR, mais 1.000 IDR para a câmera.

Por este motivo, sugiro que você faça o passeio conjugado (Kraton + Water Palace) logo pela manhã.

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Saímos um pouco da área do Water Palace para pesquisar as ruelas locais e ter um pouco de noção da rotina dos habitantes – a maioria dos que vivem nas redondezas, se ocupam da pintura e do batik, produto nacional de exportação da Indonésia.

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Estava um calor grande e a chuva se aproximava, portanto era hora de voltar para o hotel e aproveitar um pouco a piscina antes do toró de fim de tarde.

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Para a última noite, reservamos no hotel nossos ingressos para o espetáculo do balé típico de Jogja, o Ramayana.

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Antes, acabamos fazendo uma boquinha no próprio hotel, no clube do 6o. andar – sanduíches, frango empanado com molho tártaro e uma especialidade indonésia chamada bakwan jagung, um tipo de fritada de milho.

Pela módica quantia de 65.000 IDR vale a pena para um lanche no final da tarde, ou mesmo como um jantar leve.

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Esse balé é habitualmente encenado em 2 lugares: em um teatro na cidade e em Prambanan. Se você tiver a chance, não perca a oportunidade de ver em Prambanan. Como estávamos na época de chuvas, o evento é transferido para um teatro e perde-se um pouco a magia de ver a história contada dentro do templo.

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O táxi ate o teatro deu pouco mais de 10.000 IDR, mas o motorista tinha um cartaz afixado que dizia que o valor mínimo a ser cobrado era 20.000 IDR. Acho até que o cartaz era verdadeiro, mas achamos estranho que nenhum outro táxi tenha utilizado esta regra até aquele momento. Na dúvida, não pagamos…

A história do balé versa sobre o amor de Rama e Sinta e é cheia de personagens com superpoderes, homens macaco, vilões implacáveis e uma boa dose de realismo fantástico. Dura cerca de 1h30 e, contrariando a minha expectativa e o assento sem encosto, não cansa nem um pouco. Vale a pena assistir!

Pagamos 250.000 IDR pelo ingresso ao espetáculo, mas havia um pacote a 350.000 IDR incluindo o jantar, antes do evento. Como chegamos mais cedo, pudemos dar uma olhada no buffet e parece valer a pena. Há várias opções de comidas típicas e algumas variedades ocidentais, e o preço inclui as sobremesas.

E assim terminou nossa passagem pela Indonésia.

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