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Sudeste Asiático 2014 – Siem Reap, Camboja dias 17 e 18, ida a Angkor

22 março 2015

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O voo da Jetstar saiu um pouco atrasado de Cingapura, mas as 2h25 passaram bastante rápido. Como estávamos sentados nas primeiras filas, pudemos sair rapidamente e preencher os formulários do visto antes dos outros passageiros do voo. Dica preciosa!

O visto de turismo tem preço de US$ 30 e vale para 30 dias – o processo todo é bem engraçado, pois seu passaporte vai passando na mão de vários oficiais cambojanos até finalmente ser entregue de volta.

Saímos do pequeno mas arrumadinho aeroporto e fomos direto contratar um táxi ate o hotel. Como aqui as coisas são tratadas diretamente em dólares, não há necessidade de sacar moeda local nos ATMs. Conseguimos táxi a US$ 7 e chegamos lentamente ao hotel cerca de 20 minutos depois.

À primeira vista o Khmer Mansion Boutique Hotel parecia agradável, mas aos poucos fomos descobrindo coisas que nos deixaram desapontados. Nosso quarto era no terceiro andar, sem elevador. Havia um cheiro desagradável no banheiro, que também não possuía cortina que fechasse completamente a área do chuveiro.

Do lado esquerdo havia uma obra que começava a martelar às 7 da manhã. Do outro lado, um bar com música ao vivo que terminava após as 23h! Nossa primeira impressão de Siem Reap não foi das melhores. Pelo menos não podemos reclamar da localização: ficamos bem próximos da Pub Street!

Para culminar resolvemos contratar, no hotel, transporte para ver o por do sol em Angkor e fomos informados de que deveríamos ir de tuk tuk pois o táxi demoraria um pouco para chegar ao hotel.

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Pagamos US$ 7 pelo tuk tuk mais lento da face da Terra, que era ultrapassado pela bicicleta mais lerda. resultado: chegamos 2 minutos após fecharem o acesso ao morro de onde veríamos o por do sol, já que ainda tivemos que parar no meio do caminho para comprar o passe para os templos (compramos para um dia, por US$ 20, que dava direito ao por do sol desse dia até o dia seguinte).

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Voltamos frustrados e aborrecidos ao hotel e reclamamos sobre o ocorrido. A partir daí, fomos tratados como reis, com milhões de pedidos de desculpas, ofertas de drinks gratuitos, transporte grátis para ver o por do sol no dia seguinte e mimos diversos.

No dia seguinte saímos bem cedo para ver o nascer do sol em Angkor Wat, um dos programas mais disputados do local. Desta vez conseguimos chegar a tempo, apesar de termos achado que seria um repeteco do dia anterior, já que o nosso motorista chegou 15 minutos atrasado.

Na chegada, conseguimos um lugar imprensado no meio da horda de turistas que nos garantiria fotos sem obstáculos à frente.

E, justiça seja feita, é mesmo um espetáculo ver o sol nascer por trás do templo. Inúmeras fotos não dão a noção exata do que se trata, mas vejam que belezura!

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O café da manhã era muito bom, a la carte. Pedimos a opção americana, com pães, ovos mexidos, bacon, salsicha, tomate, frutas, suco e café.

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Nem deu tempo de descansar após o café – em poucos minutos o nosso guia chegou no hotel e logo depois saímos em um carro confortável, com ar condicionado e água gelada para explorarmos os templos.

O complexo de Angkor é gigantesco, com centenas de templos. Além de Angkor Wat, os templos mais visitados são Angkor Thom e o Ta Prohm (veja o mapa abaixo).

O que resta hoje é apenas a ponta do iceberg de um império que se estendia de Myanmar ao Vietnam.

Assim como aconteceu com outros templos do sudeste asiático, ficou esquecido por algum tempo até que, no início do Século 20, um grupo de arqueologistas franceses iniciou  um árduo e demorado trabalho de recuperação, com ênfase na remoção da vegetação que estava destruindo os templos. Fizeram um excelente trabalho!

Hoje em dia, vários países financiam projetos de restauração, cada um cuidando de uma parte específica do complexo.

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O Rei Jayavarman II, que estabeleceu as bases do Império Khmer, unificou os dois estados que hoje formam o Cambodia no início do Século 9. O seu filho, chamado Yashovarman, estabeleceu a cidade de Yashodapura, mais tarde chamada de Angkor, ao norte do Tonle Sap (Grande Lago). Angkor permaneceu capital do Império até o século 15.

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Começamos nosso passeio visitando Angkor Thom, obra do Rei Jayavarman VII.

Entramos por um de seus cinco majestosos portões. Em cada um deles, há 54 estátuas de deuses à esquerda e o mesmo número de representações de demônios à direita do corredor de acesso. O número 108 era auspicioso para os budistas.

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O nosso guia era esforçado e nos acompanhava a todos os lugares, mas seu inglês era incompreensível, o que prejudicou bastante o entendimento das histórias e detalhes dos monumentos.

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Um dos principais destaques é o templo conhecido como Bayon, que se situa exatamente no centro desta cidade (Angkor Thom significa Grande Cidade em sânscrito), que, nos seus tempos áureos, chegou a ter um milhão de habitantes!

A sua posição central indicaria a interseção do Céu e da Terra, de acordo com a cosmologia hindu.

Existem vários murais com esculturas em baixo relevo, impressionantes.

Outra de suas características são as enigmáticas e sorridentes representações de Avalokiteshvara, um bodhisattva (“ser iluminado”) que incorpora a compaixão de todos os Budas.

DSC03015 DSC03019Passear no lombo de um elefante também pode ser uma atividade a ser feita no local. Não posso recomendar porque não fizemos.

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O local estava apinhado de turistas, tornando difícil conseguir uma foto apenas das construções.

DSC03035 DSC03047Saindo de Bayon, encontramos uma grande estátua de Buda e acompanhamos um pouco o ritual dos fiéis.

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Saindo de lá, visitamos outro templo, chamado Baphuon.

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Este templo estava sob um projeto de restauração quando os arqueologistas responsáveis foram expulsos pelo Khmer Rouge, durante a Guerra Civil em 1972, o que destruiu grande parte do trabalho de reconstrução até aquele instante. Não por acaso, hoje é aqui onde os esforços de restauração estão concentrados.

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DSC03065 DSC03069Similarmente a Angkor Wat, este templo é uma representação piramidal do Monte Meru (a moradia dos devas, de acordo com o budismo, deva sendo um dos mais poderosos seres não-humanos).

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Medindo 120 por 100 metros em sua base, este templo foi dedicado à deusa Shiva.

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A última visita da manhã foi em Ta Prohm, um dos mais pitorescos dos templo em Angkor. Tanto que já foi objeto de filmagens diversas, a mais conhecida do filme Tomb Raider, com Angelina Jolie.

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Normalmente é o local mais apinhado de turistas, não sem razão: no meio de densa vegetação, com várias e enormes árvores cujas raízes penetram as inúmeras construções, tem uma aura de mistério e é incrivelmente fotogênico.

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O que pode parecer um desleixo dos arqueologistas na verdade é proposital. A intenção aqui é realmente deixar o local do jeito que foi encontrado, exibindo uma relação simbiótica entre a natureza e as construções.

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Pausa para o almoço, em um dos restaurantes do complexo. Escolhemos um amok shrimp, uma variação bem gostosa do amok fish, o prato mais incensado aqui no Cambodia.

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Depois do almoço, chegou a hora de visitar a cereja do bolo: Angkor Wat.

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Construído entre os séculos 9 e 13, Angkor Wat se tornou o maior templo religioso do mundo, exemplo maior da arte Khmer, com claras influências da arquitetura indiana, mas que evoluiu intensamente e incorporou características de outras culturas.

É também o mais bem preservado dentre todos os templos do complexo.

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O responsável pela construção de Angkor Wat foi o Rei Suryavarman II, que reinou entre 1103 e 1145. Ele dedicou o templo ao Deus Vishnu.

DSC03093 DSC03094 Entra-se em Angkor Wat normalmente  através de  um corredor de 12 metros de largura por 250 metros de comprimento, ladeado por um fosso  com um perímetro de 5,5 quilômetros.

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O templo também foi construído seguindo a representação do mítico Monte Meru, por isso o fosso, a forma de pirâmide e as cinco torres, tendo a maior 65 metros de altura.

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Aqui foi onde senti mais falta de um bom guia para compreender a estória por trás dos incríveis baixo-relevos, principalmente o conhecido como The Churning of the Ocean of Milk, que relata a epopeia dos deuses e demônios que escavaram o oceano para produzir o elixir da imortalidade. Poético, não?

Inicialmente um templo hindu, foi convertido em um templo budista no século 14, por isso se vê algumas estátuas de Buda.

Sua construção utilizou blocos de arenito retirados de uma colina cerca de 30 km ao norte do local, provavelmente transportados através de canais.

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Sem dúvida é o mais impactante templo do complexo e que merece ser visitado logo pela manhã, com menor afluxo de turistas.

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Você sabia que todo o complexo pode ser explorado através do Google Street View? Claro que não se compara com a visita in loco, mas não deixa de ser uma experiência fascinante.

Extenuados, voltamos para o hotel para aproveitar um pouco a piscina e finalmente tomar aquele drink de cortesia.

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À noite, o passatempo principal dos turistas é fazer o desfile na Pub Street e em suas vielas transversais e becos coloridos. Repleta de restaurantes, bares e lojas vendendo produtos de procedência duvidosa, é uma versão anabolizada da Khao San Road em Bangkok.

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Já havíamos tido esta experiência sensorial na primeira noite em Siem Reap para o jantar.

Gostamos tanto da ida ao restaurante Il Forno que repetimos na noite seguinte.

Situado em um dos becos e comandado por um italiano legítimo e falante e , a comida e o atendimento são acima do esperado, isso sem falar nos preços absurdamente baratos.

Antes do jantar, aproveitamos as incríveis ofertas da happy hour da Pub Street e tomamos alguns drinks por apenas US$2 cada – foi um festival de piña coladas e margaritas que nos deixou calibrados para o jantar.

Como aperitivo, umas deliciosas bruschetas, dentre as quais se destacava a de presunto de parma.

 

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Para prato principal, nada como una vera pasta carbonara, com um delicioso e cremoso molho e pedaços de bacon na medida certa.

Tudo isso acompanhado de um vinho italiano mediano, mas que cumpriu sua função.

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Depois ainda tivemos tempo para nos aventurarmos nos vários quiosques com produtos baratinhos. Acabei comprando uma mochila da North Fake por um preço justo 🙂

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Siem Reap (que significa, “vitória sobre o Siam” – antigo nome da Tailândia) é uma cidade adorável: de dia o mergulho na história fantástica do Império Khmer e à noite o alto astral e agitação da Pub Street.

A cidade e a região merecem bem mais do que os parcos dois dias que dedicamos a explorá-la. Foi o principal arrependimento da viagem. Não cometam o mesmo erro!

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