Skip to content

Buenos Aires – Ida a um restaurante “puertas cerradas”

30 abril 2015
Site do Paladar

Site do Paladar

Em agosto do ano passado, durante uma viagem à capital argentina, resolvi testar uma experiência gastronômica que floresceu na cidade há um certo tempo: o que os portenhos chamam de restaurante puertas cerradas, ou a portas fechadas.

A proposta é oferecer a poucos clientes (normalmente entre 10 e 30) um menu de vários passos, que muda constantemente e normalmente vem chancelado por um chef renomado. Os endereços são mantidos à sete chaves até que a reserva (obrigatória na maioria dos casos) seja confirmada. Na maioria das vezes, as casas ficam em bairros fora do circuito turístico, como Chacarita, Barrio Norte ou Almagro.

Depois de muito pesquisar, resolvi reservar uma mesa no Paladar, que funciona em um sobrado em uma tranquila rua do bairro de Villa Crespo e tem influência judaica em sua culinária.

O menu de 5 passos, no fim de semana de agosto em que fomos, está descrito abaixo:

Hacé tu reserva.

Comandado por Ivana Pinar (sommelier) e Pablo Abramovsky (chef), o restaurante abriu suas portas (paradoxal, não?) em setembro de 2013. O plano inicial era apenas ministrar aulas de culinária, que terminavam em saborosos jantares. Tamanho foi o sucesso que o casal decidiu investir em um projeto maior, a partir de março de 2014.

Site do Paladar

Site do Paladar

A residência é sobriamente decorada e o atendimento é personalizado: o chef vem à mesa explicar os detalhes de cada um dos pratos.

IMG_20140823_211603140IMG_20140823_211803122Começando os trabalhos, tivemos, pãezinhos e torradas forrando o estômago até a chegada do amuse bouche: o Knish, um bolinho de batata com ricota e kummel (em português é conhecido como alcarávia!), bem saboroso.

Um aperitivo de espumante com pêssego acompanhou a entrada.

IMG_20140823_212006585

IMG_20140823_213155371Uma das particularidades do restaurante é que o convênio estabelecido com algumas bodegas para a maridaje de vinhos – naquele mês de agosto, os exemplares vinham da Bodega del Fin del Mundo, como o ótimo Pinot Noir mostrado acima.

A entrada foi uma ótima sopa fria de beterraba com mascarpone e almôndegas de salmão, ponto alto do jantar.

IMG_20140823_213515773

O prato principal era um pastrón defumado com batatas roesti, pepinos acridoces, crumble de centeio e cenoura ao tomilho e um toque de mostarda. O nome é pomposo, mas o resultado final deixou a desejar pois a carne estava um pouco dura.

IMG_20140823_221105011

Antes da sobremesa, um pequena e refrescante prova de sorvete de chá negro, lavanda, lichia e hibiscus. Voilá: o paladar estava pronto para o próximo prato…

IMG_20140823_223236437

…que eram rolinhos crocantes de banana, chocolate e pão de mel, uma delícia. Pena que a foto não fez jus ao prato.

IMG_20140823_231105431

O preço, com maridaje de vinhos, foi de 350 pesos (250 pesos sem vinho), que saiu por aproximadamente RS$80 ao câmbio blue da época. Uma pechincha.

Vale verificar o preço atual no site do restaurante.

Foi uma experiência gratificante, embora o prato principal estivesse abaixo da média. Fiquei com vontade de visitar outros exemplares da capital portenha. Na próxima vez, quem sabe?

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: