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Fim de semana – Belo Horizonte, sábado – ida ao Inhotim

8 maio 2015

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Continuando com a série “Fim de Semana”, a escolhida da vez foi Belo Horizonte : uma cidade que visitei bastante na minha infância, quando costumava passar as férias na casa da minha irmã. Sempre acompanhado de boas lembranças, era meu modelo de “cidade grande”.

Desta vez chamei um amigo para me acompanhar no fim de semana. Não foi difícil convencê-lo, bastou apenas a menção ao nome Inhotim!

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Sair do Rio foi simples: um táxi até o Santos Dumont na sexta à noite foi rápido e barato. Chegar a BH, contudo, requer um pouco mais de tempo. Confins está entre os aeroportos do país mais distantes da área central de cidade. Um táxi aqui custaria pelo menos R$100.

Felizmente existe a solução do ônibus do Conexão Aeroporto, que custa R$23,70 (ou R$10,70 em sua versão convencional) e, em cerca de 50 minutos ou mais, dependendo do tráfego, nos deixa no centro da cidade, mais especificamente na Rua Álvares Cabral.

Estávamos bem próximos do nosso hotel: consegui uma promoção no Ibis Afonso Pena por apenas R$69 a diária.

Depois de tanta viagem, rumamos famintos para o restaurante Ah Bon, em Lourdes.

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A proposta do restaurante é ser uma opção em gastronomia, capitaneada por uma doceria aclamada pela crítica e público. Não há dúvidas de que o objetivo tenha sido alcançado. Vejam a delicadeza dos doces abaixo!

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E os macarons, então…

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Arrisquei uma massa que estava simplesmente sensacional: um rigatoni ao molho de linguiça de javali e mussarela de búfala gratinado.

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Não poderia deixar de provar uma de suas sobremesas (afinal, foi esta uma das razões para ter escolhido este restaurante): um leve e envolvente tartelete de chocolate branco caramelizado.

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Na manhã seguinte, rumamos para a rodoviária onde retiramos os bilhetes da Saritur já comprados anteriormente pela Internet neste endereço.

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IMG_20150207_080837998_HDR Embarcamos no ônibus ao lado para uma viagem de quase duas horas, percorrendo pouco mais de 60 km.

A velocidade é reduzida pois passamos por áreas urbanas, dentro da cidade de Brumadinho, com vários quebra-molas para aumentar ainda mais a duração do trajeto.

Chegamos a Inhotim um pouco antes das 10h e ainda chuviscava um pouco.

Fomos andando até a entrada do local, onde, mais uma vez, trocamos o voucher da entrada comprada antecipadamente neste endereço.

Esta estratégia é boa para evitar as filas que, dizem, são grandes. Hoje, por conta do tempo ruim, não fez muita diferença, não.

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O Inhotim começou sua abertura ao público em 2006, embora no ano anterior já houvesse visitação de estudantes das escolas locais e de grupos específicos.

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O nome Inhotim se originou do antigo administrador da fazenda onde o museu atualmente se situa:  um inglês chamado Timothy, ou, em bom mineirês, Nhô Tim!

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A ideia deste espaço, dedicado à arte contemporânea, nasceu da vontade do empresário Bernardo Paz, que foi casado com a artista carioca Adriana Varejão, cujas obras adornam uma das galerias mais impactantes e visitadas do local.

Ao entrar, tomando-se a direita, uma da primeiras obras que se destaca é a chamada Magic Squares, do Helio Oiticica.

 

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Parte da série “Penetráveis”, o artista teve a intenção de harmonizar formas quadradas com a natureza, permitindo que se navegasse por dentro da obra.

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Esta obra abaixo, da japonesa Yayoi Kusama, chama-se O Jardim de Narciso e é formada de 500 esferas de aço inoxidável, nas quais se pode ver o próprio reflexo.

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Estas três esculturas, sem título, de Edgard de Souza são feitas em bronze. Achei uma das mais interessantes do acervo.

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A galeria da Adriana Varejão (cujo reflexo é visto na foto abaixo, à esquerda) é uma das poucas onde a fotografia é proibida. Lá dentro, algumas obras da artista tem dimensão gigantesca, como a dos azulejos, que formam um lindo painel em uma grande sala.

Já a obra à direita mostra a Rodoviária de Brumadinho, obra do americano John Ahearn e do portorriquenho Rigoberto Torres, que traçam um perfil da pequena cidade através das pessoas que passam pela rodoviária, seus costumes e sua cultura.

DSC03387 DSC03382Também dos mesmos artistas, a obra abaixo se chama Abre a Porta, mostrando uma procissão religiosa, que acontece anualmente junto à igreja situada em Inhotim, e composta por integrantes dos grupos locais de Congada e Moçambique.

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Hoje, além do acervo abrangente com obras de artistas nacionais e estrangeiros, o local também recebeu o título de Jardim Botânico pela sua coleção de exemplares, algumas importadas da Ásia.

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True Rouge é o nome da Galeria que se vê abaixo e também da obra do pernambucano Tunga feita de redes, madeira, vidro soprado, pérolas de vidro, tinta vermelha, esponjas do mar, bolas de sinuca, escovas limpa-garrafa, feltro e bolas de cristal.

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Abaixo vemos, à esquerda, a obra Beam drop Inhotim, do Chris Burden, resultado do lançamento de vigas sobre uma poça de cimento.

À direita, uma das duas piscinas do local (esta com água à temperatura ambiente e em formato de uma agenda telefônica, obra do argentino Jorge Macchi).

DSC03437 DSC03436Bancos feitos de troncos de árvore estão espalhados pelo local, integrando-se de tal maneira à paisagem que mal se nota sua presença.

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Abaixo uma das obras mais fotografadas do Inhotim: Troca Troca, do fluminense Jarbas Lopes mostra 3 fuscas com as latarias trocadas, um lindo contraste com o verde das árvores. Eles passeiam pelo parque, por isso não estranhe se, quando você os vir, eles estiverem em uma posição diferente.

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A Galeria Cosmococa é, sem dúvida, uma das mais interessantes do local.

Obra do Hélio Oiticica, com colaboração do cineasta Neville d”Almeida, a galeria apresenta “instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais”. Salas com redes para uso (e descanso) dos visitantes, outra com futons super confortáveis e trilha sonora setentista…

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…incluindo aí uma piscina com água gelada – a idéia é sentir o efeito da temperatura da água no corpo após sair da piscina. Choque também é arte! E no calor de fevereiro, até que não seria má ideia.

Não se preocupe – toalhas são oferecidas aos que se aventurarem. Não se esqueça, contudo, de incluir uma peça de banho na sua mochila – apesar da nostalgia da época hippie, banhos de pelados não são permitidos!

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A Marilá Dardot, mineira apresenta sua obra chamada A Origem da Obra de Arte, um conjunto de 150 vasos de cerâmica em forma de letras. Impossível resistir à tentação de fazer uma foto com seu nome, por mais clichê que isto seja.

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DSC03420DSC03402 Viewing Machine é o nome da peça do dinamarquês Olafur Eliasson, que se baseia no princípio do caleidoscópio.

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Uma das obras mais emocionantes foi a da artista canadense Janet Cardiff (onde fotos também não são permitidas – surrupiei a foto abaixo do site do Inhotim), chamada Forty Part Motet,  que apresenta um conjunto de 40 caixas de som dispostas em torno da sala e de onde se ouve  o coro da catedral britânica de Salisbury interpretando ‘Spem in Alium‘, peça polifônica medieval de Thomas Tallis. Realmente imperdível e tocante ao extremo!

E os habitantes mais charmosos do local marcam sua presença com elegância.DSC03365 DSC03364

Resumindo, foi uma visita absurdamente prazerosa, além de ser uma ótima oportunidade para um exercício físico, já que se anda bastante pela imensa área do parque. Para aqueles com dificuldade de locomoção, ou mesmo preguiça, há a opção de comprar um ticket que dá direito ao transporte em pequenos carrinhos motorizados, tipo o que se vê nos campos de golfe.

Infelizmente, um dia só não é suficiente para conhecer tudo e as fotos acima mostram apenas parte do gigantesco acervo local. Claro que isto pode ser um boa desculpa para várias outras visitas, o que não deixa de ser um prospecto interessante. Eu voltarei, com certeza!

À noite fomos ao Café com Letras, um misto de livraria e bar na Savassi, com mesinhas encaixadas entre as estantes de livros, dando ao ambiente um ar bem informal.

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A entrada de bruschettas com cogumelos e parmesão estava campeã!

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Comemos outros petiscos e até sobremesa, todos bem decentes. O local também é conhecido por ter uma boa carta de cervejas artesanais.

No fim do dia bateu um cansaço….compreensível!

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5 Comentários leave one →
  1. 9 maio 2015 5:00 pm

    Adorei! Estive em BH no feriado e não visitei o Inhontim. #arrependida rsrs

  2. Angela Andrade permalink
    9 maio 2015 6:30 pm

    Fiquei com água na boca . Quero ir a Inhotim !!!

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