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Fim de semana – Salvador, sábado

16 maio 2015

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A bola da vez no projeto Fim de Semana foi a capital baiana.

Morei em Salvador em 1984 por um ano e, como estava fazendo um curso de formação, quase não tive tempo para fazer turistagens, além de ir à praia. Resultado: não consegui curtir a cidade como ela merecia.

Voltei várias vezes depois, sempre em períodos curtos, mas só agora pude fazer um roteiro que englobasse as principais atrações para um passeio de fim de semana. Liguei para o Paulinho e em poucos minutos decidimos que o último fim de semana de março seria a melhor época para ir.

IMG_20150328_173811055_HDRMais uma vez comprei as passagens aproveitando uma promoção de fim de semana da Gol – o trecho de volta, na segunda de manhã, saiu pela bagatela de R$ 79 reais com taxas.

Na hospedagem cometi um erro: decidi ficar em um hotel executivo na Tancredo Neves, polo financeiro da cidade, por ser mais próximo ao aeroporto do que o Rio Vermelho ou Barra, já que sairíamos cedo na segunda feira. No final, acabamos gastando muito com os deslocamentos de táxi, que em Salvador, podem fazer toda a diferença.

Para começar, na maioria das vezes você vai andar na bandeira dois, que aqui custam exorbitantes 40% acima da bandeira 1. Tendo o Aeroporto como destino inicial ou final, se houver mais de 3 pessoas e aos sábados, a partir das 14h, tudo parece ser motivo para a cobrança da famigerada bandeira 2.

Por este motivo, muita gente prefere alugar um carro para o fim de semana – só para sair e voltar ao Aeroporto um táxi te cobraria no mínimo R$ 150 reais.

Aparentemente outro hábito baiano caiu por terra: o de cobrar extra para ligar o ar condicionado.

Na sexta feira, depois de deixarmos a mala no hotel fomos até a região de Rio Vermelho, jantar com amigas no restaurante Casa de Teresa.

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A comida de lá é deliciosa e, apesar de não ser estritamente baiana, não resistimos à carne de sol com farofa, arroz e feijão verde. Delícia!

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O local também possui uma lojinha de produtos típicos, boa opção para comprar aquelas lembrancinhas habituais.

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Sábado, uma maratona nos esperava: depois do café, a primeira parada foi na Casa de Jorge Amado, recentemente aberta ao público, novamente no Rio Vermelho. A casa foi reformada na década de 70 e serviu de moradia para o casal até o fim dos dias.

Começamos pelo jardim, grande, bem cuidado e com alguns dos exemplares de sapos, tão queridos dos habitantes da casa.

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Fizemos um passeio guiado com a simpática Aline que nos mostrou toda a beleza dos jardins e dos muitos aposentos.

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IMG_20150328_104908898 IMG_20150328_110058003Particularmente interessante é a coleção de  bonecos feitos pela Zélia, nos quais estão retratados todos os membros do clã Amado – filhos, netos e bisnetos, cada geração com sua cor.

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Em outros aposentos pode-se assistir a diversos artistas recitando passagens de livros de Jorge Amado, além de poder aprender receitas de quitutes baianos em um vídeo. Muito interessante também são as inúmeras cartas trocadas com várias personalidades nacionais e estrangeiras.

As visitas ocorrem apenas de sexta a domingo, das 10h às 17h. A entrada custa R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

IMG_20150328_111207670 IMG_20150328_112223905Atenção: não confundir a Casa do Rio Vermelho com a Fundação Casa de Jorge Amado, que fica no Pelourinho.

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De lá, seguimos até o Dique do Tororó , único manancial natural da cidade e que possui oito esculturas de orixás flutuando no seu espelho d’água: Oxum, Ogum, Oxóssi, Xangô, Oxalá, Iemanjá, Nanã e Iansã.

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IMG_20150328_122726744Passando pelo novíssimo e belo estádio da Fonte Nova, subimos uma escadaria à esquerda até chegarmos na Cidade Alta, mais especificamente na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco.

As ordens terceiras eram confrarias católicas de homens brancos leigos. Seus integrantes não possuíam papel específico na hierarquia católica, mas tinham grande prestígio e importância na construção de templos e nos eventos religiosos ou sociais, em geral.

Esta Igreja foi construída no início do século 18 e sua fachada foi esculpida em pedra arenito, sendo a única do tipo no Brasil. Esta fachada, de estilo estilo churrigueresco – barroco mexicano –  esteve coberta por argamassa e somente no século 20 foi redescoberta, por conta de serviços na rede elétrica.

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O templo abriga preciosas obras de arte sacra, tendo o seu interior sido reconstruido várias vezes, porém preservando o lindo conjunto de azulejos portugueses que retratam a Lisboa antes do terremoto de 1755.

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Tombada pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) em 1938, foi também indicada como uma das sete maravilhas do Brasil e fica ao lado de outro importante exemplar do barroco brasileiro da mesma época: o conjunto da Igreja e Convento de São Francisco.

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Ricamente decorado no interior, tem o seu teto, paredes e colunas salpicados de entalhes e figuras de pássaros e anjos, além de serem revestidos de ouro. Foi igualmente tombada pelo IPHAN.

Dizem que uma tonelada de ouro foi utilizada na decoração. Realmente impressionante!

Pena que o interior é um pouco escuro, dificultando boas fotos com o celular.

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Continuamos explorando a região do Pelourinho, seguindo o som dos tambores até desembocar na praça principal, local das fotos mais conhecidas de Salvador e onde parte da turma do Olodum dava um show particular para alegria dos turistas presentes.

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Não havia alternativa: era curtir o som, admirando a belíssima e colorida arquitetura contrastando com o céu azulzinho.

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Caminhar dali até o Elevador Lacerda foi fácil. Apesar de ter morado em Salvador esta foi apenas a segunda vez que visitei este que é um dos principais pontos turísticos da cidade, pela linda vista que oferece da Baia de Todos os Santos.

O Elevador Lacerda (entrada a 15 centavos) foi o primeiro elevador urbano do mundo, inaugurado em 1873  ligando a Praça Cairu, na Cidade Baixa, e a Praça Thomé de Souza, na Cidade Alta

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Nossa próxima parada foi na  Igreja Nossa Senhora da Conceição da Praia, que é uma das mais antigas da  Arquidiocese de Salvador, tendo sido construída em 1623. Sua atual construção  foi toda feita em pedra-sabão trazida diretamente de Portugal.

O primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Sousa ordenou a construção da Igreja, que foi elevada a condição de basílica pelo Papa Pio XII em 1946.

IMG_20150328_153153341 IMG_20150328_152415706 Visitamos o Mercado Modelo, mas sinceramente, não vi muito motivos para voltar lá não. Típico mercado com vários artigos e lembrancinhas, mas com preços caros, direcionados aos turistas dos cruzeiros marítimos que aqui aportam.

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Tomamos um táxi até a cereja do bolo: a Igreja de Nosso Senhor do Bonfim, onde são distribuidas as famosas fitinhas e o local mais venerado pela população, católica ou não, de Salvador.

Localizada na península de Itapagipe, chama a atenção por ser uma igreja simples. Conta a história que as imagens do Nosso Senhor do Bonfim e de Nossa Senhora da Guia vieram de Portugal para a Bahia em 1745, trazidas por um capitão português de nome Theodozio Rodrigues de Faria que sobreviveu a uma forte tempestade e trouxe uma  réplica da representação do santo existente em Setúbal em agradecimento a seu santo de devoção.

As imagens ficaram temporariamente na Igreja da Penha até o término da construção da Igreja do Senhor do Bonfim em 1754.

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De acordo com a Wikipédia, ” a lavagem da igreja teve início em 1773, quando os integrantes da “irmandade dos devotos leigos” obrigaram os escravos a lavarem a igreja como parte dos preparativos para a festa do Senhor do Bonfim, no segundo domingo de janeiro, depois do Dia de Reis. Com o tempo, adeptos do candomblé passaram a identificar o Senhor do Bonfim com Oxalá. A Arquidiocese de Salvador, então, proibiu a lavagem na parte interna do templo e transferiu o ritual para as escadarias e o adro. Durante a tradicional lavagem as portas da igreja permanecem fechadas durante a lavagem — as baianas despejam água nos degraus e no adro, ao som de toques e cânticos africanos.”

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Como já estava próximo do por-do-sol, acabamos desistindo de dar um pulo na Sorveteria da Ribeira (um outro local imperdível), já que ficava na direção oposta à da Ponta do Humaitá, onde queríamos ver o por-do-sol.

Não sem antes passar pelo Forte de Monte Serrat ou São Felipe, construção datada do século XVI, considerada uma das mais bonitas construções militares do estado.

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Possui um belo farol para orientação náutica, inaugurado em 1935, além de ser um dos locais com uma das melhores panoramas da cidade, abrangendo também a visão da Ilha de Itaparica.

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No final do século  XVI foram construidos a Igreja e o Mosteiro de Nossa Senhora do Monte Serrat, mas o pessoal vem mesmo para admirar o belo por-do-sol…

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…que é mesmo lindo de se ver!

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Depois de tanto passeio, uma folga para o jantar, que foi no restaurante La Pasta Gialla,  na Pituba. Lá provamos um delicioso papardelle com iscas de filé mignon e molho de queijo emmenthal.

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E uma indescritível mousse de chocolate ao aroma de whisky com crocante de avelãs e calda de doce de leite.

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E por hoje foi só…aguardem o relato do domingo, que foi igualmente prazeroso.

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One Comment leave one →
  1. 29 junho 2015 9:13 pm

    Jotabê, hoje resolvi te fazer uma visitinha aqui e me atualizar sobre aquele fim de semana! Como foi intenso! 🙂
    Até a próxima!

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