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Fim de semana – Curitiba, sábado

12 agosto 2015

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Visitar Curitiba no inverno é garantia de poder aproveitar o tempo frio da cidade. Uma das capitais mais simpáticas e organizadas do país, foi a escolhida para esta etapa do projeto Fim de Semana. Desta vez minha filha me acompanhou – escolhi a primeira semana de julho devido às férias da faculdade.

Mais uma vez ficamos em um hotel da rede Accor – o Mercure Sete de Setembro, no agradável bairro do Batel.

Na chegada ao Aeroporto, que fica localizado em São José dos Pinhais, o turista é obrigado a tomar um táxi local. Por este motivo, é cobrada a bandeira 3 (!) o que faz qualquer corrida ao centro de Curitiba passar dos 70 reais (a nossa até o Batel deu 76 reais).

Existem alternativas de transporte público – o ônibus executivo te deixa no centro, próximo a vários hotéis por apenas R$13 e, se você não for muito exigente, existe um ônibus biarticulado que custa R$3,30. Mesmo se considerarmos que poderá ser necessário completar o percurso até o hotel de táxi, a economia pode ser brutal.

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Deixamos as mochilas no hotel e partimos para o jantar – escolhi um restaurante do qual havia ouvido falar bem: o Spaghetto, na Visconde do Rio Branco, no centro da cidade.

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O restaurante não tem luxo, mas possui um cardápio super extenso com várias opções de massas, nas quais se pode adicionar um dos inúmeros molhos.

Comemos um delicioso rosellini recheado de queijo e presunto com molho quatro queijos.

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Para a sobremesa, um delicioso strogonoff de nozes que trouxe à memória o similar igualmente saboroso do restaurante Da Silva, no Rio de Janeiro.

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No dia seguinte, após o café, caminhamos no começo da manhã pela Praça do Japão, oásis de tranquilidade no bairro já suficientemente tranquilo do Batel.

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A simpática praça tinha cerejeiras em florescer e uma construção típica japonesa que serve como pequeno museu e loja de souvenirs.

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Ao lado da praça ficava um ponto de ônibus biarticulado, um projeto do Jaime Lerner que fez sucesso primeiramente em Curitiba e depois foi exportado para outras cidades e até para o exterior – o seu irmão mais conhecido é o Transmilenio de Bogotá.

IMG_20150704_094639258 IMG_20150704_095240853Resumindo, o sistema de transporte é bastante simples: paga-se R$ 3,30 pela passagem (em algumas linhas é necessário ter um cartão de transporte que só os locais possuem) e aguarda-se o embarque, que é feito com segurança e sem demoras.

Os ônibus trafegam por vias expressas, sem engarrafamentos. Pode-se fazer baldeação em qualquer hub sem necessidade de pagar outra passagem (desde que você permaneça dentro da estação, claro).

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E foi isso que fizemos: descemos na parada do Shopping Estação/ Museu Ferroviário e trocamos para um biarticulado que nos deixaria no Jardim Botânico, nossa primeira visita do dia.

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Esta era uma atração que ainda não conhecia na cidade e fiquei bem impressionado.

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O Jardim Botânico de Curitiba (nome completo: Jardim Botânico Francisca Maria Garfunkel Rischbieter)  foi inaugurado em 1991 em uma área de 178 mil metros quadrados.

IMG_20150704_104126919 IMG_20150704_104304881_HDRInspirado em um palácio de cristal de Londres, sua estufa com estrutura metálica e 3 abóbadas virou uma das maiores atrações da cidade.

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O jardim em frente tem clara inspiração francesa, com desenhos geométricos, fontes e estátuas, formando um belíssimo panorama.

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Assim como na Praça do Japão, aqui também conseguimos ver algumas cerejeiras em plena floração.

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De lá, resolvemos tomar o ônibus de turismo, uma das melhores formas de visitar os pontos turísticos da cidade.

Existem alguns inconvenientes, claro. O primeiro é que ele só permite descer em cinco atrações, contando com aquela na qual você iniciou o passeio. Deste jeito, fica um pouco difícil escolher entre as 24 (veja mapa abaixo).

Minha sugestão: escolha as que ficam mais afastadas do centro da cidade (e que também ficam mais distantes entre si) e conheça as outras em um passeio a pé.

Do Jardim Botânico (parada 6), descemos no Bosque Alemão (parada 14), não sem antes passar pelo Memorial Árabe, que fica no Passeio Público (parada 10).

IMG_20150704_112731613_HDR IMG_20150704_114753272_HDRO Bosque Alemão é um pequeno parque encravado no  meio de um bairro residencial. Na sua parte superior tem uma lanchonete simples e um mirante de onde se tem uma bela vista da cidade.

 

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Descendo pelas escadas de madeira começa o bosque propriamente dito, com o curto e pitoresco Caminho de João e Maria, um dos contos mais famosos dos Irmãos Grimm.

IMG_20150704_115330371IMG_20150704_120711839_HDRAtravés de um caminho de paralelepípedos no meio da floresta, vários cartazes contam a história de Hansel e Gretel (nomes dos personagens em alemão), com direito a  réplica da casa da bruxa, até o final feliz.

Ao sair do bosque passamos por um lindo portal (foto abaixo), onde fica a parada do ônibus de turismo para embarque.

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A próxima parada (número 17 no mapa) acabou não sendo muito produtiva: a Ópera de Arame tem o seu charme, mas não pudemos visitar a Pedreira Paulo Leminski que continua fechada.

Aproveitamos o intervalo de 30 minutos entre os ônibus (que não parece ser seguido à risca, oscilando bastante) para comer um salgadinho e tomar um chocolate quente.

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Na parada 20 fica o bonito Memorial da Imigração Ucraniana, dentro do Parque Tingui, mais um dos muitos parques interessantes da cidade.

Logo depois do portal se encontra a linda capela, que é uma réplica da Igreja Ucraniana de São Miguel, que fica no interior do estado.

À esquerda dela, uma pequena loja de lembrancinhas e produtos artesanais, com atendimento familiar, onde pude iniciar um papo agradável sobre a história e cultura ucranianas.

IMG_20150704_134708093_HDRIMG_20150704_135036659_HDREstava fascinado com os doces típicos, e fui forçado a experimentar um deles: o delicioso Medelnek abaixo, um pão de mel com passas, doce de leite  e um ganache por cima. Fan-tás-ti-co!

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O Memorial foi inaugurado em 1995, ano em que a imigração ucraniana no Paraná completou 100 anos. Inicialmente oito famílias se assentaram perto de Ponta Grossa e posteriormente migraram para os arredores de Curitiba, indo até o município de Marechal Mallet (onde fica a igreja original mencionada acima), totalizando cerca de 45 mil imigrantes até 1914.

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No interior da capela, que aqui não possui nenhum serviço religioso, podemos ver uma história resumida do povo ucraniano, além de uma coleção de  pessankas (ovos pintados a mão), ícones e bordados.

IMG_20150704_141743205_HDR IMG_20150704_141903908Tornou-se um dos meus locais preferidos na cidade e que visito sempre que possível.

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IMG_20150704_151442588_HDRA quarta e penúltima parada foi no bairro distante de Santa Felicidade, reduto da colônia italiana e sede do famosíssimo restaurante Madalosso, inaugurado em 1970 e que mais parece um centro de convenções: com 5 salões e capacidade para 5000 pessoas, foi considerado o maior restaurante das Américas em 1995 pelo Guinness Book.

Mais acanhado é o Velho Madalosso, que fica logo em frente e onde tudo começou em 1963.

Estávamos com pouca fome por isso nem cogitamos entrar no restaurante para provar o seu elogiado rodízio de massas. Ao invés disto fomos na simpática Confeitaria PaniCiello, onde comemos um sanduíche acompanhado de chocolate quente.

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Passamos pelo Parque Birigui, sem parar, e rumamos para o setor histórico da cidade, nossa quinta e última parada (número 25 no mapa).

 

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IMG_20150704_164247723Vimos o Relógio das Flores (foto acima), o badalado bar Schwarzwald, mais conhecido como Bar do Alemão, a simpática Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de São Benedito (nas fotos ao lado e abaixo).

Esta Igreja, uma construção de 1946 em estilo barroco, ainda possui alguns azulejos presentes na igreja original, de 1737.

Nesta área também acontece a famosa Feira de Arte e Artesanato do Largo da Ordem, todos os domingos, além de conter outros patrimônios históricos da cidade, como a Casa Romário Martins, a Casa Vermelha e o Museu de Arte Sacra.

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IMG_20150704_164702930 IMG_20150704_165240315Vários murais podem ser vistos nesta parte da cidade, um ótimo local para um passeio.

Para o jantar, resolvemos experimentar um fondue de queijo no restaurante Chateau de Gazon, também no Batel.

O fondue estava gostoso, mas achei o preço um pouco caro (R$120), além de termos que enfrentar uma fila de quase uma hora para entrar, já que não havíamos feito reserva.

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E assim terminou nosso dia após intensa turistagem.

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