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Russia – St. Petersburg – Visita ao Hermitage

14 outubro 2015

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Se existe um programa mais interessante em St. Petersburg do que visitar o Museu Hermitage, um dos maiores e mais antigos do mundo, eu ainda não descobri. O fato é que esse é um dos mais admiráveis museus que eu já visitei e deve ser incluído em qualquer roteiro.

De frente para o Rio Neva, com uma quantidade astronômica de peças – mais de 3 milhões – parte de sua coleção fica espalhada por vários edifícios, sendo o principal o Palácio de Inverno (antiga residência dos czares).

Fundado em 1764 pela onipresente Catarina e somente aberto ao público em 1852, tem a maior coleção de pinturas do mundo.

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Tudo começou com a aquisição, pela Catarina de uma coleção de um mercador alemão, com mais de 200 obras holandesas de pintores renomados como Rembrandt, Hals e Rubens. Mais tarde foram adquiridas outras coleções na França, Inglaterra e Alemanha, fazendo o número de pinturas chegar a 4.000 e requerendo a construção de novos edifícios para abrigar estas obras de arte, juntamente com livros, desenhos, moedas e uma grande coleção de história natural.

Em 1928, cerca de 2.000 obras de arte do museu foram vendidas pelo governo russo em leilões pelo mundo ou diretamente a oficiais – entre eles obras primas de artistas como Rembrandt, Raphael e Botticelli.

Durante a Segunda Guerra, parte do acervo foi evacuado em dois trens para o centro do país e o Museu chegou a ser atingido por bombas, sendo somente reaberto em 1945.

Em 1993, parte do edifício do Palácio do Estado Maior (foto abaixo) foi doada ao Hermitage pelo governo russo, e lá foram criadas salas de exibição com ênfase nas pinturas do século XX.

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O Hermitage tem filiais em várias outras cidades na Rússia como Kazan e Vyborg e planos de abertura para 2016 em Vladivostok e até na Sibéria (na cidade de Omsk).

No exterior, talvez a mais conhecida seja a irmã holandesa, em Amsterdam, mas também a Itália foi agraciada com um exemplar do museu na pequena cidade de Ferrara. E Barcelona parece que também vai ganhar o seu nos próximos anos.

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Além do Palácio de Inverno, as obras ficam espalhadas por outros cinco edifícios, sendo que apenas quatro (chamados de Pequeno Hermitage, Antigo Hermitage, Novo Hermitage e o Teatro Hermitage) ficam abertos ao público. Recentemente o Palácio Menshikov e o Palácio do Estado Maior também passaram a exibir obras do acervo.

A entrada de visitantes é feita pelo pátio mostrado na foto abaixo.

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O ingresso pode ser comprado pela Internet, mas  o preço é consideravelmente mais caro (quase o dobro).

Fui na baixa estação e não tive problema algum para adquirir o ingresso na hora, mas soube que durante o verão as filas normalmente são longas e pode valer a pena pagar um pouco mais pelo conforto de poder entrar de imediato.

Se por fora o museu é imponente, por dentro é ainda mais impressionante, principalmente os detalhes em ouro, além dos belíssimos lustres. O melhor exemplo é a escadaria Jordan, que pode ser vista nas fotos abaixo.

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Tentar ver tudo em apenas uma visita é uma tarefa ingrata e, diria, impossível. Com muito pesar, passei bem rápido pelas salas do térreo, mais focadas em arte pré-histórica e da antiguidade e me concentrei no que o museu tem de mais impactante: sua decoração.

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Pelas fotos acima você pode ter uma ideia do interior do museu e da opulência de seus salões, um mais exuberante do que o outro.

O que me chamou mais a atenção, contudo, foram os pisos de madeira marchetada, com lindos motivos e arabescos. Um assombro!

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Não deixe de admirar o teto também, com sua decoração rebuscada e detalhes geométricos.

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Abaixo segue uma pequena amostra do que você pode ver no museu.

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Depois de percorrer várias salas nos prédios principais, fomos até o Palácio do Estado Maior conferir algumas telas dos pintores modernos que se encontram em exibição.

O prédio é um dos mais bonitos da Praça, que ainda possui a Coluna de Alexandre, erguida para comemorar a vitória dos russos sobre o exército de Napoleão, em 1812.

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Infelizmente a coleção à mostra era bastante tímida e, diferentemente do que eu pensava, há pouca coisa de Kandinsky.

DSC04004 DSC04008Esta mudança das obras está sendo feita de maneira gradual, portanto ainda vai levar algum tempo para que esta parte do acervo esteja adequadamente exposta.

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Não se iluda, você não vai conseguir ver tudo o que deseja em apenas um dia, por isso minha recomendação é: volte outro dia com mais calma e aprecie aquilo que passou batido da primeira vez. Garanto que a segunda visita será tão espantosa e impressionante quanto a primeira!

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O Hermitage fica aberto de terça a domingo, das 10h30 às 18h (quartas e quintas até às 21h), sendo que a entrada é gratuita na primeira quinta-feira do mês e todos os dias para estudantes e crianças.

As entradas para todo o complexo custam 600 rublos (400 para russos e bielorussos) ou 300 rublos se quiser visitar apenas UM dos edifícios (não recomendado).

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2 Comentários leave one →
  1. Luiz permalink
    10 abril 2016 9:35 pm

    Quanto custa a entrada individual ou só se permite visitas acompanhadas ?

  2. Luiz permalink
    10 abril 2016 9:38 pm

    Quanto custa a entrada individual ou só se permite visitas acompanhadas ?
    PF desculpe, Ja está no texto- 600 rublos

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