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USA 2015 – California – Death Valley National Park

4 janeiro 2016

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Nos despedimos de Las Vegas depois do café da manhã e pegamos a estrada rumo ao nosso próximo destino: o Death Valley National Park, o maior parque nacional ao sul do Alaska, e um dos mais visitados dos Estados Unidos, com mais de um milhão de turistas a cada ano.

Pretendíamos fazer o caminho através da US-95N saindo  pelo norte de Las Vegas, mas um erro fez com que o GPS nos direcionasse à NV-160 W, na parte sul da cidade, o que retardou um pouco a viagem já que tivemos que enfrentar uma série de sinais de trânsito.

Este trajeto (de A até C no mapa acima) passou pela cidade de Pahrump (B), que é tão esquisita quanto seu nome faz supor. Mais alguns quilômetros e estávamos entrando no Parque Nacional, já na Califórnia, através da CA-190.

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Tentamos comprar o ingresso em um posto logo na entrada, mas a máquina não estava funcionando, por isso prosseguimos viagem.

A primeira parada foi em Zabriskie Point, um objeto de desejo desde que vi o filme homônimo do Antonioni em priscas eras.

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O local foi formado pelos sedimentos do  lago Furnace Creek, extinto há mais de 5 milhões de anos, e seu nome foi dado em homenagem a Christian Zabriskie, vice presidente da Pacific Coast Borax Company.

Borax, por sua vez, é o outro nome dado ao borato de sódio, um composto com diversos usos na indústria de cosméticos, metalurgia e bioquímica e encontrado em abundância por estas bandas.

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O mirante em Zabriskie fica a uma curta distância do estacionamento e mostra as famosas badlands, o nome geológico para um local onde a erosão pelo vento e água foram constantes.

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É um ótimo ponto para apreciar o por-do-sol, mas infelizmente era quase meio dia quando lá chegamos. Mesmo assim as fotos conseguem dar uma boa ideia do lugar.

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Continuamos a explorar o  Parque Nacional, seguindo a rota traçada no mapa abaixo, buscando a saída pelo oeste, ainda na CA-190.

fhwa.dot.gov

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O Vale da Morte é conhecido por ser o local mais árido de toda América do Norte, além de ser o mais quente e com a menor elevação (cerca de 80 metros abaixo do nível do mar).

Caminho de passagem de imigrantes à procura de ouro (que inclusive lhe conferiram o nome atual), este local foi habitado por nativos americanos, além de bascos e chineses. Descobertas indicam que os primeiros habitantes datam de cerca de 9000 anos atrás.

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À medida que nos aproximávamos de Furnace Creek, víamos a altitude baixar até atingirmos números negativos. E a paisagem continuava a assombrar…

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A maior elevação do Parque é o Telescope Peak, a quase 3.500 metros, que fica a apenas 25 km do ponto mais baixo, fazendo com que a diferença de altura entre estes dois pontos seja o dobro daquela encontrada no Grand Canyon!

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Existe um  centro de visitantes em Furnace Creek, onde pudemos finalmente pagar pela entrada (US$20 por automóvel, para entradas ilimitadas por 7 dias seguidos).

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DSC04469 DSC04470Além do centro (aberto das 8h às 17h, todos os dias), onde se pode assistir um vídeo de 20 minutos contando a história do parque, há um restaurante, um posto de gasolina (com preços majorados, obviamente) e até um hotel, o Furnace Creek Ranch aí ao lado.

Foi justamente aqui onde registraram a maior temperatura no local no longínquo ano de 1913: absurdos 134°F (traduzindo: cerca de 57°C!!!)

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Seguindo viagem, paramos no Mesquite Flat Sand Dunes, uma formação de dunas com paisagens desoladoras…

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…mas que algumas pessoas acham até romântico!

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A partir daí, continuamos ganhando altitude, mas a paisagem continuava bem árida. Os coiotes não pareciam achar tão ruim…

Aliás, apesar do que se pode supor pelo nome do local, existe uma grande variedade de plantas e animais que tem o Vale da Morte como habitat: ratos, tartarugas, lagartos, 307 espécies de pássaros, além de cactos, flores silvestres e a famosa Joshua Tree.

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Rapidamente chegamos a mais de 1200 metros acima do nível do mar, passando pelo Towne’s Pass e pelo Panamint Valley…

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…até chegar no Father Crowley’s Vista Point, um lindo mirante já na saída oeste do Parque, erguido em homenagem a um padre católico conhecido como “Padre do Deserto” por promover o turismo em regiões áridas como esta. Na foto abaixo à esquerda pode-se ver a placa comemorativa.

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Este ponto é uma parada bastante popular pela facilidade de estacionamento e pela lindíssima vista que se tem do vale formado por lava e cinzas vulcânicas, que fica especialmente dramático no fim de tarde.

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Assim foi nossa despedida do Vale da Morte, continuando na CA-190 e depois trocando pela CA-136…

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… até finalmente tomarmos a US-395 N, subindo até chegarmos a nosso próximo destino: a cidade de Mammoth Lakes, em um percurso de 2h30, não sem antes passar por lindas paisagens, em um completo contraste com a aridez de Death Valley.

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A melhor época para se visitar o Parque é no inverno, por conta de suas temperaturas mais baixas e pouca frequência, especialmente entre o feriado de Thanksgiving e  o Natal. Neste período há uma série de palestras e caminhadas programadas pelos rangers do Centro de Informações em Furnace Creek.

No verão, as temperaturas atingem valores altíssimos, por isso recomenda-se abusar da proteção solar e da hidratação.

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