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Japão 2016 – Roteiro da viagem e o Japan Rail Pass

1 abril 2016

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Na primeira visita ao Japão, passamos 8 dias em Tóquio, com uma pequena incursão até o Monte Fuji.

Desta vez pudemos fazer um roteiro mais diversificado: a escolha de três cidades-sede foi acertada, minimizando o “faz-e-desfaz” de malas e os deslocamentos com o shinkansen eram sempre bem tranquilos.

No mapa abaixo são mostradas as cidades-base (os “círculos”, representando Osaka, Hiroshima e Tóquio) e os passeios feitos a partir de cada uma delas (as “estrelas”).

 

PASSE DE TREM

Compramos um Japan Rail Pass (JR Pass) de 14 dias, que dava direito a, entre outras coisas:

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1) Viagens de trem ilimitadas por 14 dias seguidos (o passe é válido desde o dia de ativação até o final do 14° dia), inclusive na maioria dos famosos trens-bala (shinkansen) – com exceção dos Nozomi e Mizuho – e no Narita Express, que faz a ligação entre o Aeroporto de Narita e algumas estações em Tóquio.

2) Ônibus Hop on/Hop off em Hiroshima.

3) Acesso à linha circular JR Yamanote em Tóquio, a mais conveniente para os passeios turísticos pela cidade.

4) Ferry até a ilha de Miyajima, perto de Hiroshima.

O passe deve ser comprado antes de sua viagem (não é vendido no Japão) e pode ser adquirido através de uma agencia de viagens credenciada (veja a lista aqui), a maioria delas em São Paulo. Há opções de 7, 14 e 21 dias corridos. Comprei o meu através da Century e recebi o voucher dois dias úteis depois no meu endereço.

De posse do voucher, o passe tem que ser trocado no Japão, inclusive no próprio Aeroporto (veja aqui a localização dos JR East Travel Service Centers em Narita e outros locais).

Neste momento você deve definir se já quer ativar o passe na mesma hora ou programar para que ele seja válido a partir de uma data futura, dentro de 30 dias.

Nossos passes foram imediatamente ativados, já que iríamos usar o Narita Express (N’Ex) até Shinagawa para tomarmos o trem para Osaka. Para isso, fizemos a reserva nestes dois trens (mas apenas no Narita Express ela é obrigatória), sem custo adicional.

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Explicando: as reservas dos trens no Japão são recomendadas, mas não obrigatórias (a não ser no caso do N’Ex acima). Elas são gratuitas com o JR Pass e apenas garantem que você irá sentado. A maioria dos shinkansen possuem vagões inteiros com assentos não reservados, o que significa que, mesmo sem reserva, você dificilmente viajará em pé, principalmente em épocas fora de períodos festivos, como foi o nosso caso. Claro que, se você puder fazer a reserva, garantirá um assento.

Abaixo você vê o interior de um vagão de um shinkansen. Notem a disposição das poltronas em cada fileira (3 e 2 assentos).

wikipedia

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O passe nos custou a bagatela de US$ 390 cada (este preço é variável, de acordo com a cotação do yen – veja com a agencia de viagens credenciada para a venda do passe) e você deverá verificar se vale a pena a compra baseado nos deslocamentos que você irá fazer dentro do país durante o tempo de duração do passe. Eu diria que a principal vantagem do passe é não se preocupar em comprar cada trecho toda vez que for viajar.

COMO PESQUISAR OS TRECHOS DE TREM

Um programa indispensável para quem pretende andar de trem no Japão é o Hyperdia, que pode ser baixado gratuitamente para IOS – a versão é gratuita por um mês, por isso só baixe quando estiver bem próximo da sua viagem ao Japão. Ele também pode ser acessado através do site.

Infelizmente ainda não existe atualmente uma versão gratuita para Android.

Abaixo segue a tela que você verá ao acessar o site. Informe a estação de partida e destino (as primeiras letras abrirão algumas opções no menu drop-down), o dia e o horário aproximado da partida (ou da chegada).

No exemplo abaixo, fiz uma pesquisa sobre os trens entre Shinagawa (em Tóquio) e Osaka a partir das 7:49 PM e selecionei a opção “Search”.

Hyperdia

Cuidado na hora de colocar o nome da cidade. Por exemplo, seja bem específico em relação à estação de Tóquio – se vc colocar simplesmente “Tokyo“, estará se referindo à Tokyo Station, que é apenas uma das inúmeras estações de trem na cidade. Se quiser ir a Fukuoka, saiba que não há uma estação de trem com este nome e terá que escolher Hakata (ao lado da cidade).

Você verá que inicialmente os resultados serão muito abrangentes, incluindo avião e percursos a pé.

Se você estiver utilizando um JR Pass, role a página até o final e desmarque as opções “Airplane”, “Airplane Shuttle Bus”, “Nozomi/Mizuho/Hayabusa (SHINKANSEN)”, além de “Private Railway”. Deste modo você eliminará as opções que não são válidas com o JR Pass.

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Feito isso, selecione a opção “Search” outra vez e voilá: todas as informações referente aos trens estarão presentes, desde os horários e duração da viagem, passando pelas plataformas de embarque e conexões, além do preço e tipo do trem. Perfeito!

Hyperdia 3

Este programa também é bastante útil para pesquisar os percursos de trem/metrô em Tóquio. Pelo mapa abaixo dá para ver que o metrô de Tóquio possui diversas linhas.

mappery.com

mappery.com

Até aí nada de mais, se não fosse por um pequeno probleminha: cada linha pertence a uma companhia distinta e fazer baldeações entre elas encarecem muito a sua viagem.

Pelo Hyperdia você terá uma noção do custo de cada opção além do tempo necessário para chegar ao seu destino. Uma verdadeira mão na roda!!!

VALE LEMBRAR!!!

Não se preocupe em ficar perdido nas estações de trem: apesar da quantidade grande de informações, há sempre a versão em inglês, tanto escrita quanto falada.

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Uma observação importante, tanto nos trens quanto no metrô: falar no celular é proibido ou visto com maus olhos. O silêncio impera nos vagões e devo confessar que é uma delícia!

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Vale alertar para o fato de que alguns passeios que fizemos não são totalmente cobertos pelo JR Pass, como as viagens a Shirokawa-go e o passeio até Kinugawa Onsen para visitar o Tobu World Square, requerendo suplementos em ônibus (primeiro caso) ou trens de outras companhias (segundo caso).

Ficou alguma dúvida? Caixa de comentários, please!

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