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Uruguai – Ida a Colonia del Sacramento

20 abril 2016

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Colonia del Sacramento é a cidade mais antiga do Uruguai e foi fundada em 1680 por tropas portuguesas lideradas por Manuel Lobo, então Governador da Capitania Real do Rio de Janeiro, que tinha ordens de fincar a bandeira portuguesa na região do Rio da Prata.

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Pela sua localização estratégica, na confluência dos Rios Uruguay e Paraná, foi alvo de disputa ferrenha entre os dois países da península ibérica, tendo passado para o lado espanhol em 1777 através do Tratado de San Ildefonso (que também devolveu à Portugal a Ilha de Santa Catarina). Isto até 1817, quando os portugueses a anexaram ao império brasileiro, o que durou apenas até 1828, com a independência do Uruguai.

Por sua proximidade com Buenos Aires (cerca de 50 km), a cidade é um ótimo passeio de um dia, ensejando um mergulho mais profundo na história do nosso continente ou simplesmente um passeio agradável pelo seu compacto centro histórico na beira do Rio da Prata.

De Montevidéu são apenas 177 km, que podem ser percorridos em 2h30 de carro ou pouco mais de 3 horas em ônibus, partindo do Terminal de Tres Cruces, na capital uruguaia.

A melhor forma de chegar até lá a partir de Buenos Aires (onde estávamos) é tomando um dos inúmeros ferries que fazem a travessia todos os dias. Existem 3 companhias que fazem este trajeto (Buquebus, Seacat e Colonia Express), com preços e horários distintos.

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Escolhemos a primeira delas e aqui vai a primeira dica, a mais preciosa a meu ver: compre seu ticket através do site uruguaio da Buquebus. A mesma passagem, na mesma embarcação, dia e horário saem por quase a metade do preço do que aquela comprada pelo site argentino.

A viagem no buque rápido dura pouco mais de uma hora (o Buquebus possui um ferry lento que cumpre o trajeto em 3 horas, mas garanto que não vale a pena a economia). Todos os ferries também transportam automóveis.

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Recomenda-se chegar com uma hora de antecedência para efetuar os trâmites de imigração, que são feitos na mesma cabine (há um oficial argentino e outro uruguaio trabalhando em conjunto).

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Essa aí embaixo é a vista de Buenos Aires na saída do Terminal da Buquebus, que fica no início de Puerto Madero, de onde também saem os barcos da Seacat.

Se a escolhida for o barco da Colonia Express, o ponto de saída em Buenos Aires é no final de Puerto Madero, portanto atenção para não se confundir.

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O ferry não é muito luxuoso, mas dá para o gasto. Se puder, leve um lanche e água pois os preços durante a travessia são salgados (água e refrigerantes a R$10, quiche a R$25). Detalhe negativo: o barco não possui wi-fi! 😦

O terminal de Colonia está tinindo de novo e fica a apenas 6 quarteirões do centro histórico. Ali mesmo pode-se adquirir um passe (75 pesos uruguaios, cotação de 7,50 pesos por real em 08/04/2016) que dá direito a visitar quaisquer dos 6 museus da cidade. Vale a pena se você tiver tempo.

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Para aqueles que quiserem, há carrinhos de golf, de quatro lugares para aluguel, mas saem mais caro (diária a US$50) do que os carros comuns (diária a US$35).

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As ruas em Colonia são amplas e bem arborizadas e a calmaria reina, principalmente em dias de semana (fomos em uma sexta feira), o que permite um passeio bem tranquilo.

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Logo na entrada do centro histórico vemos uma das relíquias portuguesas: a Basílica do Santíssimo Sacramento, ao lado da Plaza de Armas (hoje chamada de Plaza Manuel Lobo).

IMG_20160408_110242285_HDR IMG_20160408_110330411 A igreja é tão simples quanto bela e compõe um quadro interessante juntamente com as ruínas do que se imagina ser a casa de um governante na época da ocupação portuguesa e que por isso foi denominada Casa del Gobernador. Esta casa, a mais luxuosa de Colonia na época, foi destruída posteriormente pelos espanhóis.

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Também do lado ficam alguns cafés e restaurantes que tentam fisgar o cliente com itens curiosos.

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O farol de Colonia, com 26 metros de altura, foi construído em 1857 sobre as ruínas do antigo convento San Francisco Xavier, um dos mais antigos da cidade. Pode-se subir até o topo de onde se tem uma bela visão do Rio da Prata por XX pesos uruguaios.

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Outro local interessante é o Puerto de Yates, de onde, dizem, pode-se presenciar o mais belo por-do-sol da cidade. Infelizmente não ficamos até tarde, mas as nuvens não pareciam favorecer muito o espetáculo naquele dia.

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A Puerta de la Ciudadela era o principal acesso à cidade durante a ocupação portuguesa. Naquela época não haviam os dois fiéis guardiões que encontramos por lá. Pena que estavam dormindo e nem viram a gente passar.

Entrando pela Puerta, a primeira coisa que se vê à esquerda é o Bastión de San Miguel, parte do sistema de defesa da cidade. Alguns canhões da época ainda se encontram no local.

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Uma das ruelas mais charmosas da Cuidad Vieja é a Calle de Los Suspiros, uma das mais antigas da cidade e totalmente fechada ao trânsito.

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Contrastando a arquiteturas espanhola e portuguesa em lados opostos da rua, ainda possui o charme de ter sua pavimentação original preservada, além de uma charmosa galeria de arte com um pequeno e agradável jardim ao fundo.

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Existem algumas lendas sobre o nome da ruela: uma é a de que por ali passavam os condenados a morte, que davam o seu último suspiro antes da execução; a mais difundida, contudo, é a de que nesta rua ficavam as casas de prostituição, e daí vem os suspiros dados pelos rapazes às “meninas”. Escolha a que parecer mais atraente.

Na hora do almoço começou a chover e por isso acabamos almoçando no restaurante Casa Grande, um destaque na Plaza Mayor com suas mesas externas. Eu pedi um prato de milanesa de frango com batatas fritas.

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Já os meninos pediram um chivito – filé com queijo presunto e ovo frito (o nosso conhecido filé a cavalo), acompanhado de fritas, salada e arroz. Estava tudo apenas razoável.

Outra dica (essa vale até 21 de abril de 2017) é que os pagamentos com cartões de crédito em restaurantes e hotéis no Uruguai recebem um desconto do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) da ordem de 18%. Com este abatimento, os preços de comida em Colônia até que ficam razoáveis.

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Voltamos pela Avenida General Flores observando o charme das lojinhas e das ruas arborizadas.

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Voltamos no ferry das 16hs e em uma hora estávamos de volta a Buenos Aires.

Este é um passeio que recomendo fazer, seja desde Buenos Aires ou Montevidéu, desde que haja tempo suficiente. Vai ser um contraponto interessante ao agito das duas capitais.

Na minha opinião, pode ser interessante voltar no ferry noturno para ver o por-do-sol e os monumentos iluminados à noite.

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