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Japão 2016 – Kyoto, dia 1

29 abril 2016

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Kyoto foi a capital do país por mais de 1000 anos (precisamente entre os anos de 794 e 1868) e sempre teve papel importante na história japonesa. Justamente por este papel a cidade foi poupada de ser bombardeada pelos americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Não seria exagero dizer que a quantidade de templos aqui pode ser comparada ao número de igrejas em Salvador, Bahia. Fui obrigado a separar os mais interessantes para visitar neste primeiro dia na cidade e acabei escolhendo três deles.

Para cobrir a distância entre eles, compramos, na própria estação de Kyoto,  um passe de um dia que dá direito ao transporte nos ônibus municipais por 1.000¥.

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O primeiro era o que eu mais tinha curiosidade: o templo Fushimi Inari. Conhecido por seu caminho com milhares de portões (literalmente Senbon Torii ) no meio da vegetação rumo ao topo da colina, a 233 metros de altura, é um dos mais fotogênicos do país.

O acesso até lá pode ser feito através da linha JR Nara (incluso no passe JR) parando na estação Inari, a segunda parada após a estação de Kyoto. Chegando lá é só seguir a multidão e você logo estará diante do tori principal, na entrada do templo.

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Após o portão principal fica o Honden, a mais importante construção do templo, além de outros prédios menores. Além dos turistas, muita gente visitava o templo simplesmente para rezar.

DSC05186DSC05197Várias pessoas deixavam seus desejos escritos nestas pequenas tabuletas de madeira que podem ser adquiridas no próprio local e que ficam postadas em um mural.

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O caminho através dos toris é impressionante, especialmente se estiver um dia ensolarado, e é um dos principais atrativos para os turistas e fiéis, que o percorrem em 2 a 3 horas até o topo.

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Os toris são doações de indivíduos ou de empresas (o deus xintoísta Inari, a quem o templo é dedicado, é conhecido como o patrono dos negócios) o que confere um enorme prestígio para quem tem seu nome marcado em suas laterais. Dependendo do tamanho, o valor da colaboração pode chegar a um milhão de yens!

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DSC05201 DSC05202Para uma experiência agradável, não é preciso subir até o topo. Mais ou menos na metade do caminho chega-se à Yotsutsuji, uma parada de onde já se tem uma bela vista da cidade. Dizem que a quantidade de toris fica mais escassa a partir daí. Saiba que o fôlego também…

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Existem várias estátuas de raposas (kitsune, em japonês) espalhadas pelo templo. Este animais são considerados os “mensageiros do Inari” e admirados por sua inteligência.

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INFO:   FUSHIMI INARI

Horário: Todos os dias

Preço : Gratuito

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DSC05224DSC05225Saindo do templo, fomos atraídos pelo cheiro de comida e esbarramos com uma barraquinha de takoyaki, o bolinho de polvo que comemos em Osaka.

Preferimos experimentar o dango, um espetinho que parece queijo de coalho mas é bem macio e doce e feito com farinha de arroz.

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Voltando de trem até a estação, aproveitamos para almoçar e paramos em um restaurante onde havia um menu de almoço com okonomiyaki como opção. O meu veio Kyoto-style, com maionese e teriyaki e estava supimpa!

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Nham!

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Bia comeu um yakisoba de carne que também estava bem bom.

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Depois do almoço compramos o passe de ônibus e tomamos o de número 100, que sai bem em frente à moderna estação de trens de Kyoto, para irmos até o Ginkaku-ji.

DSC05236 DSC05238Traduzido como o Pavilhão de Prata e também chamado de Salão de Kannon, por conter uma estátua dedicada a esta deusa do Budismo. Infelizmente o interior do Pavilhão não é aberto à visitação pública.

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Contrário a seu nome, o pavilhão não é coberto de prata e possui essa denominação apenas para oferecer um contraste ao Pavilhão de Ouro, também em Kyoto. Outros acreditam que o reflexo da lua em seu telhado confere ao templo uma aura prateada. Você decide!

Na verdade nem achei o templo essa maravilha toda, mas o cenário composto é sensacional, principalmente pelo lindo jardim de areia logo em frente ao pavilhão principal, meticulosamente cuidado, como é típico dos japoneses.

DSC05244DSC05246Passear pelo local é bem agradável, já que o caminho é bem sinalizado e relativamente curto, oferecendo vários ângulos do Pavilhão e das outras construções, além de permitir  contemplar os jardins, com seus pequenos lagos e pontes. A palavra de ordem aqui é tranquilidade.

Assim como outros templos japoneses, o Ginkaku-ji também sofreu com incêndios e terremotos, sendo que o Pavilhão principal foi uma das duas construções que sobreviveram às intempéries. Uma série de projetos de restauração, a última em 2010, ajudaram a preservar ainda mais todo o conjunto arquitetônico.

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INFO:   GINKAKU-JI

Horário: Todos os dias, das 8h30 às 17h; das 9h às 16h30 de dezembro a fevereiro.

Preço : 500¥

Acesso: ônibus 5, 17 ou 100

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A visita a Ginkaku-ji pode ser perfeitamente conjugada com o passeio pelo Caminho do Filósofo, um agradável percurso de 2 km seguindo um pequeno canal onde há várias cerejeiras – durante o hanami, em abril, este é um dos principais pontos de observação da floração em Kyoto.

DSC05253 DSC05254Durante o inverno é apenas um passeio tranquilo, onde se podem ver algumas lojinhas e pequenos cafés. Ao final do passeio fica o templo de Nanzen-ji, o que pode render um ótimo programa triplo.

Preferimos tomar um ônibus e pegar o final da tarde no templo de Kiyomizudera (cuja foto abre o post). Seu nome significa “Templo da Água Pura” e foi fundado no ano de 780 no local onde fica a cachoeira Otoma.

DSC05250 DSC05258Para chegar até lá,  tivemos que percorrer um caminho ascendente no charmoso distrito de Higashiyama, com um grande comércio de lembrancinhas e comidas típicas.

 

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Sua localização, nas encostas de uma colina, permite uma visão ampla da cidade, principalmente no final da tarde. Infelizmente, alguns pavilhões estão fechados para renovação, o que prejudica um pouco a visita e diminui o impacto de sua beleza.

O Pavilhão Principal possui uma varanda em madeira que foi construida sem uso de pregos. De lá se tem uma das melhores vistas de Kyoto.

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Esse é um dos locais mais visitados e populares da cidade e muitos o consideram o mais bonito de todos os templos. Há controvérsias!

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Aos pés do Pavilhão Principal fica a cachoeira, de onde os visitantes podem beber de sua água pura de 3 diferentes fontes, dependendo da graça que se quer alcançar (longevidade, sucesso na carreira ou no amor). Não tente beber de todas as fontes – isto é considerado ganância!

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DSC05263 DSC05275Dentre as construções destaca-se uma linda pagoda de 3 andares, mais bonita ainda iluminada pela lua.

Vale lembrar que o templo possui iluminação especial em meados de março e novembro, portanto pode ser uma ótima época para sua visita.

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INFO:   KIYOMIZUDERA

Horário: Todos os dias, das 6 às 18h;

Preço : 400¥

Acesso: ônibus 100 ou 206. Desça na parada Kiyomizu-michi e suba até o templo em uma caminhada de 10 minutos.

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E assim terminou o primeiro dia em Kyoto, mas ainda havia muito mais a ser visitado…

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