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Japão 2016 – Hiroshima

9 maio 2016

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Hiroshima foi uma das surpresas agradáveis desta viagem ao Japão: moderna, agradável e plana, a cidade é mesmo um convite às caminhadas por suas ruas.

A apenas uma hora e meia de Osaka em um trem bala, é uma base conveniente para explorar com um pouco mais de calma o sul da ilha de Honshu ou até se aventurar mais ao sul, cruzando até a ilha de Kyushu.

DSC05609Para quem tem o JR Pass, um atrativo a mais é poder utilizar gratuitamente o ônibus hop-on-hop-off da cidade (aqui ele tem o simpático  nome de “Meipurupu”, a forma japonesa de dizer Maple Loop, sendo o maple um dos símbolos da cidade) que passa pelos principais pontos turísticos e é uma ótima introdução à geografia local. Veja as opções de rota neste site.

Existe uma outra opção de passeio em um ônibus double decker com o andar superior aberto, mas é bem mais caro e não vi muita vantagem, não.

Cortada pelo Rio Ota, que divide a cidade em várias “ilhas”, foram criados passeios arborizados acompanhando a margem do rio, criando várias oportunidades de apreciar as belezas desta cidade de um ângulo privilegiado.

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Claro que a cidade também carrega uma aura sombria em função dos acontecimentos ocorridos na Segunda Guerra, mas acho que os habitantes conseguiram superar este trauma na medida do possível.

Tomamos o shinkansen desde Shin-Osaka e cerca de uma hora e meia depois estávamos na estação central de Hiroshima. Nosso hotel (New Hiroden, recomendado!) era bem próximo dali, portanto fomos andando até lá. Infelizmente não conseguimos subir até o quarto, já que o check in era apenas a partir das 15hs, ou seja, ainda teríamos que esperar cerca de duas horas.

Resolvemos deixar as malas e começar a bater perna pela cidade. Tomamos o Meipurupu na estação de trem e descemos na segunda parada para tentar achar algum local para o almoço. Para evitar andar muito até encontrar algo de seu agrado na rua, minha dica é subir ao último andar de qualquer loja de departamentos (isto vale para todo o Japão), onde haverá sempre várias opções de restaurantes.

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Fizemos uma refeição completa, com direito a tempura e soba e continuamos nosso passeio, voltando à parada do ônibus.

Esperamos por cerca de 7 minutos e nossa intenção era descer na próxima parada (estávamos em Kamiya-cho, parada 5, e iríamos até o Atomic Bomb Dome, parada 6), mas nem precisávamos esperar pelo ônibus, já que andamos apenas alguns metros e já estávamos lá. Se eu tivesse olhado no mapa…

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O Atomic Bomb Dome, também conhecido como Memorial da Paz de Hiroshima, é um lugar impressionante: uma das poucas construções a ter permanecido quase intacta após o bombardeio, é uma lembrança incômoda do acontecimento.

Neste edifício funcionava o Centro de Promoção da Indústria local e agora ele é um dos Patrimônios da Humanidade da UNESCO.

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Este é apenas uma das muitas lembranças dos horrores da guerra, neste local que é conhecido como Parque Memorial da Paz. Há um monumento às crianças (embaixo à esquerda) e um cenotáfio pelas vítimas do bombardeio (à direita).

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Principal edifício do parque, o Museu Memorial da Paz merece uma visita, mesmo despertando  sentimentos negativos.

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DSC05598O museu possui dois prédios, foi fundado em 1955 e recebe anualmente mais de um milhão de visitantes, principalmente excursões escolares.

A parte leste do museu estava em obras, mas não se nota muito, já que os objetos relacionados à história da cidade estão dispostos de maneira bem didática.

Os acontecimentos daquele nefasto 6 de agosto de 1945 tem destaque e apresentam em detalhes o sofrimento da população ao longo do dia e posteriormente à queda da bomba atômica, chamada de Little Boy (Fat Man foi o apelido dado àquela que caiu sobre Nagasaki).

Lançada do avião Enola Gay (assim chamado em homenagem à mãe do piloto americano) na manhã daquela segunda feira, explodiu quando atingiu 600 metros de altitude, matando instantaneamente cerca de 70 mil pessoas e quase o dobro disto durante o dia. O número total de mortos passou dos 200 mil, muitos pelos efeitos da radiação remanescente.

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A cidade foi escolhida por ter sido uma importante base militar. Kyoto também havia sido considerada, mas acabou descartada devido ao grande valor cultural que possuía.

O mapa abaixo mostra o tamanho do horror: na área em vermelho os prédios foram todos queimados e destruídos.

Além da destruição física, também é mostrado o sofrimento daqueles que sobreviveram. Não é preciso entrar em detalhes para se ter uma ideia do que eles passaram.

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Sim, é sofrido, eu disse, mas fica a mensagem final de esperança com uma serie de iniciativas para tentar evitar a repetição da história.

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INFO:   MUSEU DA PAZ

Horário:   Todos os dias de 8h30 às 18h (até 19h em agosto, até 17h de dezembro a fevereiro); fechado de 29/12 a 02/01

Preço : 200¥

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Saindo do museu ainda ficamos um tempo passeando pelo parque apreciando sua beleza.

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Ao final da tarde voltamos para o hotel para finalmente fazer o check in. Tomamos outra vez o Meipurupu e completamos o reconhecimento da cidade – minha impressão sobre Hiroshima ficou ainda mais positiva!

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