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Japão 2016 – Miyajima e o Castelo de Himeji

24 maio 2016

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A ida a Hiroshima serviu também para conhecermos um local mágico: a ilha de Miyajima (nome oficial: Itsukushima), famosa pelo seu Tori construido sobre a água, uma das imagens mais associadas ao país do sol nascente.

Chegar lá é bem simples e gratuito para quem possui o JR Pass. Da estação central de Hiroshima, tome um trem da linha JR Sanyo  até a estação de Miyajimaguchi, em uma viagem que não deve durar mais do que 25 minutos.

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De lá, uma pequena caminhada te deixa no porto, de onde saem os ferries até a ilha.

Há duas companhias que fazem este trajeto de 10 minutos (Matsudai e JR), mas obviamente o JR Pass só é válido nesta última.

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Também pode-se chegar diretamente na ilha partindo do pier no Parque da Paz em 55 minutos. Esta comodidade tem seu preço: a passagem ida e volta custa 3.600¥.

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Chegamos à ilha relativamente cedo antes de grande parte dos turistas e o caminho até o templo xintoísta de Itsukushima foi percorrido em 10 agradáveis minutos.

Vale lembrar que os templos xintoístas normalmente tem o tori como símbolo, enquanto nos budistas é mais comum encontrarmos… estátuas de Buda.

O templo (assim como o seu tori) foi construído sobre a água – a foto abaixo mostra o panorama da maré baixa, logo de manhã…

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…e depois de 3 horas, com a maré cheia, a paisagem se transforma:

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Vale a pena consultar a tábua de marés para poder programar como será sua visita.

O templo possui várias edificações, todas conectadas por passarelas de madeira e o conjunto todo fica mais impressionante ainda na maré alta.

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Com mais de 1400 anos de idade, é um Patrimônio Cultural da Humanidade, um justo título dado pela UNESCO em 1996.

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Os corredores são repletos de lanternas como a mostrada na foto abaixo, feitas de bronze e datando do começo do século passado. Foram inspiradas nas originais de 1366, que eram de ferro fundido e que hoje se encontram em exposição na Sala dos Tesouros.

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Na foto abaixo vemos o Haiden (oratório), um dos edifícios mais importantes deste complexo que data do ano de 811.

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DSC05625Algumas curiosidades sobre o Tori:

Altura: 16.6 metros

Peso:  60 Toneladas

C0mprimento do telhado: 24.2 metros

Material: os pilares são feitos com árvores de cânfora, com cerca de 600 anos de idade, protegidas contra o apodrecimento e de insetos.

Ano de construção : 1875, sendo o oitavo Tori desde a inauguração do templo

Existe uma iluminação especial noturna para o templo, por isso recomenda-se passar uma noite em um dos ryokans e aproveitar para apreciar esta belezura (de longe, já que as visitas ao templo não são permitidas depois do por do sol) em seu esplendor.

Nos templo xintoístas também pode-se retirar a sorte (omikuji), com a doação de 100¥, dentro de umas gavetinhas, de acordo com o sorteio de uma vareta com um número correspondente à gaveta.

Pelo que Bia pôde depreender da mensagem abaixo, meu destino será meio borocoxô, sem maiores emoções. Já em casa, após uma pesquisa, pude ver que retirei um suekichi (末吉), confirmando que o meu destino é mesmo incerto. 😦

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Devemos deixar o papel amarrado em uma das hastes do local depois de “ler” o que o destino nos reservou…

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INFO:   ITSUKUSHIMA SHRINE

Horário: todos os dias, das 6h30 até o por do sol.

Preço normal: 300¥;

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Na saída se encontra outro templo, o Daigan-ji, cujo fundador é desconhecido, mas acredita-se que sua reconstrução tenha se dado no início do Século XIII.

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Voltando ao pier, passamos por uma  pagoda de cinco andares (Goju-no-to) que foi originalmente construida em 1407 e dedicada ao Buda da medicina. Seu estilo arquitetônico mistura o tradicional japonês com pitadas de influência chinesa.

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 Projetada para resistir a tufões e terremotos, tem 28 metros de altura.

Ainda deu tempo para comer um dos quitutes locais em uma das barraquinhas: um delicioso bolinho frito cuja textura parece um pouco com o de uma almôndega, porém com recheios diversos.

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O de polvo com cebolinha estava uma delícia e serviu para amenizar um pouco a fome depois de tanto caminhar.

Infelizmente não guardei o nome em japonês – alguém pode me ajudar?

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Voltamos então para Hiroshima e o plano era tomar um shinkansen e visitar o Castelo de Himeji. Na verdade, esta visita faz mais sentido a partir de Osaka ou Kyoto, que ficam mais próximos, mas a viagem em um trem-bala é tão confortável que mesmo de Hiroshima vale a pena.

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Infelizmente entramos em um shinkansen parador (isto acontece, fique atento!) e a viagem entre as duas cidades, que deveria demorar um pouco mais de uma hora, acabou levando mais de 2 horas sem que pudéssemos fazer algo (não adiantava parar em alguma estação intermediária e esperar um trem mais veloz, pois chegaríamos a Himeji ainda mais tarde).

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Este atraso fez com que desembarcássemos em Himeji após o fechamento das visitas ao Castelo (no inverno fecham às 17h, mas as entradas só são vendidas até as 16h) e só pudemos admirar esta beleza do lado de fora.

Para chegar até lá desde a estação de trem é bem fácil: tome a larga avenida Otemae-dori e o castelo estará ao final dela, após cerca de um quilômetro de caminhada.

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O castelo de Himeji também é um Patrimônio da Humanidade da Unesco e sempre foi considerado um dos mais belos e imponentes do país.

Sua última renovação é bem recente, ocorrida em 2015, mas curiosamente, o castelo, diferentemente de outros no Japão, nunca foi destruído, seja por fogo, terremoto ou mesmo a Guerra!

As primeiras construções se iniciaram no século XV e, posteriormente foram incorporadas várias extensões até chegar ao seu tamanho atual, no ano de 1609.

Se eu tivesse tido a oportunidade de visitá-lo, poderia ter caminhado por alguns de seus 83 edifícios ligados por portões e caminhos sinuosos.

Mesmo assim, a visita externa valeu a pena, pois o Castelo é mesmo de uma beleza ímpar, principalmente no fim de tarde ensolarada de inverno.

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Dependendo da época da sua visita, talvez seja interessante a compra antecipada do ingresso para evitar as filas e até a super lotação, já que este é o castelo mais visitado do Japão.

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INFO:   HIMEJI CASTLE

Horário: todos os dias, das 9h às 17 (de abril a agosto, até as 18h); entrada até uma hora antes do fechamento. Fechado nos dias 29 e 30 de dezembro.

Preço normal: 1000¥;

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Voltamos a Hiroshima após um pequeno jantar e tivemos que esperar quase meia hora por um trem que não fizesse tantas paradas. Acabamos chegando no nosso destino depois das 21h.

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