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Japão 2016 – Shirakawa-go

16 junho 2016

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E finalmente chegou o último dia de validade do nosso passe de trem JR. E a dúvida quando fizemos o planejamento no dia anterior era: onde ir?

Estávamos entre ver os macacos na piscina quente em Jigokudani ou visitar as casinhas pitorescas na vila de Shirakawa-go.

A segunda opção foi a escolhida por ser menos cansativa (teríamos que andar mais de meia hora na neve até chegar na área do onsen)  e pelo fato da vila ter inspirado um anime que Bia já havia assistido e adorava (Higurashi no Naku Koro ni).

Se você também ficar indeciso(a), saiba que nenhuma das atrações é totalmente coberta pelo passe JR: para ir a Jigokudani, é preciso tomar um trem até Nagano (coberto pelo passe), pagar à parte um trem (ou ônibus) até Yudanaka e depois caminhar por cerca de 30 minutos até o local.

Para alcançar Shirakawa-go, toma-se um shinkansen até Toyama e depois um ônibus te leva até a cidadezinha em pouco mais de uma hora. O trajeto de ônibus (não coberto pelo JR pass) custa 3400¥‎ o bilhete de ida e volta.

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A viagem de trem é linda, passando pela região metropolitana de Tokyo e depois atravessando as montanhas em vários túneis consecutivos. Da paisagem árida e cheia de prédios da metrópole pulamos para montanhas nevadas, vales e esparsas construções. Até chegarmos em Toyama, cerca de duas horas depois.

O ônibus para Shirakawa-go sai ao lado da estação, mas antes era preciso comprar o ticket de ida e volta. Tínhamos 6 minutos para fazer isso, mas até achar o local exato, pagar e retirar as passagens demorou mais do que isso. Já sabendo que não daria tempo, avisei aos simpáticos atendentes que a gente estava comprando passagem para o ônibus que sairia naquele instante.

Tudo funcionou da maneira japonesa: sem alarde, o motorista foi avisado que embarcariam mais 2 passageiros “atrasados” e havia um funcionário a cada 100 metros do caminho até o ônibus para se certificar que estávamos na direção certa e que não haveria mais atrasos.

A viagem de ônibus é tranquila e percorre mais vales, rios e paisagens nevadas. Deu até para tirar um cochilo!

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Situada aos pés do monte Haku-san, é a definição perfeita da cidadezinha tranquila e pacata, cortada por um rio de águas  límpidas e verdes. Parece mesmo vinda de um conto de fadas, onde até o carteiro motorizado remete à uma época remota. Sua vila mais conhecida (e a maior de todas) é Ogimachi.

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Ogimachi é famosa por suas 114 casinhas no estilo gassho-zukuri (tradução: “construídas como mãos em prece”), algumas delas com mais de 250 anos de existência. A aparência dos telhados, similar a monges budistas rezando, é necessária devido à grande quantidade de neve que cai nesta região.

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Nem é preciso dizer que a cidade foi agraciada pela UNESCO com o título de Patrimônio da Humanidade desde 1995.

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O ritmo aqui é bem contemplativo, apesar da quantidade razoável de turistas neste dia ensolarado e frio. A paisagem invernal transmitia ainda mais este sentimento.

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Uma coisa a se notar é a falta de locais para almoçar. Não sei se pelo fato de termos visitado em um dia de semana, mas andamos um bocado atrás de um restaurante e todos estavam fechados. Nos contentamos em comer um salgadinho meio sem graça e tomar um refrigerante, praticamente a única coisa que havia disponível. Fica a dica: se você puder, leve um sanduíche!

DSC05924 DSC05926Algumas destas casas viraram museus e podem ser visitadas em seu interior por uma pequena taxa (500 ¥), como a Wada House, famosa por sua importância no anime mencionado acima.

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A família Wada foi uma das mais ricas da região e sua casa é uma das maiores em Ogimachi.

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Quando tiver percorrido toda a vila, não se esqueça de subir até o mirante da cidade em Shiroyama para uma vista absolutamente incrível da cidade inteira.

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Pode-se chegar até lá caminhando, mas Bia preferiu  tomar o ônibus, que sai em frente ao posto de Informações Turísticas da cidade (200¥ cada trecho).

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A subida é feita por uma trilha bem sinalizada, mas que fecha durante parte do inverno, dependendo das condições do tempo.

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No fim de tarde voltamos ao ponto de partida para tomar nosso ônibus até Toyama, não  sem antes tirar mais uma dezena de fotos deste lugar mágico.

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Resumindo, foi uma delícia conhecer este paraíso encravado nos “alpes japoneses”. É um passeio que vale muito a pena apesar das trocas de transporte e das quase 3 horas para chegar até lá.

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E na viagem de volta no ônibus, vimos um belo entardecer…

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Ao chegar a Toyama, como de costume, tínhamos poucos minutos para tomar o próximo shinkansen até Tóquio. Para nossa surpresa, o trem que iríamos pegar era todo formado de vagões que requeriam reserva, coisa inédita até então.

Quando descobri isso, tínhamos cerca de 2 minutos para ir até o guichê, solicitar nossas reservas (gratuitas), ir até a plataforma de embarque e achar nosso vagão. Fui obrigado a utilizar todo meu arsenal de mímicas para me fazer entender – falei o nome do trem, fiz sinal de 2 com os dedos e fingi sentar em uma cadeira imaginária. Deu certo!

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