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Japão 2016 – Tóquio, dia 1

26 junho 2016

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Nossa base em Tóquio foi em um apartamento bem pequeno e bem localizado em Gotanda, na parte sul da cidade e próximo à estação de mesmo nome na JR Yamanote line, alugado por 8 dias pelo Airbnb.

Desta vez, devido às escapadas a outras cidades, tivemos apenas poucos dias para curtir Tóquio. Acabamos explorando alguns lugares da capital japonesa que ainda não conhecíamos e revisitamos outros preferidos.

Em relação ao transporte, no primeiro dia compramos um passe diário válido para a Yamanote Line por 720¥, mas na maioria das vezes preferíamos comprar bilhetes avulsos (cada trecho saía entre 160 e 220¥) e às vezes tínhamos que utilizar outra linha de metrô diferente.

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Começamos o dia indo até o jardim Kyu-Furukawa, que fica próximo à estação Komagome da JR Yamanote Line.

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O parque é muito bonito, obra do paisagista japonês Ogawa Jihei e tem construções com estilo inglês inconfundível. Foi aberto ao público em 1956. Inclusive a mansão principal construida com tijolos aparentes (hoje o Otani Museu de Arte) foi usada em Umineko no Naku Koro ni, um famoso anime de terror.

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Na frente da mansão há um jardim inglês com mais de 90 variedades de rosas. Pena que não pudemos admirar o jardim em seu esplendor durante o inverno.

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Depois da Segunda Guerra, a mansão foi também utilizada como a sede da Embaixada Britânica.

Além dos jardins bem cuidados, há lagos no formato do símbolo japonês para coração e os usuais arranjos com pedras.

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INFO:   KYU-FURUKAWA GARDENS

Horário: Todos os dias, das 9 às 17h; (fechado de 29/12 a 01/01)

Preço : 150¥

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Resolvemos então explorar o bairro de Yanaka, descendo três paradas depois, no sentido horário da Yamanote Line, na estação de Nippori.

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O coração do pequeno e tranquilo bairro é Yanaka Ginza, a rua onde se concentra o comércio local. Não espere grandes lojas ou mesmo marcas famosas, a vibe aqui é bem diferente.

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Similar ao comércio de uma cidade pequena,  nem parece que estamos no meio de uma metrópole com mais de 20 milhões de habitantes. Lojinhas de roupas, de artesanato e de tecido se juntam aos açougues, minimercados e armazéns.

Os preços são bem em conta, principalmente a oferta de street food, mas o gostoso mesmo é passear por suas ruas sem sofrer com a superlotação e poder degustar o clima desta cidade com mais calma. Revigorante!

Habitantes de Tóquio chamam isso de um jeito shitamachi (baixa renda) de ser, em oposição ao yamanote style (classe média alta). Essa distinção, arraigada no imaginário japonês, carrega consigo a histórica diferença de classes no país.

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Andamos também pelo parque Ueno, aproveitando o lindo dia de sol.

Este parque fazia parte de um templo chamado Kaneiji, um dos maiores da cidade no reinado Tokugawa e que acabou destruído nas batalhas que culminaram com o início do período Meiji.

O parque é um dos locais favoritos para a observação dos sakuras, ou a floração das cerejeiras.

Normalmente presentes no início da primavera, desta vez pudemos apreciar um pouco deste espetáculo ainda no mês de fevereiro, provavelmente devido às temperaturas estarem um pouco acima do normal para esta época.

 

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Aberto ao público em 1873, foi um dos primeiros parques japoneses a apresentar um estilo ocidental e hoje abriga um conjunto impressionante de museus, incluindo o maior e mais antigo museu da cidade: o Museu Nacional de Tóquio (foto abaixo).

Espalhado por vários prédios, o museu guarda milhares de importantes objetos ligados à cultura do país.

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Além deste museu também se encontram aqui o Tokyo Metropolitan Art Museum, o National Science Museum e o National Museum of Western Art.

O zoológico de Ueno também é uma atração bem conhecida da cidade, mas estava fechado quando visitamos.

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Alguns templos também chamam o parque Ueno de casa, como o Toshogu.

Construído em 1616, é um dos muitos dedicados a Tokugawa no país e fazia parte do templo Kaneiji.

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Pagodas e outras construções de cunho religioso são frequentes em Ueno, assim como os artistas que se apresentam por alguns trocados, como o criativo trio abaixo, que tocava versões de músicas conhecidas utilizando instrumentos feitos de bambu.

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INFO:   UENO PARK

Horário: Todos os dias; museus e o zoológico normalmente fecham às segundas.

Entrada gratuita

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Saindo do parque, fizemos uma pequena parada para o almoço e seguimos depois para Ameya Yokocho, ou Ameyoko.

Uma tradicional rua de comércio entre as estações de Ueno e de Okachimachi, seu nome significa “ruela dos doces”, fazendo menção à sua primeira encarnação. Ou também estar relacionado ao fato de que produtos americanos eram vendidos aqui logo após a Segunda Guerra Mundial, daí o AME em seu nome.

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Produtos como roupas e cosméticos, passando por comidas diversas, podem ser facilmente encontrados por aqui.

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Na verdade Ameyoko foi apenas uma passagem para chegarmos até o templo Kandamyojin, dedicado a três divindades. Este templo xintoísta que fica no bairro de Kanda, longe dos pontos turisticos, foi usado no anime Love Live! e, claro, Bia fez questão de conhecê-lo ao vivo e a cores.

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Como inúmeros outros templos, este aqui foi reconstruído muitas vezes devido a terremotos e incêndios. Aqui também se realiza um dos três festivais mais importantes do país: o Kanda Festival, realizado no mês de maio nos anos ímpares.

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INFO:   KANDA MYOJIN

Horário: Todos os dias, o templo não fecha.

Entrada Gratuita

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De Kanda fomos andando até Akihabara, o bairro vizinho e um dos locais preferidos de Bia. Entramos em várias lojas de animes e figures até que felizmente (ufa!) bateu a fome e saímos para comer.

Como estávamos com o passe, fugimos para Shibuya (um dos meus locais favoritos em Tóquio) para comer sushi no nosso restaurante predileto.

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3 Comentários leave one →
  1. 26 janeiro 2017 9:18 am

    JB,
    A dúvida agora é câmbio. Li em alguns blogs que o câmbio do aeroporto é bom. Você se lembra como foi nas suas viagens? Fora do aeroporto deve ser tranquilo achar casas de câmbio, apesar do horário limitado, certo?
    Quanto à retirada de dinheiro em caixas ATM, direto da conta corrente, parece que os melhores são os das lojas 7 eleven. Por acaso você testou isso?
    Alguma outra dica?

    • 26 janeiro 2017 8:00 pm

      Lu, troquei alguns poucos dólares no aeroporto, mas não reparei se o câmbio era bom porque nunca mais troquei.
      Sempre tiro dinheiro no ATM e lembro que na Lawson havia um limite de saque. Acabei sacando no ATM da estação de trem, sem problemas.

      Bjs,
      JB

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