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Fim de semana – Cataratas do Iguaçu – lado brasileiro (sábado)

15 julho 2016

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Estive em Foz do Iguaçu pela última vez em 2010 e lembro de ter ficado em um hotel no centro da cidade, em uma região não muito agradável e longe de opções de restaurantes. Prometi a mim mesmo que na próxima vez seria diferente.

Desta vez fui com um grupo de amigos que toparam ficar hospedados em Puerto Iguazu para, entre outras coisas, explorar um pouco mais as delícias enogastronômicas dos nossos hermanos.

Escolhemos o grandão e bem localizado (em frente à rodoviária) Hotel Saint George, que tinha diárias a preços razoáveis – um quarto triplo saiu por menos de R$300 com café da manhã.

Aliás, o hotel possuía um excelente câmbio para reais a 4,40 pesos argentinos. Pena que só serviu para pagar a hospedagem, ou seja, não dá para obter pesos por esta cotação.

Chegamos no início da noite e como havíamos alugado um carro, nossas amigas foram nos buscar no aeroporto de Foz. Isto evitou que pagássemos R$130 pelo táxi até Puerto Iguazu.

Deixamos as malas no hotel e seguimos direto para o Aqua, um restaurante com ótimas indicações e que ficava quase em frente, mas achei apenas mediano para falar a verdade.

O prato que eu pedi, um talharim com camarões e abobrinha, tinha um molho bem temperado e estava gostoso, mas sem muito brilho.

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A minha sobremesa, um mousse de chocolate branco com calda de frutas vermelhas foi decepcionante, sem gosto mesmo.

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Saíram-se melhor as panquecas de doce de leite, bem saborosas, e o trio de chocolates que meus amigos pediram. Sorte deles!

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O restaurante é bastante simples na decoração e o atendimento é correto. Com uma garrafa de Malbec nacional, a conta saiu em 400 pesos por cabeça (R$100 pelo câmbio feito antes de passar pela fronteira, onde se compra a “carta verde”, um seguro obrigatório para carros alugados transitarem no Mercosul).

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No dia seguinte, fomos explorar o lado brasileiro das Cataratas, com o tempo um pouco nublado e úmido. O estacionamento fica logo na entrada do parque.

 

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Pegamos um mapa do Parque para nos localizarmos.

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De lá seguimos até a bilheteria local onde também pode-se pagar pelo estacionamento, que custa R$21.

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O ingresso para brasileiros custa R$34 (R$46 para quem é do Mercosul e R$57 para os demais visitantes e já inclui o transporte em ônibus double decker pelo parque. O trajeto não é particularmente pitoresco, mas todos preferem ficar na parte de cima – neste dia o vento cortante estava quase insuportável.

Aconselho a levar uma capa de chuva descartável (ou comprar no local por R$15). Não diga que não avisei!

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O trajeto possui 5 paradas, dependendo do programa contratado: na primeira fica a Administração do local, seguida da parada da Trilha do Poço Preto, que deve ser comprada em conjunto com a entrada do parque.

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A próxima parada contempla aqueles que irão fazer o Macuco Safari um passeio náutico pago à parte e com preços inflacionados (custava R$200!).

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A quarta parada é onde a grande maioria das pessoas desce: a Trilha das Cataratas, única do local que pode ser feita sem guia.

O início da trilha já apresenta um dos cartões postais do lugar: o Hotel das Cataratas, único hotel localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, com diárias que incluem a possibilidade de apreciar as cataratas antes do horário de abertura do parque.

Com piscinas e a vista privilegiada, sua estadia será inesquecível (e sua conta bancária alguns milhares de reais mais pobre).

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Também somos apresentados aos habitantes mais famosos do parque nacional: os inconvenientes e sempre famintos quatis.

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Pudemos ver também a primeira gralha picaça, um dos tipos de pássaros mais comuns por aqui.

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Mas a visão que nos tira o fôlego é mesmo a primeira vez que avistamos as Cataratas em toda a sua plenitude.

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A trilha na verdade, é um caminho de 1,2km todo pavimentado, com alguns degraus e que pode ser percorrido na velocidade da sua vontade de tirar fotos nos vários pontos pitorescos e mirantes.

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E são muitos os pontos, acredite!

 

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Ao final do caminho há uma passarela que leva até a Garganta do Diabo (foto abaixo) onde certamente você ficará encharcado! Neste momento lembre-se do conselho que dei sobre a capa de chuva descartável.

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Mesmo com o tempo nublado e algo chuvoso, a vista é espetacular, não acha?

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Depois de se esbaldar com a visão e de esperar alguns minutos até o grupo de turistas sair da frente para aquela foto perfeita, suba até o mirante, de onde você terá uma visão ainda mais perfeita das Cataratas.

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A vazão de água é impressionante. E olhe que não estávamos na época de chuvas, quando as cataratas ficam ainda mais caudalosas.

Pelo fato de não haver chovido muito, as águas tinham um leve tom esverdeado.

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Almoçamos no restaurante do parque chamado Porto Canoas que fica na última parada do ônibus, onde também se encontra uma lanchonete e uma loja de souvenirs.

O almoço era no estilo buffet, com diversas saladas, frutas, carnes e até feijoada. A qualidade era boa, justificando o preço um pouco salgado (RS$55).

Recomenda-se comer do lado de dentro do restaurante, por mais atraente que seja a vista do lado de fora. Vimos um rapaz perder o seu hambúrguer para um atrevido quati.

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De noite continuamos explorando as vantagens de Puerto Iguazu – compramos vinhos a preços excelentes (achei algumas boas ofertas de brancos no supermercado). Também visitamos uma casa de vinhos muito boa chamada Caminos Wine Boutique, na Hipolito Yrigoyen.

Pena que só a descobrimos depois que eu já havia comprado 4 garrafas no supermercado!

No jantar fomos a uma trattoria italiana bem simpática chamada La Toscana, que ficava no final da rua do nosso hotel (Avenida Córdoba). Só que esquecemos de fazer reserva e deveríamos esperar quase uma hora por uma mesa, mas fomos salvos por um cancelamento de um grupo que aparentemente estava ganhando muita grana no cassino da cidade. Sorte nossa!

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O restaurante é ótimo e o atendimento muito bom.

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Ganhamos umas mini bruschettas de entrada e eu pedi o spaghetti carbonara da casa. A receita estava perfeita.

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Bebemos mais um exemplar do malbec argentino, mas nada de sobremesas desta vez.

Voltamos para o hotel para nos prepararmos para a programação do dia seguinte.

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