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Orlando 2016 – ida a Winter Park

15 agosto 2016

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Meu conselho para quem vem curtir os parques de diversão em Orlando é sempre intercalar dias de parque com um dia de “recreio”, onde se possa fazer algo diferente como explorar os outlets e suas ofertas por exemplo, passatempo favorito de 10 entre 10 brasileiros na Flórida.

Normalmente coloco um dia destes a cada 3 de parques – ótima estratégia para oxigenar o cérebro de tanto sobe e desce de escadas e, principalmente, das filas intermináveis. Mesmo que não se compre nada, é sempre um passeio diferente.

Deste vez não queria nem saber de fazer compras: tentava frear o impulso consumista frente à grande desvalorização do nosso real neste início de 2016 e também queria fazer alguma coisa um pouco mais relaxante.

Sempre tive vontade de visitar a cidadezinha de Winter Park, situada ao norte de Orlando, um oásis em meio ao artificialismo presente nas atrações da Disney e Universal. Como não alugaríamos carro desta vez, achei que meus planos teriam que ser novamente adiados.

Qual não foi minha surpresa quando, pesquisando uns dias antes de embarcar para a viagem, descobri que poderia sim, visitar a cidade utilizando um transporte público novinho em folha. Para coroar esta minha descoberta, vi que a passagem até lá, utilizando um ônibus e depois o lindo, eficiente e silencioso SunRail, custava apenas US$2! Inacreditável, não?

Pois bem, vou ensinar a receita: se você estiver na parte sul da International Drive, como estávamos, é só tomar o ônibus linha 111 na direção do Aeroporto e descer na parada de Sand Lake Road, ponto inicial do SunRail.

Não se esqueça de pedir um transfer ao motorista do õnibus no momento do embarque. Na chegada à estação é necessário trocar o transfer por uma passagem nas máquinas automáticas (vide foto abaixo).

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Se você estiver na parte norte da International Drive poderá tomar o ônibus 42 indo até a mesma parada. Não se preocupe: normalmente existe uma sincronia entre a chegada de ônibus à estação e a saída dos trens.

Veja os horários do ônibus 111 aqui. E da linha 42 aqui. Os horários do Sunrail podem ser checados aqui.

Detalhe importante: este esquema só funciona nos dias de semana, pois os trens não funcionam no sábado e domingo!

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Depois de 30 minutos de viagem, o ônibus te deixa literalmente na plataforma de embarque do trem, a tempo de trocar seu transfer.

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Daí é só embarcar no trem e curtir sua viagem tranquila até o local, em aproximadamente 20 minutos. Sem estresse! O trem tem poltronas novas e confortáveis e até wi-fi gratuito!!

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Desembarcamos na estação Winter Park que fica na praça principal da cidade, o Central Park, uma gracinha!

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E a cidadezinha é puro charme: criada para ser o refúgio dos milionários do norte dos EUA durante o inverno rigoroso naquela parte do país, tem cerca de 30 mil habitantes e é cercada de mansões à beira dos 6 lagos, ruas com calçamento de paralelepípedos, lojas bem transadas, praças floridas e restaurantes com menus bem diversos dos hambúrgueres e junk food onipresentes nos parques de Orlando.

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Além de um número razoável de museus como o Charles Hosmer Morse Museum da foto abaixo, que apresenta as obras do americano Louis Tiffany, tais como peças de joalheria, luminárias e vitrais (aberto das 09 às 16h30 de terça a domingo – neste dia abre às 13h; entrada  a US$6).

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Andando por suas ruas também se vê vários exemplares da arquitetura colonial tipicamente americana.

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Seguimos até o pier de onde saem os Scenic Boat Tours, no final do East Morse Boulevard, e compramos um ingresso para este passeio pelos lagos locais – o ticket custou US$14. Os barcos saem das 10 às 16 horas todos os dias, nas horas cheias.

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O percurso é feito em um barco pequeno com capacidade para 18 pessoas e cobre três dos principais lagos da região: o Osceola, Maitland e Virginia.

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A travessia entre os lagos é feita através de canais estreitos que foram criados para o transporte de madeira entre eles. Nestes canais passa-se bem próximo das casas e podemos ver a quantidade de barcos estacionados nas garagens…

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…além de ter uma visão mais íntima dos jardins bem cuidados.

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São muitas as mansões, todas valendo alguns milhões de dólares. Atores, jogadores de basquete, milionários anônimos, todos querem um pedaço deste oásis tranquilo.

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Não é para menos, o local é a definição perfeita de tranquilidade.

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O passeio dura aproximadamente uma hora. O guia bastante eficiente intercalava as piadas de sempre com informações relevantes.

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Voltamos ao pequeno pier de onde saímos e continuamos nosso passeio a pé.

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O grande barato da cidade é mesmo flanar por suas ruas floridas absorvendo o astral dos restaurantes e lojas.

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Almoçamos em um simpático restaurante italiano na South Park Avenue, chamado Pannullo’s. Escolhemos o buffet de saladas, com ingredientes frescos e maravilhosos cogumelos Paris.

Uma dica bem interessante é conhecer a exclusivíssima Rollins College, uma das mais caras do país, custando cerca de US$60.000 ao ano por aluno, incluindo acomodação e comida.

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O campus é lindo, com igreja e até um museu: o Cornell Fine Arts Museum, que tem entrada gratuita.

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O prédio em si é bem bonito e fica aberto de terça a sexta das 10 às 16h – sábados e domingos abre das 12 às 17h.

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O museu tem um acervo grande, com objetos antigos e contemporâneos.

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Dentre as pinturas, estão exemplares abrangendo desde o século 14 até o 20…

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…incluindo uma do nosso famoso Vik Muniz.

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Em fevereiro a cidade recebe o renomado Festival de Bach, com grandes obras deste e de outros compositores sendo tocadas por conjuntos de câmara, orquestras e corais locais e internacionais.

Passamos também pela Hannibal Square, outro polo de lojas bonitas e restaurantes. A Shady Park, logo ao lado, estava tranquila e vimos várias crianças aproveitando para se refrescarem no chafariz.

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Há um mural feito de ladrilhos bem interessante nesta praça.

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Antes de ir embora visitamos o Winter Park Historical Museum onde estava sendo inaugurada uma exposição sobre a rotina da cidade durante a Segunda Guerra Mundial…

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…com direito a baile com banda de música e comidas diversas (só para os convidados, claro!).

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Passeio altamente recomendável, por vários motivos já detalhados acima. Uma injeção de tranquilidade e beleza no meio da artificialidade dos parques de Orlando.

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