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Paris – visita ao Palácio de Versalhes

22 setembro 2016

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Parecia incrível, mas depois de várias visitas à capital francesa, ainda não havia posto os pés em Versailles! Aproveitei um passeio rápido a trabalho e cumpri meu objetivo, embora com um atraso considerável. Antes tarde do que nunca!

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Principal residência dos reis franceses  (de Luis XIV a Luis XVI, quando a família Real foi obrigada a voltar a Paris por ocasião da Revolução Francesa) o Palácio de Versailles sempre foi o padrão de residência real, copiado por vários outros monarcas por toda a Europa.

Está na lista de Patrimônio da Humanidade da UNESCO há mais de 30 anos.

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COMO IR?

Fica no subúrbio de mesmo nome, acessível desde Paris por uma série de meios de transporte, sendo o mais prático o RER linha C, cujo mapa pode ser visto abaixo, descendo na última parada Versailles Château/Rive Gauche. Cuide para descer na estação correta, pois há 3 estações com o nome de Versailles.

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Esta linha pode ser acessada de qualquer estação de metrô da cidade (algumas coincidentes com a estação do RER) e pode-se comprar o bilhete até o destino final (recomendado!). A passagem custa ‎€ 7.10 no máximo.

Se você quiser vir direto do Aeroporto Charles de Gaulle, é só tomar um RER B na direção Massy Palaiseau até a estação de Saint Michel / Notre Dame e trocar para o RER C, descendo na mesma estação final. Esta passagem deve custar em torno de €12.

QUANTO CUSTA A ENTRADA?

O preço do Passaporte Versailles, atualizado em setembro de 2016, custa 18.

Este valor inclui acesso ao interior do Palácio principal, além de poder visitar o Petit e o Grand Trianon, os Domínios de Maria Antonieta e, de abril a outubro, apreciar um concerto de música clássica nos Jardins às terças e fins de semana – nesse caso a entrada passa para  ‎€25).

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Também está incluído o empréstimo de um audioguia, em 11 línguas. Fique sabendo que o português é o de Portugal e o sotaque é bem forte.

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Como vocês devem ter percebido, é programa para o dia inteiro. Para evitar as filas imensas que se formam na maior parte do ano, chegue bem cedo.

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TEM DESCONTO?

Tem sim: para menores de 18 anos, residentes na União Européia com menos de 26 anos, alunos e professores franceses, pessoas com deficiência e seu acompanhante e franceses desempregados a menos de 6 meses.

A entrada é gratuita no primeiro domingo de cada mês, entre novembro e março.

Também não se paga nada se você tiver o Paris Museum Pass (veja o que mais está incluído neste passe e se vale a pena para o seu caso neste link). Tem a grande vantagem de poder “furar” a fila nestas atrações, o que pode te economizar um bom tempo.

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QUAL A SEQUENCIA DA VISITA?

O panfleto sugere que, em dias de muita procura (como nos fins de semana ou feriados), seja visitado o Palácio principal logo de início (antes das 10h), deixando os outros palácios e jardins para a parte da tarde. Isto para evitar a horda de turistas que começa a se tornar insuportável no meio da manhã.

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A sugestão foi muito bem-vinda e aprovada, portanto sugiro que vocês façam o mesmo.

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O PALÁCIO

A Corte de Versailles era o centro do poder francês no fim do século 17, quando Luis XIV se mudou de Paris e permaneceu assim até 1789 quando, por causa da Revolução Francesa, todos foram obrigados a voltar para a capital francesa.

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Durante este tempo, os três reis franceses se empenharam em melhorar cada vez mais o Palácio de Versailles, que simboliza, antes de tudo, o sistema monárquico presente naquela época.

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dsc01777Ponto alto da visita aos Grand Apartments do Rei e Rainha, 0 Salão dos Espelhos (Galerie des Glaces) foi palco de inúmeras festividades durante o Ancien Régime e sua construção se iniciou em 1678.

Nenhuma foto fará jus ao encanto e beleza deste salão deslumbrante, mas segue uma retirada do site só para vocês terem uma ideia.

Depois de perder seu título de sede do poder francês, o chateau adquiriu o papel de sediar o Museu da História da França, no Século 19, com a adição frequente de várias obras e coleções de objetos que varrem todo este período até o início do Século 20.

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O famoso Tratado de Versailles, que estabeleceu o fim da Primeira Guerra Mundial, foi assinado em 1919 pelas potências europeias nas dependências do palácio, mais especificamente no Salão dos Espelhos.

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OS JARDINS

Não menos impressionante, os Jardins do Château foram meticulosamente projetados pelo paisagista André Le Nôtre em 1661.

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O conjunto final, com a adição de fontes, estátuas e a construção do Orangerie e do Canal, levou 40 anos para ficar pronto: toneladas de terras foram retiradas, árvores foram trazidas de todos os cantos do país e centenas de trabalhadores se uniram nesta empreitada.

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O destaque do  jardim é, sem dúvida, a belíssima Fonte de Apolo, com uma grande escultura em bronze, obra do escultor francês Jean Baptiste Tuby.

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O resultado final não poderia ser mais belo e harmonioso, o que se pode ver nas fotos seguintes, resultado também do ótimo trabalho de conservação, principalmente após os estragos causados pela enchente de dezembro de 1999.

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Em um dia de outono como este, a afluência de turistas e parisienses é enorme e a maioria prefere apreciar a paisagem simplesmente deitada no gramado.

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As atividades são inúmeras, desde andar de bicicleta pelos jardins…

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…alugar um barco…

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… ficar lagarteando no gramado, namorando…

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… ou descansando com a família.

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GRAND TRIANON

O Grand Trianon foi construído a mando (e com ideias) de Luis XIV em 1687, por um arquiteto de nome Mansart. Uma construção de um único andar, feito de mármore rosa e com jardins exuberantes, é sinônimo de graça e luxo.

Este palácio veio a substituir o “Trianon de Porcelana”, feito com azulejos franceses que rapidamente se deterioraram, de tal modo que o Rei ordenou sua demolição.

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Para compensar a inspiração italiana na arquitetura do palácio, os jardins tem nítida influência francesa, criando o perfeito e colorido complemento.

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O próprio Luis XIV ocupou o Grand Trianon, além de outros membros da família. Na verdade, sua intenção ao construir o palácio era poder se encontrar secretamente com sua amante Madame de Montespan.

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Napoleão Bonaparte ficou hospedado aqui em algumas ocasiões.

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Em 1963, o então presidente Charles de Gaulle mandou restaurar o palácio para servir de residência oficial dos presidentes franceses, o que persistiu até pouco tempo atrás.

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A Rainha Elizabeth e vários chefes de Estado também já foram hóspedes Grand Trianon, que hoje é utilizado para acomodar importantes políticos estrangeiros.

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PETIT TRIANON

Este palácio, em estilo neoclássico, foi construído no reinado de Luis XV em 1763, também com o motivo nada nobre de se encontrar com sua amante Madame de Pompadour, que, infelizmente, morreu sem ter visto a obra completa.

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Posteriormente foi doado a Marie-Antoinette por seu amado Luis XVI.

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Ela gostava principalmente da atmosfera rural, em contraponto à pompa de Versailles e foi responsável por sua decoração, fazendo questão de impor seu gosto pessoal às tradições vigentes na época.

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Maria Antonieta era tão fascinada por este lugar que mandou seu arquiteto favorito Richard Mique construir um local (Hameau de la Reine) com jardins, residências simples em estilo normando, onde alguns serviçais moravam, e até uma pequena fazenda onde eram produzidos o leite e ovos consumidos pela rainha.

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Uma das atrações do Petit Trianon é seu Jardim Inglês, também mandado construir por Maria Antonieta.

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E sua construção de maior destaque é, sem dúvida, o Templo do Amor, um gazebo em estilo neoclássico que podia ser visto dos aposentos da rainha.

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É uma construção belíssima, realçada pela sua estátua central do Cupido totalmente em mármore.

O Pavilhão Francês, mostrado abaixo, tem este nome porque fica no meio do jardim francês, assim denominado para se diferenciar dos outros jardins, com inspiração nos exemplares ingleses. Era aqui que Luis XV se dirigia para relaxar ou ouvir música após a visita aos jardins.

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Como curiosidade, a Academia Brasileira de Letras, no Rio de Janeiro, foi construída e doada pelo Governo Francês baseado no projeto do Petit Trianon.

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A simetria das árvores nos jardins é algo impressionante, fazendo com que as diversas alamedas sejam verdadeiras obras de arte.

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ONDE COMER?

Há um restaurante e uma lanchonete na área do Palácio, mas preferi comer próximo aos Jardins, onde há duas opções de restaurantes: um mais sofisticado, La Petite Venise e outro mais despojado, La Flotille.

Escolhi este último e pude degustar um levíssimo espaguete ao molho de tomates frescos acompanhado de uma taça de vinho rosé nacional, bien sûr.

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Achei que combinou muito bem com a ocasião.

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HORÁRIO

Palácio: Todos os dias (menos segundas) das 9h às 18h30, última entrada às 18h. Na baixa temporada (novembro a março) das 9h às 17h30, última entrada às 17h. Fecha dia 1 de janeiro, 1 de maio e 25 de dezembro.

Parque e Jardins: Todos os dias das 8h às 20h30 (até 18h na baixa temporada).

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Para aproveitar melhor o passeio, chegue bem cedo. O acesso ao Palácio abre às 9h, mas o  parque e os Jardins podem ser visitados a partir das 8h.

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