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Chapada dos Veadeiros – Trilha dos Saltos no Parque Nacional

15 outubro 2016

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O primeiro passeio que fizemos foi rumar para a vila de São Jorge, distrito de Alto Paraíso, através da GO-239, uma estrada novinha, com ciclovia e paisagens deslumbrantes.

Depois de 30km e pouco mais de 20  minutos chegamos à vila.

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São Jorge nada mais é do que poucas ruas de terra batida, alguns restaurantes e pousadas e comércio pequeno e alternativo. E põe alternativo nisso!

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Não espere encontrar posto de gasolina ou caixas automáticos, mas se é tranquilidade o que você busca, com certeza aqui vai achar.

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A menos de um quilômetro do fim da vila se encontra a portaria do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, cuja entrada é gratuita.

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A entrada no Parque Nacional só é possível entre 8h e 12h e deve-se preencher um formulário com seus dados, além de informar a trilha escolhida.

Dentre as trilhas oferecidas no parque há a Trilha da Seriema, considerada bem fácil, com 800 m de percurso ida e volta e indicada para aqueles que possuem dificuldade de locomoção e crianças. Ao fim da trilha se encontra um riacho, mas apenas na época de cheia fica apto para banho.

Outra trilha é conhecida como Travessia das Sete Quedas – um percurso de 23,5 km de nível muito difícil e que necessita um pernoite em um camping, portanto estava fora dos nosso planos.

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As trilhas mais procuradas, no entanto, são a Trilha dos Saltos e a Trilha dos Cânions.

Como já havia dito, atualmente não é mais necessária a contratação de guia para fazer uma destas duas trilhas, mas precisávamos escolher uma já que não conseguiríamos fazer ambas em um mesmo dia, pois cada uma requer entre 4 e 6 horas para percorrê-la.

Escolhemos a Trilha dos Saltos pela possibilidade de ver o cartão postal da Chapada: o salto de 120 metros (cuja foto pode ser vista no início deste post).

A sinalização das trilhas é feita através de pintura nas pedras e funciona muito bem: para a Trilha dos Saltos, siga as setas amarelas.

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Setas vermelhas indicam o caminho da Trilha dos Cânions e as brancas apontam o trajeto de volta das duas trilhas.

Não se esqueça de levar água, um lanche, protetor solar e repelente de insetos, já que não há local para aquisição destes itens dentro do Parque Nacional.

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São cerca de 4km até o primeiro mirante, justamente o do Salto de 120 metros. Os primeiros 3km são tranquilos, passando por aquele que foi considerado  o maior garimpo de cristal de quartzo da região entre 1912 a 1961, com um declive suave e constante, até que cruzamos uma estrada mais larga.

A partir daí os últimos 800 m são feitos em um declive acentuado, com degraus em pedra e atenção redobrada, principalmente se tiver chovido. A vista ao final compensa todo o esforço, frente à primeira queda do Rio Preto, de 120 metros de altura.

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Depois de alguns minutos apreciando esta belezura, continuamos caminhando e, em 10 minutos chegávamos no Salto de 80 metros do mesmo Rio Preto.

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Neste local pode-se parar para um benvindo mergulho nas águas refrescantes e repletas de peixinhos.

Aproveitamos também para fazer nosso lanche e hidratar, descansando um pouco para a subida de volta.

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A volta se dá por um caminho paralelo à descida e aí você terá o teste mais importante para sua aptidão física, pois serão quase 250 m de aclive até chegarmos outra vez na mesma estrada larga.

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Percorremos esta estrada por 1,5km até alcançarmos a entrada para as corredeiras, onde andamos mais 400 metros sobre uma passarela de madeira.

Para aqueles que possuem deficiência ou mobilidade reduzida, pode-se agendar o ingresso de carro particular 4×4 com pelo menos um dia de antecedência, para que se possa ter acesso às Corredeiras. Mais detalhes neste link.

Mais uma vez o Rio Preto nos presenteia com um panorama belíssimo, com vários pontos para uma massagem relaxante sob as águas.

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As corredeiras são muito bonitas, mas imagino que fiquem exuberantes em época de mais chuvas.

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Infelizmente o nível das águas não estava muito favorável para banhos e depois daquela piscina maravilhosa do Salto de 80m não me animei muito a ficar de molho.

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A volta foi pelo caminho que conhecíamos – andamos quase 3km em menos de uma hora até chegarmos na portaria do Parque Nacional.

Ao final, andamos cerca de 10km com algumas paradas e gastamos pouco mais de 5 horas, percorrendo tudo com tranquilidade.

A Trilha dos Cânions tem extensão um pouco maior – 11km – mas parece ser menos extenuante, já que o declive total (que na Trilha dos Saltos chega a 300 metros) é bem menos acentuado.

INFO

Horário do Parque Nacional: aberto todos os dias das 8h às 17h, com entrada até o meio dia. Durante os meses da temporada seca (de maio a outubro) fecha às segundas.

Ingresso: Gratuito. Não é necessária a contratação de guia para as trilhas dos Saltos e dos Cânions. Para a Travessia das Sete Quedas, trilha de 23,5km que dura dois dias e inclui um pernoite em um camping, é necessária autorização do Parque e a contratação de um guia.

Nível de dificuldade da Trilha:   Saltos – pesada; Corredeiras – fácil.

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