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Europa 2016 – Suíça – Zurique

23 novembro 2016

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Zurique é a maior cidade da Suíça, mas mesmo assim pode ser considerada pequena em comparação com outras cidades européias, tendo menos de 500 mil habitantes, o que a deixa deliciosamente compacta.

Mesmo não sendo uma das mais bonitas do país, tem lá seu charme, sendo cortada pelo Rio Limmat, com suas águas verde esmeralda e com o lago Zurich a seus pés, além de parques, museus e a típica e eficiente organização suíça. Claro que há um preço a pagar por tudo isso – em média o custo de vida do turista aqui (falo de alimentação, transporte e hospedagem) é o dobro dos países vizinhos.

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Chegamos ao belo e organizado aeroporto da cidade e a primeira providência foi comprar um passe diário de transporte que cobria as zonas 110 e 121 por CHF 13,20 (equivalente a R$40, cotação de out/16). Deste modo poderíamos sair do aeroporto de trem até a estação Central (Hauptbahnhof) e de lá tomar o bonde 4 até o Ibis Zurich West.

O passe pode ser adquirido nas máquinas da SBB (companhia de trens suíços) no Aeroporto ou na Hauptbahnhof ou mesmo no SBB Travel Centre do Aeroporto.

Escolhi este hotel por duas razões: o preço estava bem razoável (para a Suíça) e a localização favorecia os deslocamentos, além de ficar bem próximo à loja da Hertz onde pegaríamos o carro no dia seguinte. Contou pontos também o fato de que os quartos do Ibis seguem o mesmo padrão no mundo inteiro.

O bairro de Escher Wyss, onde fica o hotel, era uma antiga área de fábricas que foi revitalizada e agora é um dos preferidos dos hipsters suíços, principalmente no Viadukt, um mercado com bares e lanchonetes que fica literalmente embaixo de um viaduto.

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Depois de deixar as malas (e como tínhamos o passe) voltamos até a região da Hauptbahnhof iniciar a caminhada turística. Andamos até a margem do Limmat e percorremos algumas ruelas até chegar na St. Peterskirche, a mais antiga igreja da cidade (foto abaixo à esquerda).

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Construída onde havia um templo dedicado a Júpiter, possui o maior relógio de toda a Europa, com quase 9 metros de diâmetro.

Subimos também até o parque Lindenhof de onde se tem uma linda vista da cidade e do Rio Limmat.

De lá se tem uma ótima visão da Grossmunster (na foto à direita), uma das mais importantes igrejas protestantes da cidade, fundada por ninguém menos que Carlos Magno (segundo dizem).

O tempo estava gradualmente melhorando e a névoa da manhã deu lugar a um belo dia de sol. Aproveitamos para fazer um passeio até Rigiblick, um dos montes que circundam a cidade. Este passeio está totalmente coberto pelo nosso passe de transporte.

Para chegar até lá, tome o bonde n°9 na região de Bellevue, próxima ao lago.

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O passe também dava direito ao acesso gratuito ao funicular, que ascende cerca de 100 metros até a estação de Rigiblick onde se encontram algumas casas (o panorama da sala deve ser incrível!) e várias trilhas e caminhos arborizados.

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É um lindo passeio, especialmente com tempo aberto e havia algumas famílias aproveitando o domingo de sol.

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Este funicular começou a operar no início do século 20 e sofreu duas reformas, nas décadas de 50 e 70, quando sua extensão foi acrescida de 80 metros de trilhos.

A subida dura menos de 5 minutos e é bastante tranquila.

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Voltamos no mesmo bonde n°9 até o Opernhaus Zurich, que fica ao lago do lago, em uma praça repleta de visitantes e turistas.

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Também incluídos no passe diário estão os barcos que fazem o transporte no Rio Limmat e no Lago Zurich, que servem perfeitamente como um passeio turístico, mostrando facetas da cidade por outros ângulos.

Os trechos fluviais só estão disponíveis de abril a outubro. Neste período, o ponto inicial fica ao lado do Museu Nacional Suíço (Schweizerisches Nationalmuseum) perto da Hauptbahnhof.

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Durante o inverno, os barcos fazem apenas o trecho lacustre.

Os barcos são bem confortáveis e a viagem é tranquila, sem balanços. Como é um passeio bem agradável, é bastante procurado por moradores e turistas, por isso tente pegar o barco no ponto inicial que, na época do inverno muda para a Bürkliplatz.

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Tomamos o barco nesta estação e fomos até o Zurichhorn, um dos mais belos e populares parques da cidade. Preste atenção nos horários dos barcos (tem um cartaz em cada estação) para não ficar sem transporte!

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O parque tem esculturas, piscina pública (aberta apenas no verão, claro!), um jardim chinês (na foto acima e que, infelizmente, estava fechado) e muita área verde para suportar a quantidade de visitantes. Atrações não faltam!

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Uma das mais famosas esculturas é Heureka de Jean Tinguely (foto abaixo à esquerda), um pintor e escultor suíço, mais conhecido por suas obras de metamecânica (esculturas que se utilizam de movimentos, também chamado de “arte cinética”).

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Esta escultura é “ligada” a cada hora, mas apenas nos meses de verão – infelizmente este show havia encerrado justamente no dia anterior à nossa visita.

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Naquele dia específico (e também duas semanas depois quando voltamos à Zurich) o dia estava fantástico e proporcionou várias fotos do lindo por-do-sol.

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Para o jantar, percorremos a Niederdorfstrasse, paralela à margem esquerda do Rio Limmat, tentando achar algo que não fosse tão extorsivo.

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Esta região tem uma variedade bem grande de lojas, bares e restaurantes, incluindo o famoso Cabaret Voltaire, berço do dadaísmo.

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Acabamos parando na simpática Spaghetti Factory, que tinha pratos de massa por meros 18 CHF (lembrando que o franco suíço tinha quase a mesma cotação do dólar em outubro de 2016).

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O meu prato era o Spaghetti Vermont, com bacon, cogumelos e ervas. Estava sensacional!

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Também paramos na Confeitaria Sprüngli, uma das mais famosas da cidade e parceira da Lindt na produção dos doces mais gostosos do país. Infelizmente os preços estavam proibitivos para os bolsos tupiniquins.

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Apesar de não ser a cidade mais bonita da Suíça (na minha humilde opinião, esta honra vai para a capital Berna), Zurich ainda tem muito a oferecer ao turista, embora com preços um pouco inflacionados, como todo o país.

Se você tiver tempo e pretender visitar muitos museus, vale a pena investir alguns francos na ZurichCard, que incluem alguns dos melhores museus da cidade além do transporte (trem, bonde, ônibus, barco e alguns cable cars). Veja os preços e as condições aqui.

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One Comment leave one →
  1. Marco permalink
    24 novembro 2016 6:09 am

    Estive em Zurique na mesma época e o Chinse Garden estava aberto, porém com o preço reduzido para 1 terço (ou menos até, não me lembro agora), devido a uma grande obra que estava acontecendo na parte interna/central dele. É possível ver em sua própria foto que há uma senhora pedindo informação ou mesmo comprando o ingresso com um atendente. Infelizmente faltava pouco menos de 40 minutos para o fechamento do parque, e, somando a tal obra que provavelmente iria diminuir a beleza do mesmo, o interesse de entrar foi embora com o por do sol.
    Obs: Há um erro acontecendo com o blog na visualização pelo google chrome. Sempre que há duas fotos lado a lado, a primeira linha do texto seguinte fica entre as duas fotos. Como o espaço é bem pequeno, fica bem complicado de ler.

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