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Europa 2016 – Itália – Milão, parte 2

27 fevereiro 2017

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No dia seguinte começamos nosso passeio indo até a região do Parque Sempione.

Desta vez compramos o biglietto de 24 ore por €4,50, que dá direito ao transporte em metrô, ônibus e trams pelo dia inteiro.

Descemos na estação de Lanza (linha verde) e percorremos a Via Pontaccio até chegarmos na Pinacoteca di Brera, que fica no Palácio Histórico de Brera, que foi construido pelos jesuítas em 1764 e em cujo complexo se encontram a Academia de Belas Artes, a Biblioteca Braidense e o Jardim Botânico.

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dsc06819Também é a sede do Observatório astronômico di Brera, que foi nossa primeira parada. Aqui se encontram diversos instrumentos utilizados na observação e análises de corpos celestes.

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Foi aqui que, em 1877, o cientista italiano Giovanni Schiaparelli descobriu os canais de Marte .

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Infelizmente, desde 1920 a seção de observação propriamente dita foi trasladada para a cidade de Merate.

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O Jardim Botânico, ao lado do Observatório, contem algumas espécies e mudas de diversas partes do mundo, mas não tem aquela exuberância esperada, só valendo mesmo como um passeio ao ar livre, antes de irmos para nosso destino principal.

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Situado no primeiro andar do Palácio di Brera, a Pinacoteca abriga uma das mais importantes coleções de arte da Itália e, diferente de outros museus, seu acervo não foi construído com coleções privadas, mas sim do Governo.

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Idealizada pela imperatriz Maria Teresa da Áustria, aberta ao público em 1809 e transformada em museu graças a Napoleão Bonaparte, tem em seu acervo importantes artistas italianos como Rafaello, Tintoretto e Bellini.

Dentre as obras mais importantes está a  Cena in Emmaus, do artista local Caravaggio (procure pelo seu nome verdadeiro: Michelangelo Merisi), datada de 1605.

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Um dos quadros que mais me impressionou foi L’ Adorazione dei Magi , pintado pelo italiano Lorenzo Costa em 1499.

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A Pinacoteca fica aberta todos os dias das 8:30 às 19:15 (quintas até as 22:15).

Ingresso a €10 (às quintas, a partir das 18:00 o ingresso custa €2; na terceira quinta do mês paga-se €3 com direito a um concerto de jovens músicos; no primeiro domingo de cada mês o acesso é gratuito).


Resolvemos almoçar pelo simpático bairro de Brera, outrora reduto de artistas e prostitutas. Comemos um hambúrguer em um dos restaurantes que encontramos pelo caminho.

Depois do almoço seguimos a pé até o Castelo Sforzesco. Construído como um forte no início do século 14, foi destruído por diversas vezes até a sua forma final, capitaneada pelo então Duque de Milão, Francesco Sforza, no século 15.

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Em uma de suas últimas reformas, em 1905 foi inaugurada a Torre do Filarete (que pode ser vista na foto abaixo), em homenagem ao Rei Umberto I da Itália.

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Hoje em dia o Castelo abriga várias galerias de arte e museus diversos como a Pinacoteca del Castelo Sforzesco, o Museu de Instrumentos Musicais, o Museu Egípcio e o Museu de Rondanini Pietà, este último abriga a última escultura feita (e inacabada) por Michelangelo.

A escultura, chamada de Pietà Rondanini, foi trabalhada por Michelangelo nos seus últimos anos de vida, e retoma o tema da Virgem Maria diante da morte de Jesus Cristo.

Infelizmente este foi o único museu que tivemos tempo de visitar e continuamos a explorar o local, que costuma ser palco de eventos importantes como a Semana de Moda de Milão.

Logo estávamos no Parco del Sempione, que foi criado no começo do século passado, fazendo um belo complemento ao Castelo, além de possuir em sua área um Aquário, um estádio de esportes e o Arco de Napoleão.

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Também chamado de Arco della Pace, foi recentemente renovado. Feito de mármore e com carruagens em seu topo, o monumento celebra as vitórias de Napoleão Bonaparte.

Claro que não se compara ao seu irmão parisiense, mas faz um belo conjunto com o Castelo e os jardins.

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dsc06834 Tomamos um bonde próximo ao Arco e descemos nas proximidades da Piazza del Duomo.

Depois de tanto caminhar nada melhor que um gelato italiano. Um dos melhores exemplares da cidade fica ali nas imediações e tem o nome singelo de GROM. Não poderia ser mais recomendado!

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Seguimos então para finalmente visitar o interior do Duomo, entrando na fila que normalmente é bem grande. Há diversos tipos de combo, incluindo visitas à área arqueológica e ao topo da Catedral, mas preferimos comprar o ticket que dava direito apenas ao interior (custa €2 ).dsc06851dsc06840

Seu interior é belíssimo (mesmo só possuindo a fraca iluminação externa que é filtrada por seus belos vitrais), rivalizando com o seu exterior formado por placas de mármore branco e rosa vindos da cidade de Candoglia, à beira do Lago Maggiore.

Contendo centenas de estátuas góticas e pilares enormes, é uma festa para os olhos e pode-se ficar vários minutos admirando os detalhes arquitetônicos. Seu altar também é de uma beleza impressionante!

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O Duomo pode ser visitado todos os dias das 8 às 19h (a área arqueológica e o terrazze abrem às 9h).

Lembrando que as vendas terminas uma hora antes do horário de fechamento.

Vejam todas as possibilidades de visitas neste link.

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Não podíamos sair da cidade sem experimentar a famosa happy hour milanesa.

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A história é a seguinte: pelo preço de um drink, refrigerante, cerveja ou uma taça de vinho (com preços variando entre €8 e €10) leva-se inteiramente grátis várias idas ao buffet de pratos (quente e frios).

A região mais indicada para um passeio noturno é Navigli, que fica ao sul da cidade, nos arredores da estação de metrô Porta Gênova (linha verde).

O cardápio (e a qualidade dos petiscos) varia de bar para bar e vale a pena dar uma olhada antes de decidir onde fincar âncora. O nosso escolhido tinha preços e comidas honestas, mas sem muito brilho, queijos diversos, frios, muitas saladas, pães e alguns pratos quentes.

Pedi uma taça de um Pinot Grigio (€9) e ficamos petiscando e observando o movimento daquela noite agradável. Belo programa!

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Em resumo, como havia falado, nossa estada em Milão foi plenamente satisfatória, com o equilíbrio perfeito de opções culturais e gastronômicas, afinal de contas estamos na Itália. Precisa mais?

Não deixe que te convençam a descartar a cidade do seu plano e dedique ao menos dois dias inteiros para sua visita.

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