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Fim de semana – Florianópolis – sábado

26 março 2017


Depois de algum tempo, consegui retomar o projeto de fim de semana voltando à bela capital de Santa Catarina após 15 anos da primeira visita. Embarcamos em um voo direto do Galeão, levando apenas 1h20 para chegar ao destino final.

Desta vez tivemos a companhia de um amigo nascido lá, que fez questão de nos ciceronear pelos recantos mais bonitos da ilha (Thanks!). Por conta do transporte público deficiente e de sua extensão – a ilha de Santa Catarina é a maior ilha marítima do Brasil – é fundamental alugar um carro para poder aproveitar melhor os passeios.

Ficamos hospedados no Ibis Florianópolis, bem no centro. Pelas razões expostas acima, deve-se optar por um hotel central por uma questão de logística.

Chegamos em uma sexta feira à noite e nossa primeira parada foi no agitado e compacto Mercado Municipal, repleto de boxes vendendo quitutes variados, com destaque para os frutos do mar. Os preços, principalmente os do tradicional Box 32, são um pouco salgados. As fotos, pelo menos, eram gratuitas…

Nosso anfitrião decidiu então nos levar ao Galeto da Mamma, que ficava no continente, no bairro de Coqueiros. Além da famosa sopa de capeletti e do galeto primo canto, havia vários tipos de massa (muito cozidas e com molho sem inspiração) e uma deliciosa polenta frita, que foi o ponto alto da noite.

No dia seguinte acordamos com o sol na janela e começamos a explorar a ilha pela parte sul, onde ficam as praias consideradas as mais bonitas da cidade, por serem mais selvagens e cercadas de natureza.

Um dos problemas de Florianópolis são suas estradas, normalmente de mão dupla e que não comportam o trânsito intenso em fins de semana e feriados. Engarrafamentos são bastante comuns, principalmente na direção das praias mais procuradas, portanto coloque uma dose extra de paciência na mala ou venha depois do Carnaval, quando se inicia a baixa estação e o fluxo de turistas cai.

A nossa primeira parada foi no Morro das Pedras, para uma visita à Casa de Retiro Vila Fátima, inaugurada em 1956 e local onde também funciona um hotel (e cuja arquitetura deu o nome ao morro). Sua construção teve contribuição de pedreiros filhos de imigrantes italianos vindos de Nova Trento e foram utilizadas pedras do próprio morro.

De seu mirante pode-se avistar toda a extensão da Praia da Armação, local que iríamos visitar mais tarde.

Passamos antes pela Lagoa do Peri, a segunda maior da ilha, embora seja a maior lagoa totalmente de água doce do estado. Sua profundidade chega a 11 metros, mas a “praia” fica restrita a uma área bem rasa.

Refúgio dos amantes dos esportes náuticos, também visitam o local famílias com crianças, que se aproveitam de suas águas calmas, agradáveis e próprias para o banho.

Durante a temporada de verão (dezembro a março) podem ser alugados pedalinhos,  stand-up paddle e caiaque. Diversão garantida!

Além dos banhos e esportes náuticos, pode-se fazer caminhadas pela Reserva Biológica em trilhas que levam a cachoeiras e antigos engenhos coloniais, podendo contar com o auxílio de guias.

Outra atração local é o Projeto Lontra, um criadouro científico destes animais, cuja visita deve ser agendada previamente.

No local há uma pequena lanchonete e um parquinho infantil. A maioria das pessoas prefere mesmo fazer um piquenique.

Seguimos então na direção da Praia da Armação, que se desenvolveu a partir de uma vila de pescadores. Sua simpática igrejinha fica em frente à praia.

A praia, de água calmas, perde um pouco do encanto por ser também “estacionamento” dos inúmeros barcos pesqueiros, mas há quem aprecie não ter que dividir a areia com uma multidão.

Preferimos fazer uma pequena trilha até a Praia de Matadeiros, logo adiante. O início da trilha fica ao final da ponte mostrada abaixo.

Cerca de 5 minutos depois já conseguimos avistar uma linda praia, sem dúvida uma das mais bonitas da ilha.

Com uma boa extensão, ondas pequenas, areia firme, águas límpidas e frequência eclética, a praia é um convite à contemplação. Se a temperatura estivesse um tantinho mais quente eu teria me arriscado a tomar um banho.

Ao invés disso, ficamos admirando a paisagem no barzinho local que tinha uma trilha sonora bem descolada.

Voltamos ao carro na direção da Lagoa da Conceição, ponto central do agito da ilha, principalmente à noite.

De dia, o local é povoado por esportistas, turistas em busca de um passeio pela lagoa e pessoas indo para um almoço em um de seus vários restaurantes. Fiquem avisados de que alguns deles são bem medianos, por isso faça uma pesquisa completa antes de parar em algum lugar para comer.

Digo isto porque aconteceu de pararmos em um restaurante chamado Maria Farinha que à primeira vista nos pareceu interessante, além de oferecer uma sequencia de camarão a preços razoáveis (R$99 para 3 pessoas!) para Florianópolis.

O que pensávamos ser um banquete se resumiu a um bolinho de peixe para cada um, alguns camarões à milanesa servidos com arroz, e filés de peixe grelhado, que estavam com um aspecto nada atraente. Fujam!

Conseguimos nos vingar na sobremesa: depois de alguma pesquisa básica na Internet, encontramos a Max Gelateria, super bem cotada e a menos de 1km de onde estávamos.

E que acerto: com cremosidade absurda  e sabores bem marcados, foi um dos melhores sorvetes que havia provado nos últimos tempos. Escolhi uma casquinha deliciosa com borda de chocolate e recheei com uma bola de chocolate com laranja e outra de cheesecake de frutas vermelhas. Sensacional!

Seguimos para a famosa Praia de Joaquina, passando antes pelas dunas, que servem para dar um toque diferente à paisagem e para o aluguel de sandboards.

Joaquina estava fervendo e foi difícil conseguir lugar para estacionar, isto porque estávamos no começo da baixa estação e o sol do meio da tarde não estava tão forte assim. Imaginem no verão!

Para quem não sabe, esta é uma das praias mais procuradas pelos surfistas da ilha.

Ainda na direção norte, paramos na Barra da Lagoa, uma praia de águas calmas e mornas.

Inicialmente uma pequena vila de pescadores, gradualmente ganhou casas de veraneio que fizeram o local tomar vulto e até se tornar independente do distrito da Lagoa da Conceição em 1995.

Ao lado da praia fica um canal que liga a Lagoa da Conceição ao mar (foto ao lado) – na época certa este canal tem águas esverdeadas formando um lindo complemento à praia, mas não tivemos esta sorte, ou talvez o sol não estivesse forte o suficiente.

Atravessando uma ponte há um caminho que passa inicialmente por várias casas de pescadores transformadas em pousadas alternativas que atraem turistas de várias partes do Brasil e do mundo.

Logo depois começa a trilha propriamente dita, que leva até às piscinas naturais em cerca de 15 minutos de caminhada e alguns aclives.

A maré estava alta, por isso não pudemos visualizar as piscinas naturais em seu esplendor. Só valeu mesmo pelo exercício físico.

Ainda seguimos até a Praia dos Ingleses mas não paramos, já que queríamos ver o por do sol em Santo Antônio de Lisboa.

Santo Antonio é uma belezura, com excesso de charme e tranquilidade. Um dos bairros mais antigos da cidade, é um reduto da colonização açoriana, com arquitetura típica bem preservada.

Desenvolvido em torno da Igreja de Nossa Senhora das Necessidades, fundada entre 1750 e 1756, recebeu inúmeros imigrantes e também se destacou como uma colônia pesqueira.

Não conseguimos entrar, mas o interior da Igreja possui vários objetos de arte da época barroca.

Também é uma tentação no quesito gastronomia, com vários restaurantes especializados em pratos de frutos do mar, além de food trucks de churros e barraquinhas vendendo deliciosos pavês de leite ninho com trufa de chocolate!

Resolvemos voltar à noite para jantar neste bairro adorável. Ficamos divididos entre dois restaurantes, mas acabamos nos decidindo pelo ótimo Marisqueira Sintra, que fica em frente ao mar.

Fizemos uma reserva (aconselhamos a fazer o mesmo!) e chegamos um pouco mais cedo, podendo apreciar o ritmo do local com a gostosa brisa marinha da noite.

Vejam como  a arquitetura típica fica  mais deslumbrante à noite e com a devida iluminação! A igreja estava ainda mais bonita, se é que isto é possível.

O restaurante é propriedade de um português nascido em Sintra que se casou com uma mato-grossense.  Possui também mesas na parte de fora, ao pé da areia, para aqueles dias mais frescos.

Preferimos ficar na parte de dentro, mas havia um grupo grande nas mesas ao lado que fazia um barulho acima do razoável. Ficamos mesmo assim, demonstrando nossa indignação, mas eles estavam muito absortos em suas conversas paralelas e não nos deram atenção. Foi o único senão da noite…

Os pratos de bacalhau são a pedida mais frequente da casa e não fugimos do script.

Meu amigo pediu uma posta de bacalhau  com batatas e amêndoas que parecia (e estava, depois soubemos) irresistível.

Fui de bacalhau desfiado com ovos, cebola e presunto de parma, irrepreensível. Pedimos uma garrafa de vinho branco português que casou perfeitamente com os pratos.

E de sobremesa, nada mais nada menos que baba de camelo: doce de leite batido com ovos e um toque de amêndoas. Juro que fiquei tentado a repetir!

Andamos pelo bairro mais um pouco para fazer a digestão, observando a oferta de restaurantes diversos, com música ao vivo ou sem, familiares e para grupos, tudo de forma ordeira, formando um espaço bastante democrático.

Sem dúvida se tornou meu local preferido na ilha.

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