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Roma 2017 – Circuito clássico

25 abril 2017



Saindo da estação central Termini, na região com maior concentração de hotéis da cidade, pode-se percorrer as principais atrações de Roma em um percurso que até consegue ser feito em um dia só, mas que pode (e deve) durar mais tempo.

Descendo a Via Cavour, em três quadras já encontramos uma das quatro basílicas da cidade: a de Santa Maria Maggiore, cuja construção se iniciou no ano de 432.  As outras são a Basílica de São Pedro, a de São Paulo fora da Muralha e a de São João de Latrão (San Giovanni in Laterano).

Apesar de se encontrar em território italiano, o terreno pertence ao Vaticano.

Logo em frente, um dos vários obeliscos (Obelisco Esquilino) que serão encontrados em outras atrações.


Continuando pelo agradável bairro de Monti, local de vários restaurantes bons e baratos, chega-se à Via dei Colossei – olhando para a esquerda você verá o próprio, belo e faceiro, tomando toda a visão.

Ao lado do Coliseu fica o Foro Romano que pode (e deve) ser visitado de uma tacada só.

Estas atrações serão destacadas em um post futuro.


Seguindo pela Via dei Fori Imperiale, chega-se ao ponto turístico mais polêmico da cidade: o monumento a Vittorio Emanuele II. Os romanos odeiam esta construção, jocosamente chamada de “Bolo de Noiva”. Minha humilde opinião: o monumento é imponente, harmônico e bonito pra caramba!

Primeiro Rei da Itália Unificada, Vittorio Emanuele II faleceu em 1878 e seus restos mortais se encontram no Panteão.

Este monumento todo em mármore branco foi inaugurado em 1911 e completado em 1925. Possui bela vista da cidade do alto de suas escadarias e o Museu da Itália Unificada em sua base.

Ao lado do monumento, subindo uma escadaria com 124 degraus fica a Basílica de Santa Maria in Aracoeli, uma das mais queridas pelos católicos por possuir uma imagem de madeira do Menino Jesus com propriedades miraculosas, segundo se acredita. Na verdade, ali se encontra uma réplica, pois a original foi roubada em 1994.


De costas para o monumento você estará de frente para a Piazza Venezia e a Via Candotti, que será o fio condutor para as próximas atrações.

Dobrando à esquerda na Via Lata, chegamos à Igreja Santa Maria Sopra Minerva, que possui mais um dos obeliscos, este um dos mais conhecidos pelo fato de ter um elefante em sua base. A estrutura da Igreja foi construida sobre as ruínas de um antigo templo em homenagem à deusa Minerva, daí seu nome. Sua construção levou mais de 100 anos, terminando em 1370.

Este Obelisco della Minerva é mais uma obra do onipresente e espetacular escultor italiano Bernini – na verdade ele apenas é o responsável pelo projeto, a construção foi provavelmente feita por seu assistente em 1667.


Quase ao lado fica uma das construções mais bonitas da cidade na minha opinião, e o mais bem preservado monumento romano: o Panteão.

Inicialmente construído para ser o “Templo de todos os deuses”, significado do seu nome, no ano de 609 foi transformado em uma Igreja, o que provavelmente o salvou da destruição durante a Idade Média. Ainda hoje permanece sendo uma Igreja dedicada a Santa Maria dos Mártires, embora todos só se refiram a ele pelo seu nome original.

Sua construção é cercada de mistério, mas tudo leva a crer que foi obra de Agrippa, que era braço direito do Imperador Augusto no ano de 27 A.C. (A inscrição “M•AGRIPPA•L•F•COS•TERTIUM•FECIT” significa “foi construido por Marcus Agrippa no seu terceiro consulado“).

Foi destruído no grande incêndio do ano de 80 D.C., reconstruído pelo Imperador Domiciano e outra vez destruído por um raio em 100 D.C. .

Sua forma atual é obra do Imperador Adriano, por volta do ano 120 D.C. que manteve a inscrição como a única peça do Panteão original. Permanece sendo uma das poucas estruturas em tamanho e idade a sobreviver à ação do tempo, gravidade e guerras.

A parte mais fascinante desta construção é o domo, que possui 44 metros de diâmetro e um buraco no topo, único responsável pela iluminação interna do monumento. Até hoje ele é o maior domo sem sustentação do mundo. Some-se a isto o fato de  que a distância do piso até o topo do domo é a mesma de seu diâmetro e a ideia de proporcionalidade ganha uma nova dimensão.

Em frente ao Panteão fica a fonte de mesmo nome, datada de 1575.


Voltando um pouco, pela pode-se chegar à Piazza Navona, uma das mais frequentadas da cidade e sede da Embaixada Brasileira.

A Piazza Navona foi construída onde ficava o Estádio de Domiciano, no  primeiro século A.C., por isso seu formato.

No centro da praça fica a belíssima Fontana dei Quattro Fiumi (“Fonte dos quatro rios”). Dou um doce para quem adivinhar quem foi o artista responsável por esta obra…


Voltando para a Via Candotti, à direita, é só seguir a multidão, dobrando na Via delle Muratte e você estará frente a frente com um dos monumentos mais bonitos de Roma: a Fontana di Trevi, ainda mais deslumbrante depois da reforma.

Recebeu este nome pois ficava no entroncamento de três estradas (tre vie, em italiano) que marcava o fim de uma rede de aquedutos responsáveis pelo abastecimento da cidade. Levou 30 anos para ser construída, ficando pronta em 1762, em um local onde já existia uma queda d’água.

O hábito de atirar uma moeda de costas, segundo a superstição, garante que você voltará mais uma vez à Cidade Eterna.

Afanar uma das várias moedas, que são coletadas e doadas para instituições de caridade de tempos em tempos dá cadeia!


Seguindo pela Via di Propaganda, alcançamos a Piazza di Spagna, uma das mais movimentadas e belas, com sua escadaria e a Igreja Trinitá dei Monti ao alto (e mais um obelisco para a sua conta!).

O engraçado é que até o Século 17 esta praça era conhecida como Piazza di Francia. Acabou ficando com o nome atual devido à Embaixada Espanhola que tem sua sede ali.

A Piazza é repleta de locais interessantes:

  • No centro dela fica mais uma obra de Bernini: a Fontana della Barcaccia.
  • De um lado da escadaria fica a casa onde viveu John Keats, hoje transformada em museu.
  • No alto se encontra a Igreja Trinitá dei Monti cuja construção terminou em 1585.
  • Em frente à Igreja fica o Obelisco Sallustiano, construído à moda egípcia em 1789 com hieróglifos copiados do obelisco que fica na Piazza dei Popolo.

O seu traço mais imponente é, sem dúvida, a escadaria barroca de 135 degraus  inaugurada em 1725.

Construída por 2 artistas italianos, foi projetada com alguns terraços-jardim e restaurada em 1995.

Bem próximo à praça fica a Via dei Condotti, uma das principais da cidade quando se fala em compras de artigos de luxo, principalmente roupas.


Ainda na direção norte, pela Via del Babuino, chega-se à Piazza del Popolo com a Basilica Parrochiale Santa Maria del Popolo (foto abaixo)

…e as quase gêmeas Santa Maria dei Miracoli e Santa Maria in Montesanto, embora existam diferenças entre as duas, tanto externa como internamente.

A chamada Praça do Povo já foi um local de execuções, a última ocorreu em 1826 e era a primeira visão que os viajantes tinham de Roma, entrando pela chamada Porta Flamínia (hoje Porta del Popolo).

A Basilica Parrochiale Santa Maria del Popolo, apesar de externamente ser pouco atraente, possui diversas obras de arte em seu interior, notadamente esta tela de Caravaggio mostrada na foto ao lado, mas também peças de Rafael e Bernini.

Procure por ela no canto esquerdo da igreja: como não fica iluminada todo o tempo, pode passar despercebida.

Na dúvida, procure uma pequena multidão: não tem erro!


Se ainda tiver tempo para visitar o Vaticano, é só seguir pela Via di Ripetta e dobrando na direção do rio. Provavelmente você logo verá, na outra margem, o imponente Castel Sant’ Angelo.

Também conhecido como o Mausoléu de Adriano (motivo pelo qual foi construído em 123 D.C.) , o castelo já foi um posto militar fortificado, residência de papas e até uma prisão. Atualmente fica ali o Museu Nacional do Castelo de Sant’Angelo.

Se puder, atravesse o Rio Tibre pela Ponte de Sant’Angelo, que possui 12 estátuas do Bernini representando a Paixão de Cristo e foi construída pelo Imperador Adriano no ano 199 D.C..


Finalmente chegamos ao Vaticano e à majestosa Basílica de San Pedro, a maior igreja do mundo, ícone de arquitetura renascentista e um dos locais mais visitados pelos católicos. Sua construção se iniciou em 1506 e terminou em 1626 com o Papa Paulo V, no local onde antes se situava uma antiga Igreja datada do século 4 D.C..

Algumas curiosidades:

  • Não é propriamente uma Catedral pois não é sede do Bispo de Roma (que na verdade fica na Catedral de São João de Latrão).
  • Local onde ficam os restos mortais de Pedro (apóstolo de Cristo e o primeiro Papa), abriga também o túmulo de vários outros Papas.
  • A Basílica e a Praça de São Pedro chegam a atrair cerca de 100.000 fiéis durante as missas e pronunciamentos papais.

O Estado do Vaticano, um enclave dentro da cidade de Roma, é o menor país do mundo, tanto em área (44 ha) quanto em população (cerca de 1.000 habitantes) e tem sua principal fonte de renda no turismo (tickets para museus e venda de souvenirs), venda de selos e publicações diversas.

Além da Basílica, os Museus do Vaticano e a Capela Sistina também atraem grande numero de visitantes pela enorme quantidade de obras de arte, dentre as mais famosas no mundo.


Este circuito abrangente tem a vantagem de poder ser feito em um ou mais dias, dependendo da sua disposição e do seu interesse em cada uma das atrações. Claro que, quanto mais dias você tiver, melhor será a sua experiência como um todo.

Minha sugestão é que o Coliseu e o Foro Romano sejam visitados em um dia separado dos outros por requerer mais tempo para sua adequada apreciação. Por conta disto, estas duas atrações serão esmiuçadas em outro post.

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