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Roma 2017 – Coliseu, Foro Romano e Palatino

4 julho 2017

O Coliseo di Roma é uma das atrações superlativas da cidade e merece uma visita mais detalhada, feita de modo mais contemplativo, especialmente porque ao adquirir o ingresso (válido por dois dias) para esta atração você também tem acesso ao Foro Romano e ao Monte Palatino. Reserve pelo menos um dia para uma visita completa!

Falaremos sobre estas duas atrações mais tarde.

Aqui abaixo, você tem um mapa da região para poder se localizar melhor.

benevale.com


COLISEO


A construção do Coliseu foi iniciada pelo imperador Vespasiano no ano de 72 D.C. e terminou oito anos depois, já sob o mandato de Tito, que decretou 100 dias de jogos brutais como comemoração (o que custou a vida de centenas de gladiadores!).

Aqui ocorriam embates (com entrada franca!) entre gladiadores ou entre estes e alguns animais selvagens (principalmente leões) que faziam a alegria dos espectadores, cujo número podia alcançar 50 mil em sua lotação máxima.

No ano de 404 o Imperador Flávio Honório proibiu esta carnificina e o estádio passou a ter outros usos, servindo até de fortaleza para o clã dos Frangipane no século 11!

Algumas curiosidades e fatos:

1. Com 188 metros de comprimento, 156 metros de largura e 57 metros de altura, na época de sua inauguração era o maior anfiteatro da cidade. Apesar disto, seu nome não foi dado em homenagem ao seu tamanho, mas sim pelo fato do Colosso di Nerone (estátua gigante do imperador romano Nero) se encontrar logo ali ao lado.

2. Na Sexta Feira Santa o Papa normalmente conduz a Via Sacra no Coliseu.

3. A construção possui 80 arcos o que permitia aos espectadores uma entrada rápida no estádio. Vários estilos de coluna foram usados na sua construção: as dóricas ficavam no térreo, as jônicas no primeiro andar e as coríntias no segundo.

4. O seu interior é dividido em 3 áreas principais: a arena, a cavea e o pódio.

A arena tinha um piso de madeira coberto de areia, que permitia que o sangue dos combatentes não escorresse e eles não escorregassem (o show não pode parar!).

Nas batalhas os animais ficavam no hypogeum, abaixo do piso da arena e eram suspensos por cerca de 80 elevadores puxados por guinchos.

A cavea era o local onde o público se sentava e também era dividido em diferentes áreas, sendo as mais próximas da arena reservadas para magistrados e oficiais mais graduados. A plebe rude, obviamente, ficava na parte superior. E, por último, as mulheres ocupavam os piores lugares do local.

O pódio, como o nome diz, era uma área plana em frente às cadeiras, com visão privilegiada dos combates, reservado para o público mais seleto: senadores e imperadores.

O nível superior e o hypogeum só são abertos para visitas guiadas que devem ser agendadas previamente e custam 9 adicionais.

 

Com a queda do Império Romano, no século 5, o local foi abandonado e várias de suas placas de mármore foram surrupiadas dali para adornar outros palácios da cidade, como o Palazzo Barberini e até a Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Logo ao lado, o Arco de Constantino é o mais moderno arco do triunfo de Roma, erguido no ano de 315 D.C. para celebrar a vitória deste imperador na Batalha da Ponte Mílvia.

Com 21 metros de altura por 25 metros de largura, é um dos monumentos mais fotografados da cidade, por sua localização estratégica.

A visita ao Coliseu pode durar uma hora ou o dia inteiro, tudo depende do seu grau de interesse na história do lugar.

E não se esqueça que você terá, inteiramente grátis, a possibilidade de visitar estas duas outras atrações abaixo, que ficam coladinhas ao Coliseu. Se estiver muito cansado(a) pode deixar para o dia seguinte: o ingresso é válido por dois dias!


FORO ROMANO


O Foro Romano é uma praça retangular ao lado do Coliseu, onde se encontram várias ruínas das construções mais importantes de Roma.

Centro nevrálgico da cidade, era aqui que aconteciam os discursos, julgamentos criminais, o núcleo do comércio e até as marchas triunfais que seguiam a Via Sacra – principal artéria do lugar, que começa no Monte Capitolino, passa por alguns dos mais famosos templos locais e acaba no Coliseu.

Apesar de haver algumas placas em frente a cada uma das ruínas, a quantidade de informação é insuficiente para se ter uma ideia do que foi o lugar. Por isso uma pesquisa anterior à visita vai ajudar muito!

Se você utilizar a entrada mais próxima ao Coliseu, um dos primeiros monumentos que você vai ver é o Templo de Vênus e Roma, que foi um dos maiores da cidade. Ele teve sua construção iniciada pelo imperador Adriano no ano de 121 D.C., porém só foi terminado vinte anos depois durante o governo de Antonino Pio.

Foi erguido sobre a antiga casa do imperador Nero e é composto de duas partes: uma dedicada à deusa do Amor (Vênus) e outra à deusa da cidade.

Depois de quase 30 anos em trabalho de restauração intenso, foi aberto para visitas em seu interior a partir de 2010.

Logo ao lado, a Igreja de Santa Francesca Romana foi construída no século 9 e é uma das poucas igrejas românicas da cidade. Aqui está sepultado o Papa Gregório XI.

Abaixo podemos ver o Arco de Septimius Severus construído no ano de 203 D.C. em homenagem à vitória do Imperador e seus 2 filhos (Caracalla e Geta) sobre os Partos. Após a morte do pai, os dois foram alçados a imperadores. Em 212, Caracalla assassinou Geta e removeu do arco todas as citações ao irmão morto.

Do Templo de Castor e Póllux sobraram apenas 3 colunas de 12 metros cada, carinhosamente chamadas de “Três Irmãs”, construídas durante o reinado de Tiberius para substituir a original de 484 A.C. que foi erguida para comemorar a vitória sobre os tarquínios (últimos reis etruscos de Roma). Esta vitória foi creditada, reza a lenda, à valiosa ajuda de Castor e Póllux, dois irmãos gêmeos da mitologia grega e romana.

Construído no ano de 141 D.C. em honra à sua esposa Faustina, o  Templo de Antoninus Pius  foi transformado no século 12 na  igreja de San Lorenzo in Miranda, o que durou apenas 3 séculos. Seis colunas frontais e algumas laterais sobreviveram ao tempo, como se pode observar nas fotos acima à direita e abaixo.

O lindo Templo de Saturno foi o primeiro erguido no Forum Romano, no ano de 497 A.C. e logo se tornou um dos mais importantes da época, em homenagem a um dos deuses supremos dos romanos. Destruído pelo fogo inúmeras vezes e sempre reconstruído, o Tesouro do Estado era guardado aqui e também era aqui onde as famosas celebrações da Saturnalia começavam.

Abaixo podemos ver a Basílica de Maxêncio e Constantino, cuja construção começou no século 4, na época do Imperador Maxêncio e terminou durante o período de  Constantino, que derrotou o seu antecessor justamente na batalha da Ponte Mílvia em 312 D.C. que originou a construção do Arco de Constantino mencionado acima.

Segundo a definição da wikipedia, basílicas “…eram espaços de reunião destinados a assembleias cívicas, funcionando muitas vezes como tribunais ou espaços comerciais (lota/leilões), tornando-se um edifício central e indispensável em qualquer cidade importante“.

Pelas fotos acima de seus imensos arcos dá para se ter ideia da dimensão desta construção que era a maior do Foro Romano.

Um dos mais bem conservados monumentos do Foro Romano é o Arco de Tito, erguido no ano de 81 D.C. na época de Domiciano, para comemorar a vitória romana na Judéia (atual Palestina), comandada pelo imperador Tito, anos antes.

Um curiosidade é que até a criação do estado de Israel, em 1948, os judeus não costumavam passar por baixo deste arco.

Esta construção circular em primeiro plano na foto abaixo é o Templo de Rômulo, um dos mais bem conservados do local, com uma linda porta de bronze original da época. Foi dedicado a Valério Rômulo, filho do imperador Maxêncio. Atrás do templo fica a igreja de São Cosme e Damião.

Estes são alguns destaques do conjunto arquitetônico do Foro Romano e pode-se perder um bom tempo aqui pois há muita coisa para se ver.

E como se não bastasse ainda tem o…


PALATINO


O Monte Palatino, uma das sete colinas e local da primeira fundação de Roma, tem 70 metros de altura e duas construções em suas encostas: de um lado o Foro Romano e de outro o Circus Maximus.

De lá também podemos observar a cidade em alguns de seus mirantes.

O Circus Maximus era originalmente um hipódromo fundado no século 6 A.C. que mais tarde acabou se convertendo em local de jogos pelos gregos até ser finalmente expandido por Júlio César no ano de 50 A.C. Com 600 metros de comprimento, o estádio comportava cerca de 25 mil espectadores que podiam acompanhar as corridas de carruagens até a metade do século 6 D.C.

Hoje em dia nada mais resta do esplendor do estádio, apenas um grande campo gramado que eventualmente é utilizado para concertos e shows.

sightsofrome.blogspot.com

Dois obeliscos egípcios que aqui ficavam foram removidos: um se encontra na Piazza dei Popolo e o outro (o maior obelisco egípcio do mundo) na igreja de San Giovanni in Laterano.

Ainda no Monte Palatino ficava o Domus Augustus, local que serviu de residência do imperador  e que só foi descoberto através de escavações na década de 60. Tem aspecto modesto comparado com outras construções do local, mas em linha com a política de retorno ao tradicional que prevaleceu naquela época.

Ali também ficava o Palácio de Domitiano, uma grande construção dividida em 3 partes: a Domus Flavia (a parte pública, cujas ruínas podem ser vistas na foto acima à direita), a Domus Augustana (a parte privada) e o jardim (ou stadium).

As pinturas em seu interior sofreram com a ação do tempo e foram objeto de projetos de restauração para que, a partir de 2008, as visitas fossem permitidas.

O stadium tem 160 metros de comprimento, insuficiente para abrigar carruagens e foi o último a ser construído em 92 D.C. Era na verdade um grande jardim com inúmeras esculturas, que hoje adornam o Museu do Palatino.

O Museu Palatino tem como objetivo preservar a rica história desta parte de Roma, com vários objetos extraídos do entorno do monte Palatino.

Alguns destes objetos são apenas cópias, mas servem para nos dar uma noção de como era o local no passado.

Dentre eles, muitas são esculturas, algumas memoráveis como a Hera Borghese (Hera foi a deusa grega da mulher e do casamento) que pode ser vista abaixo à direita. Reparem nos detalhes de sua vestimenta.


INFO

Ingressos: € 12 (válidos por dias dias e inclui visitas ao Forum Romano e ao Palatino)
Os ingressos podem ser comprados na própria bilheteria ou online neste site com uma pequena taxa de conveniência adicional.

Os ingressos podem ser comprados nas seguintes bilheterias:  Via di San Gregorio (no Palatino) no Largo Romolo e Remo  (Roman Forum) ou na Via Sacra (perto do Arco di Tito). Se você possuir o Roma Pass, pode ir direto para a fila de entrada.

Horário: Abre todos os dias com exceção de 01/01 e 25/12. O horário de abertura é 8h30, mas o fechamento ocorre uma hora antes do por do sol, o que depende da época do ano:

16h30 – de 2/jan a 15/fev
17h – de 16/fev a 15/mar
17h30 – de 16/mar ao último sábado de março
19h15 – do último domingo de março a 31/ago
19h – de 01 a 30/set
18h30  – de 01/out ao último sábado de outubro
16h30 – do último domingo de outubro a 31/dez

Exceções: Sexta feira Santa fecha às 14h e dia 2 de junho abre às 13h30.

Dica extra: se você não quiser comprar o ingresso online e estiver com medo das filas, há uma maneira de evitá-las. É só comprar em outra bilheteria que não seja a do Coliseu e iniciar sua visita no Palatino ou Foro Romano que são menos congestionados. Desta forma, quando for a sua vez de visitar o Coliseu, você vai poder burlar as filas gigantescas que são a norma na alta temporada.


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