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Qual é a sua Nova Zelândia?

8 julho 2017

A Nova Zelândia é um país fascinante. Até aí nenhuma novidade, não é mesmo?

Com 2 ilhas principais (a do Norte e a do Sul, separadas pelo Estreito de Cook, assim chamado em homenagem ao britânico James Cook, responsável pelo mapeamento de toda a costa do país) é também conhecido como Aotearoa, que em linguagem maori significa ” A terra da longa nuvem branca”.

É um dos países com maior diversidade de paisagens naturais no mundo: geleiras, praias, montanhas, geisers, fiordes, rios cristalinos, chuva, neve, sol, você tem a impressão de que não falta ver nada.

 

E como fazer para montar um roteiro que te agrade com tantas opções?

Calma!

A primeira ação é dividir o seu problema em partes e é justamente isto que vou fazer, esperando te ajudar a escolher quais cidades visitar.


TRANSPORTE


A primeira escolha recai sobre que transporte utilizar nos seus deslocamentos. Vejamos:

  1. Avião – o mais rápido (e mais caro) meio de transporte, mas não necessariamente o melhor; algumas atrações do país, como o Milford Sound, não são acessíveis de avião, a não ser que você resolva pagar um voo caro de Queenstown até lá. Use avião para se locomover entre as “grandes” cidades – Auckland, Wellington, Christchurch e Queenstown. Além da Air New Zealand, também há voos pela Jet Star com preços bastante similares, mas vale pesquisar nas duas. E não seja atraído pela primeira tarifa que você vir: muito provavelmente o preço vai aumentar assim que você incluir bagagem e escolher o assento. As companhias aéreas neozelandesas só permitem uma bagagem de mão de até 7 quilos. Visite o site da Air New Zealand e da Jet Star.
  2. Trem – os passeios de trem pela Nova Zelândia são muito pitorescos, sem dúvida uma atração à parte mas, tirando o trajeto de Auckland a Wellington, não servem para se ir de um destino a outro. Considere também o preço e o tempo do passeio. Uma das rotas mais recomendadas é o entre Christchurch e Weymouth na costa oeste da Ilha Sul. Veja as opções e preços de viagens neste site.
  3. Ônibus – o preferido dos mochileiros, este meio de transporte com certeza vai te economizar alguns dólares neozelandeses (algumas passagens podem ser encontradas por até um mísero dólar, se comprado com antecedência na Intercity), mas só deve ser usado se você dispuser de bastante tempo, já que a velocidade média fica na casa dos 60km/h, além de possuir várias paradas. Há também vários tipos de passes, por região. Além da Intercity acima, a Naked Bus tem preços competitivos.
  4.  Carro  – se quiser maior liberdade, esta pode ser uma boa alternativa, mas considere o preço total, incluindo o custo extra se tiver que devolver o carro em outra cidade (às vezes é bem alto!). Lembre-se que na NZ se dirige na mão esquerda, como os ingleses, que não há acostamento nas principais rodovias e que, em alguns trechos, principalmente no oeste da Ilha Sul, você pode ficar dezenas de quilômetros sem ver um posto de gasolina. A locadora mais barata, sem dúvida, é a pouco conhecida Jucy, com preços imbatíveis. Tenho o relato de um amigo que alugou carro com eles e ficou bem satisfeito.
  5. Barco – o principal trajeto de barco é a travessia do estreito de Cook, entre Wellington (Ilha Norte) e Picton (Ilha Sul). Os confortáveis ferries fazem este percurso em horas e também podem carregar automóveis. Vejam as opções de preços e horários das várias empresas aqui.

Depois de definir o transporte, vamos tentar ver qual seria a sua “praia”:


PRAIAS


Sim, aqui também tem praias. Lindas, por sinal. A principal área fica ao norte de Auckland, na Ilha Norte, em uma região chamada Bay of Islands. Uma das mais badaladas é Paihia, onde se pode fazer um passeio náutico até um local chamado “Hole in the Rock”.

nztravelorganiser.com

A oeste de Auckland fica a selvagem e bela Karekare Beach, que serviu de cenário para as filmagens de “O Piano”.


VINHOS


Um dos países mais respeitados na produção de vinhos, possui uma gama variada de castas, sendo as mais importantes a sauvignon blanc, chardonnay e riesling (brancos), e pinot noir (tinto).

As principais regiões se encontram nos arredores de Wellington, no sul da Ilha Norte (Martinborough e ), e no centro-nordeste (região de Hawkes Bay, perto de Napier) embora existam alguns vinhedos nas imediações de Auckland (principalmente na ilha de Waiheke)

Na Ilha Sul, o grosso da produção fica no norte com a região de Nelson e Marlborough concentrando os vinhos mais premiados do país, embora se encontre algumas vinícolas em Wanaka.


ESPORTES RADICAIS


Gosta? Veio ao lugar certo, então.

A Nova Zelândia é pioneira neste quesito, tendo sido a primeira a comercializar o bungee jumping e inventar outras esquisitices como o zorbing e o fly-by-wire, sendo que este último não está mais disponível e foi fechado por requerer uma manutenção muito cara.

Além dos esportes radicais como skydiving ou jet boating, também há os tradicionais stand up paddle (praticado nos lagos e nas praias), mountain biking ou mesmo as inofensivas trilhas, que são super seguras. Ah, e para culminar, com exceção da tuatara, não existem répteis na Nova Zelândia – não é o máximo?

As duas cidades preferidas para os esportes radicais são Queenstown, na Ilha Sul e Rotorua, na Ilha Norte.


BELEZAS NATURAIS


Mais uma vez, se você gosta de natureza, aqui é o paraíso: desde as cavernas de glowworms (uma espécie de lagarta que brilha no escuro no teto das cavernas) em Waitomo (Ilha Norte) ao espetacular Milford Sound (na Ilha Sul), um fiorde esculpido pelas geleiras milhares de anos atrás, a beleza das paisagens neozelandesas vai te deixar de queixo caído.


ROTEIROS SUGERIDOS


Para facilitar a sua escolha eis aqui alguns roteiros sugeridos dependendo do número de dias que você ficar no país.

5 dias

  • Não há dúvidas: embarque direto para Queenstown e explore as redondezas, deixando um dia de tempo bom para ir até Milford Sound.

10 dias

  • Proponho quatro dias em Queenstown e o resto na Ilha norte entre Auckland e Rotorua
  • Outra opção seria ficar apenas na Ilha Sul, começando por Christchurch, indo de trem até Weymouth, descendo até as geleiras (Franz Josef ou Fox) e terminando em Queenstown.

15 dias

  • Com este tempo já dá para fazer uma divisão entre as duas ilhas: considere o roteiro de 10 dias pela Ilha Sul e acrescente 5 dias na Ilha Norte privilegiando Rotorua e ficando um os dois dias em Auckland.

20 dias ou mais

  • Este seria o tempo ideal para conhecer as principais atrações do país: eu começaria em Queenstown e subiria em direção às geleiras e depois ficaria um tempo na região de Nelson. Tomaria o ferry para dois dias em Wellington explorando as vinícolas e o Museu Te Papa, um dos melhores museus que já visitei. Pararia em Rotorua, onde iria a Hobbiton e Waitomo Caves e, se der tempo, iria até Paihia, ao norte de Auckland checar suas praias.

Alguma dúvida? Estou à disposição na caixa de comentários.

E acompanhe meus posts da viagem à Nova Zelândia e Austrália que logo logo vão estar no ar.

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