Skip to content

Nova Zelândia – Milford Sound

30 julho 2017

*************************************************************************************************

Estando em Queenstown, não se esqueça de colocar em seus planos uma esticada até Milford Sound, sem dúvida nenhuma um dos pontos altos de qualquer viagem à Nova Zelândia.

O planejamento para a ida até lá será o principal ingrediente desta equação: como é um dos locais mais úmidos do país (e também do mundo!), é fundamental escolher o dia em que o tempo estiver mais favorável para sua visita.

Também é um percurso bastante longo, mesmo com carro alugado (quase 600 km ida e volta), portanto sair cedo também te dará uma vantagem considerável.

Saímos de carro pouco depois das 7h da manhã e de um pequeno e rápido café da manhã. Tomamos a estrada na direção de Te Anau, margeando a costa sul do lago Wakatipu.

A estrada tinha um pequeno trecho em obras, mas nada que atrasasse muito a viagem. O tempo não estava lá muito convidativo, mas estávamos esperançosos.

Duas horas e 173 quilômetros depois estávamos chegando a esta pequena cidade na beira do lago de mesmo nome. Te Anau ainda parecia adormecida pouco antes das 10 da manhã, com pouquíssimo movimento nas ruas.

Paramos para complementar o café da manhã e reabastecer, já que não existe postos de gasolina daqui até Milford Sound. Dica importante!

Fomos dar uma volta rápida na beira do lago observando a paisagem e a tranquilidade do local. Não há muito mais a fazer na cidade, que não possui maiores atrativos.

Seguimos viagem parando em Te Anau Downs, que é o início da trilha chamada Milford Track, que é feita normalmente em quatro dias até Milford Sound.

A placa abaixo apareceu algumas vezes durante a viagem e nos pareceu estranha, mas tenho que concordar com ela: as estradas aqui são realmente diferentes. Estreitas, sem acostamento, cheias de curvas e às vezes até animais na pista, considere que sua velocidade média será bem inferior do que se estivesse dirigindo em outros países.

A chuvinha que seguia intermitente de repente deu lugar a um sol radiante e até apareceu um benvindo arco-íris.

Os 118 quilômetros que separam Te Anau de Milford são repletos de pontos panorâmicos e sem dúvida uma das mais belas rotas que já percorri.

As paradas pelo caminho eram inúmeras e em cada uma o panorama era exuberante. Difícil encontrar tanta beleza junta.

Vejam a sequencia de fotos abaixo e tirem suas próprias conclusões!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Logo depois percorremos o Homer Tunnel, aberto em 1953 e conectando dois vales. Com 1,2km de extensão, pouca iluminação e possuindo apenas uma pista, funciona em sistema de revezamento, priorizando o fluxo de um dos lados a depender da hora do dia.

Um dos habitantes locais mais atrevidos é o papagaio da nova zelândia, mais conhecido como kea e que ficam à espreita logo após o túnel, aguardando uma alma caridosa que os alimente (o que não deve ser feito de jeito nenhum!).

Bem maior que um papagaio, uma bicada deste pássaro deve ser bastante dolorida, portanto atenção redobrada.

Um dos locais mais interessantes, pouco depois do túnel, é o The Chasm, onde se caminha por 500 metros desde o estacionamento e se pode ver como as águas do rio esculpiram as rochas ao seu redor.

Depois disso são apenas mais 10 quilômetros, ou cerca de 12 minutos de carro, para termos a primeira visão do nosso destino final.

O Milford Sound Visitor Centre possui uma lanchonete onde se pode comprar alguns sanduíches e saladas a preços nem tão exorbitantes. Se puder, traga seu próprio lanche.

Possui um amplo estacionamento gratuito, de onde caminhamos mais alguns metros até a área de embarque, agora totalmente remodelada. Ali pegamos nossos cartões de embarque no cruzeiro das 14h45.

Fomos incrivelmente felizes com o tempo, pois até a metade do caminho estava nublado e até choveu, mas foi só passar pelo túnel e encontramos o céu aberto e o sol brilhando.

 

 

O nome Milford Sound (“estreito de Milford“) é enganador, pois estamos realmente diante de um fiorde, esculpido pelo movimento das geleiras. Com 16 km de extensão, em alguns pontos chega a 400 metros de profundidade e é o único na Nova Zelândia acessível por uma rodovia.

Efeito interessante é criado pela grande pluviosidade: por conta dos sedimentos que escorrem com as chuvas pelas escarpas, a água na superfície tem coloração escura e tam salinidade baixíssima. Logo abaixo ficam as águas vindas do Mar da Tasmânia.

Rodeado de montanhas, sendo a mais alta a impressionante Mitre Peak, com 1692 metros, o local também é repleto de pequenas cachoeiras, mais visíveis nos períodos chuvosos.

Algumas destas quedas d’água chegam a 1000 metros de altura, mas apenas duas são permanentes – a Lady Bowen, com 162 metros de altura e principal fonte de água e eletricidade para os poucos moradores do local e a Stirling Falls.

Milford faz parte do Fiordland National Park que, juntamente com o Mount Cook National Park e o Westland National Park, formam a área conhecida como  Te Wahipounamu. Este conjunto é reconhecido pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, por sua diversidade ecológica e geográfica.

Também abriga um grupo de golfinhos que tivemos sorte de ver durante o nosso cruzeiro (na minha primeira experiência, 17 anos atrás, não tive este prazer). Da espécie bottlenose, acredita-se que há 60 espécimes vivendo lá.

Algumas espécies de leões marinhos também fazem parte da fauna local.

Nosso passeio nos levou até o bravio Mar da Tasmânia, indo um pouco mais além do que a minha excursão anterior ao Milford Sound.

O tempo se manteve aberto durante todo o passeio, nos dando a rara oportunidade de ver o belíssimo por do sol do local.

Repare na quantidade de fotógrafos alinhados aguardando o momento do clique!


O cruzeiro pelo Milford Sound pode ser feito com várias companhias e normalmente dura cerca de duas horas. Cada uma delas tem três ou quatro horários de saída por dia, a depender da época do ano (no verão são mais frequentes).

Desta vez fizemos o passeio com a Mitre Peak, e pagamos 50 NZD através da página do Bookme.

Também há pacotes com transporte para quem não está de carro, saindo de Te Anau ou de Queenstown. Deste modo, se vc não pernoitar em Milford ou em Te Anau, não vai conseguir embarcar nos primeiros horários dos cruzeiros ainda de manhã.

Por este motivo estes horários são normalmente mais baratos e/ou oferecem alguns agrados, como o café da manhã incluído na tarifa. Como a maioria dos turistas vem mesmo de Queenstown e só consegue chegar próximo ao meio dia, as saídas da tarde são normalmente mais concorridas e portanto, mais caras.

Outros passeios incluem algumas horas de caiaque ou mesmo o pernoite em algum barco mais confortável.


Pegamos a estrada antes das 18hs. Ainda tínhamos 300 km para percorrer de volta a Queenstown, mas estávamos super satisfeitos com esta experiência maravilhosa!

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: