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Nova Zelândia – Auckland – transporte e passeios

5 agosto 2017

Capital e cidade mais importante do país, Auckland não chega a ser um destino vibrante e alguns bairros têm até ares de cidade do interior, mas muito provavelmente a cidade será seu primeiro pouso na Nova Zelândia e vale a pena passar alguns dias por lá.

Sua região metropolitana conta com mais de um terço da população do país inteiro (34% dos mais de 4 milhões de habitantes) e é a cidade com maior quantidade de embarcações per capita como você poderá perceber ao olhar o seu porto.

Não existe metrô na cidade e o transporte público é pouco utilizado quando se compara com outras cidades do país, como Wellington ou mesmo Sydney, na Austrália. O melhor a fazer é caminhar mesmo ou tomar um ferry para alguns bairros mais afastados como Devonport ou para explorar as várias ilhas na Baía de Auckland.

Dependendo do tempo que você ficar na cidade e da quantidade de passeios programados, pode ser interessante comprar o AT HOP, o cartão pré-pago para uso no transporte, que garante ao menos 20% de desconto nas tarifas dos ônibus, trens e ferries (exceção para o Skybus e o ferry até Waiheke). Mais detalhes sobre como usar e onde adquirir o cartão, veja neste site.

Uma ótima opção aos (caros) ônibus hop-on-hop-off é tomar uma das rotas circulares que percorrem a cidade.

No mapa abaixo estão marcadas as 3 linhas (a cor no mapa é a mesma cor do ônibus referente àquela linha) que possuem tarifas crescentes quanto maior for sua área de abrangência. Normalmente o intervalo entre os ônibus é de 15 minutos, das 6h30 (domingos a partir das 7h) às 23h.

Nós tomamos o Inner Link (o verdinho!) e passeamos por Parnell, Ponsonby, a Karangahape Road (mais conhecida como K-Road) e descemos no Britomart, o principal hub de transporte da cidade e que fica ao lado do Central Pier.

O melhor local para se hospedar é o centro da cidade onde fica o terminal do ônibus Skybus, a melhor opção para sair do aeroporto, que fica a 40 km de distância. A passagem custa 18 NZD (ou 32 NZD ida e volta) e a viagem até o centro dura entre 40 e 60 minutos. O ponto final é na Queen Street, bem próximo à Sky Tower.

Se você estiver com um grupo, talvez valha a pena tomar um táxi. No aeroporto a viagem até o centro sai por volta de 65 NZD. Caso o grupo tenha mais de 4 pessoas, a melhor pedida é um shuttle, que cobra 35 NZD para o primeiro passageiro e 8 NZD para cada pessoa adicional. No hotel Ibis conseguimos um transfer para o Aeroporto por 40 NZD.

Ficamos no ótimo Pullman Hotel em frente ao Albert Park, um dos muitos da cidade e o preferido dos locais para um passeio com algumas árvores centenárias, fontes e jardins floridos.

O parque foi erguido como uma fortificação militar onde antes ficava um assentamento maori chamado Te Horotiu Pa.

 

No centro do parque fica uma fonte importada da Grã Bretanha em 1881, contendo algumas estátuas de golfinhos.

Ao lado fica uma estátua de bronze da Rainha Vitória inaugurada em 1897 para comemorar o seu Jubileu.

Ao lado do parque, na rua fica a Auckland Art Gallery (Toi o Tamaki, com entrada grátis, aberto todos os dias das 10h às 17h) que começou no século 19 com doações de obras de mestres europeus vindas de colecionadores e hoje possui a mais extensa coleção de arte nacional e internacional do país.

Vale a visita, nem que seja para admirar sua premiada ala nova inaugurada em 2011, resultado de um trabalho de arquitetos australianos que levou o prêmio de “Prédio do Ano” na edição de 2013 da World Architecture Festival.

Não deixe de dar um pulo também na área do Viaduct Harbour e Wynyard Quarter. Situado a oeste do porto de Auckland, é um  lugar bastante agradável, ótimo para um passeio de fim de semana, quando fica lotado de moradores e turistas. Contribui para isso a oferta de restaurantes, parques infantis (Silo Park) e até um museu.

Ainda podem ser vistos por lá alguns tanques de combustíveis pertencentes ao porto, mas gradualmente estes estão sendo retirados e a área está se tornando um misto de elegantes edifícios residenciais e prédios comerciais, ainda mais valorizados por sua privilegiada localização próximo ao centro da cidade.

Neste domingo, mesmo um pouco nublado, a temperatura estava em agradáveis 17 graus e o local estava repleto de moradores locais e turistas.

Percorremos quase toda a extensão do calçadão e na volta paramos para degustar uma pizza gigante com direito a música ao vivo (um garoto de uns 15 anos tocava covers do Ed Sheeran e composições próprias) e people watching.

Se você tiver tempo (e já tiver ido a Waiheke, assunto do próximo post) vale a pena atravessar a baía chegando a Devonport em apenas 12 minutos.

Longe do agito da cidade, este bairro ao norte da baía tem sua importância histórica, com arquitetura colonial, parques tranquilos, restaurantes convidativos, lojas diversas com itens de vestuário e obras de artesãos locais e até um vulcão para chamar de seu.

A travessia sai do pier central de Auckland a cada meia hora a partir das 6h15 (uma hora mais tarde aos domingos)  e custa 6,50 NZD o trecho (ou 12 NZD ida e volta). Com o AT HOP, o trecho sai a 4,60 NZD.

Alugar uma bicicleta (ou um Segway!) pode ser uma boa ideia para explorar adequadamente o local, mas é caminhando pelo seu calçadão, em um trajeto que pode durar 45 minutos em passo normal, que se tem uma experiência mais enriquecedora.

Alguns turistas vem aqui para a subida de 200 metros até o topo do Monte Victoria, um vulcão extinto e de onde se tem uma vista 360 graus de Auckland ao fundo. Para quem gosta, há um museu naval (Torpedo Bay Navy Museum) que pode ser visitado gratuitamente todos os dias das 10h às 17h.

A subida ao Sky Tower é interessante (fiz este passeio em 2000) se o tempo estiver bom e/ou se você estiver pensando em fazer um dos programas radicais que são oferecidos por lá.

Apesar dos seus 328 metros, o que a torna a torre mais alta do hemisfério sul, a plataforma de observação fica a apenas 22o metros acima do solo.

O ingresso custa 29 NZD e a torre está aberta das 9h às 22h (meia hora mais cedo e mais tarde durante o verão). Veja se tem alguma oferta no Bookme antes de comprar seu ingresso.

A cena gastronômica da cidade está em alta, mas não consegui me acostumar com os horários de abertura e não foi culpa do fuso horário: os restaurantes fecham muito cedo aqui, principalmente no centro da cidade e durante a semana.

Uma boa experiência que tivemos foi no moderninho Amano que também funciona como padaria gourmet e serve café da manhã (66-68 Tyler Street, aberto a partir das 7h da manhã) e fica na região do Britomart.

Com um cardápio enxuto, o prato que me chamou mais a atenção foi o raviolone com figos e presunto de parma que estava sensacional e deixou um gostinho de quero mais, até porque a porção não estava assim tão generosa, né?

Ainda naquela região, experimentei um inusitado e saboroso hamburguer de cogumelos no Better Burger (31 Galway Street) com um ótimo preço. Recomendável!

No próximo post, uma dica preciosa de uma escapada a uma das ilhas mais charmosas na região da Baía de Auckland: Waiheke.

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