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Nova Zelândia – Rotorua

14 agosto 2017

Rotorua é uma das cidades mais visitadas na Ilha Norte. Em parte por conta da sua tradição maori e também por sua intensa atividade vulcânica, o que deixa a cidade com um leve cheiro de “ovo podre” pela concentração de enxofre na atmosfera, fazendo com que ela fosse carinhosamente apelidada de Rotten (“podre”) Rua.

Na verdade o nome da cidade significa dois (“rua“) lagos (“Roto“).

Com uma população de pouco mais de 50 mil habitantes, cerca de um terço é composta de maoris, que tem aqui sua cultura mais preservada.

O edifício mais conhecido (e bonito) da cidade é o Museu de Rotorua que fica no igualmente lindo Government Gardens, um parque público construído pelo Governo para ser uma atração turística. Este local é de grande importância para os maoris, sendo palco de diversas batalhas. Grande parte do terreno foi doado à coroa britânica em 1800.

O Museu infelizmente está fechado (situação em maio de 2017) devido aos danos causados pelo terremoto que atingiu o país em 2016 e continua aguardando uma análise mais criteriosa dos peritos para decidir o que fazer.

Além do museu, há uma antiga casa de banhos (Blue Baths) com piscina, uma quadra de boliche e outra de croquet. O famoso Polynesian Spa também fica ali, com suas diversas piscinas e tratamentos com as águas sulfurosas que abundam na região.

Aliás, qualquer que seja sua escolha de hospedagem (ficamos no Ambassador Thermal Hotel, bem próximo à parada de ônibus que vem de Auckland) certamente haverá um espaço para relaxamento com águas termais. Aproveite!

 

Durante o mês de maio, quando fomos, a cidade fica praticamente deserta durante a semana parando por completo a partir das 21hs, portanto programe seus passeios para retornar a tempo de jantar  cedo.

E o melhor local para suas refeições com certeza vai ser a Eat Street, uma quadra da rua Tutanekai , entre a Whakaue e Pukaki Street bem próxima ao lago.  A quadra possui teto retrátil e chão aquecido (!), possibilitando uma experiência gastronômica  para qualquer tempo. Há várias opções de restaurantes e até uma sorveteria.

Esta atividade vulcânica da cidade deu origem a algumas das principais atrações locais, como o parque Wai-o-tapu, que fica a 25 km ao sul, na estrada para Taupo. Como o transporte público é muito ruim, sua melhor pedida é entrar em uma excursão.

Como queríamos conjugar uma ida a Hobbiton (que será destrinchada no post a seguir) conseguimos um combo com a ida a Wai-o-Tapu de manhã e a Hobbiton na parte da tarde. Ficou tudo por 180 NZD, incluindo o ingresso para as duas atrações, um preço que eu considero bem razoável.

Fechamos o pacote com a Peterpans Adventure Travel (esquina da Fenton e Hinemoa Street).

Wai-o-tapu Thermal Wonderland é um parque com inúmeras “piscinas” coloridas por diversos elementos químicos presentes em suas águas. Uma das mais impressionantes é a chamada mud pool, com coloração cinza. Sua administração é feita por uma firma de maoris que adquiriu os direitos da propriedade em 2012.

A experiência da visita se inicia com uma ida ao gêiser Lady Knox, um dos mais ativos do parque e que foi descoberto acidentalmente quando prisioneiros que trabalhavam naquela região estavam lavando roupa e perceberam que acontecia uma erupção quando a água com sabão entrava por sua abertura.

Hoje, através de uma indução com surfactante, o gêiser jorra todos os dias às 10:15 da manhã com jatos chegando a 20 metros de altura, em um espetáculo que dura cerca de 3 minutos, o suficiente para a horda de turistas se esbaldar em fotos e selfies.

Depois somos conduzidos até a entrada propriamente dita do parque e iniciamos a visita que pode ser feita seguindo três circuitos distintos e complementares.

Estes  percursos podem ser feitos sem pressa em duas horas, que era exatamente o tempo que tínhamos antes do almoço.

O circuito 1 é o mais longo em extensão apesar de ser o mais plano e, sem dúvida o mais interessante. Na metade do caminho vemos a mais bonita das piscinas, a chamada Champagne Pool com seus tons alaranjados e verdes.

Os tons coloridos são resultado da interação dos vários minerais (ouro, prata, mercúrio, enxofre e tálio, dentre outros) com a água, que chega a impressionantes 230 graus centígrados a 62 metros de profundidade (na superfície são meros 74 graus!).

Além desta, podemos ver inúmeras outras formações impressionantes, resultado de erupções hidrotermais ocorridas há cerca de 700 anos.


INFO WAI-O-TAPU

Horário: Diariamente das 8h30 às 17h (última entrada às 15h45)

Ingresso: 32,50 NZD


 

O último local visitado foi Te Whakarewarewatanga O Te Ope Taua A Wahiao (mais conhecido por sua abreviação Te Whaka, lembrando que o “wh” tem som de “f” em maori), outra área geotermal, essa mais próxima da cidade, acessível através de uma caminhada de meia hora pela  Fenton Street na direção sul ou com o ônibus da linha 11 (passagem a 2,70 NZD).

Primeiramente ocupado pelos maoris em 1325, ficou conhecido como um local impenetrável e jamais perdido em batalhas, servindo como moradia por conta da atividade geotermal que permitia cozinhar e fornecia aquecimento.

Vejam um exemplo de um forno natural na foto abaixo.

No final do século passado, o local foi dividido em dois: o Te Whakarewarewa Thermal Village (que ficou com um terço de seu tamanho original) e Te Puia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O primeiro ficou com a maioria das construções e uma vila Maori, mas sua principal atração, o geiser Pohutu, cuja erupção se dá a cada 60 minutos, acabou ficando na área de Te Puia, embora se possa ver à distância de Te Whaka.

Quando se trata da atividade geotermal, não há dúvidas que Wai-o-Tapu é bem superior e mais dramático. O grande chamativo de Te Whaka (e Te Puia também) é a cultura maori, principalmente pelo show que acontece duas vezes por dia, onde temos uma ideia das canções e danças maoris, incluindo a Haka.


INFO – TE WHAKAREWAREWA THERMAL VILLAGE

Horário: Diariamente das 8h30 às 17h

Ingresso: 40 NZD (incluindo o tour guiado e o show) a 70 NZD (com uma refeição maori – o hangi)


Rotorua também tem seu lado radical, com opções incluindo o tandem skydiving. Foi aqui que fiz o meu salto no longínquo ano de 2000, uma experiência inesquecível.

A exemplo de Queenstown, no Rotorua Skyline se toma um teleférico para ter vistas da cidade. Aqui, porém, o cenário não é tão dramático nem tão alto como lá. Você continua podendo experimentar o luge, e isso eu recomendo.

Como você pode ver, há muita coisa a ser vista na cidade a depender dos seus gostos. Sugiro que você passe ao menos dois dias completos por aqui para ter uma boa ideia da região. E, claro, não se esqueça de visitar Hobbiton e de dar um pulo nas Waitomo Caves para ver o espetáculo dos glowworms.

Diversão garantida!

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