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Austrália – Melbourne

30 setembro 2017


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Nosso voo direto de Auckland a Melbourne foi em um avião da Qantas que pousou em Tullamarine, um dos dois aeroportos da cidade e onde provavelmente você irá desembarcar.

Para percorrer os 25 km que separam este aeroporto do centro da cidade a melhor opção é o SkyBus, um ônibus executivo com ar condicionado e wi-fi  que segue direto para a estação de trens Southern Cross que fica bem no Central Business District (ou CBD, como é conhecido).

A passagem custa AUD18 (ou AUD 35 ida e volta) e o ônibus funciona 24 horas, saindo a cada 10 minutos nos horários de pico. Se você estiver hospedado próximo a St. Kilda, há uma linha específica para este destino, das 6h30 às 19h, custando apenas AUD1 a mais.

railgallery.wongm.com

Alugamos um apartamento no Airbnb em um dos edifícios mais altos da cidade e a apenas duas quadras do ponto final do Skybus: nosso apê de 2 quartos ficava no 54° andar e tinha uma vista esplendorosa do CBD, como você pode ver na foto que abre o post e que foi tirada nas primeiras horas da manhã.

Chegamos ao final do dia e saímos à noite para ver  o intenso movimento na área central, com vários artistas de rua se apresentando e muitos bares lotados de clientes.

Acabamos parando em um pub na Swanston Street e experimentei pela primeira vez o fish and chips australiano. Estava bem gostoso e com preço bem camarada (AUD14 ).

Além de estarmos em uma área central, tínhamos a vantagem adicional de poder utilizar gratuitamente o sistema de trams da cidade. Isso mesmo: em pleno coração do CBD, uma área considerável, pode-se tomar qualquer um deles sem pagar um tostão na chamada Free Tram Zone, delimitada pela linha vermelha no mapa abaixo.

Se você aproveitar para tomar o tram 35, que faz um percurso circular em ambos os sentidos, exatamente sobre a linha marcada em vermelho, vai poder fazer um city tour gratuito.

Foi o que fizemos no dia seguinte pela manhã.

Você vai poder ver alguns dos prédios mais importantes da cidade como a Prefeitura (Melbourne Town Hall), construção de 1870 situada na esquina da Collins com a Swanston Street, utilizada para concertos e exibições e que foi até palco de uma recepção aos Beatles em 1964 quando cerca de 20.000 pessoas se aglomeraram no lado de fora…

… ou o edifício do Parlamento do Estado de Victoria, cuja construção se iniciou em meados do século 19 sendo finalizada apenas em 1929. Este prédio também já foi a sede do Parlamento Australiano…

… ou ainda, a Flinders Street Rail Station, a estação de trens mais antiga e movimentada da Austrália, um verdadeiro ícone da cidade. Funciona como estação de trens desde 1854, embora o edifício atual tenha sido construído em 1909.

Depois do tour gratuito foi hora de caminhar um pouco pela cidade. Atravessamos a ponte ao lado da estação de Flinders Street e seguimos pela St. Kilda’s Road na direção do Shrine of Remembrance (“Templo da Lembrança”) dedicado aos soldados australianos que combateram na Primeira Guerra Mundial.

No caminho passamos pelo parque King’s Domain onde pudemos ver este casal de pássaros coloridos (que parecem ser da espécie rainbow lorikeet, parentes do papagaio).

O King’s Domain foi estabelecido em 1854 e contém várias espécies nativas da Austrália e a residência oficial do Governador do Estado de Victoria, além de ficar adjacente ao Jardim Botânico Real.

O parque é super bem cuidado e tem algumas estátuas lindas, mas estava praticamente vazio, talvez por ser um dia de semana.

Com a temperatura em agradabilíssimos 18 graus, o dia estava bem convidativo a caminhadas mesmo e em pouco mais de meia hora estávamos chegando no destino final.

O Templo da Lembrança foi construído por dois arquitetos australianos, que coincidentemente também foram veteranos  da Primeira Guerra, com desenho inspirado no Mausoléu de Halicarnassos e no Parthenon.

No seu interior, há uma estátua de um soldado e seu filho, além da Pedra da Lembrança, que traz a inscrição “Greater Love hath no man”.

Todo dia 11 de novembro ás 11 da manhã, um raio de sol que entra por uma abertura no teto ilumina a palavra “love”.

A visita foi curta, mas deu para se inteirar de vários fatos relativos à participação da Austrália e Nova Zelândia na Primeira Guerra.

Não se esqueça de subir ao terraço para uma das melhores vistas gratuitas de Melbourne que se pode ter.

Voltamos pelo mesmo caminho, desta vez passando pela National Gallery of Victoria, mais conhecida pela sua abreviação NGV.

Aberta todos os dias, das 10 às 17h, tem entrada grátis e uma enorme coleção de cerca de 70 mil peças, incluindo alguns representantes da arte aborígene.

Infelizmente não foi desta vez que a visitamos pois ainda faltava muita coisa pra ver e queríamos aproveitar o lindo dia para fazer o máximo de caminhadas ao ar livre e sentir a vibe da cidade.

Acabamos parando no Soho Restaurant and Bar, um ótimo local  para almoçar, bem em frente ao rio.

O local, além de sua posição privilegiada, com vista do movimento do calçadão, oferece um menu executivo no almoço, chamado de Lunch Express, com opções de massa e carne a partir de  AUD18, com direito ainda a uma caneca de cerveja ou uma taça de vinho, uma verdadeira pechincha australiana!

Escolhi um linguini com lula, abobrinha e tomates que casou perfeitamente com o sauvignon blanc.

Continuamos caminhando e cruzamos a ponte para chegar a Flinders Street e logo em frente fica a St. Paul’s Cathedral, a sede da igreja anglicana na cidade, cuja construção se iniciou em 1926.

Demos uma passada na Hosier Lane, um pouco mais a frente, um dos mais conhecidos locais de street art na cidade. Achei o local meio sujo e não merecedor de todo o hype.

Algumas quadras diante chegamos ao parque Parliament Reserve de onde se pode avistar a linda St. Patrick’s Cathedral.

A Igreja, católica, é a sede da Arquidiocese de Melbourne e foi consagrada em 1897, apesar de não estar com sua construção finalizada naquela época.

Tomamos um tram na direção do porto para uma curta caminhada por esta área revitalizada, repleta de restaurantes, edifícios residenciais e centros comerciais.

Uma das características mais conhecidas da cidade é a sua variedade de galerias comerciais, cada uma mais enfeitada do que a outra, como a Royal Arcade, mostrada na foto abaixo à esquerda.

Normalmente estas galerias conectam alguns dos becos da cidade, outro de seus tesouros escondidos: repleto de bares e lojas descoladas, percorrer estas ruelas é programa mais do que obrigatório na cidade, principalmente durante a happy hour.

Em uma destas ruelas escolhemos o nosso restaurante para o jantar: o italiano Max, na Hardware Lane não fez feio no quesito massas. Comi um delicioso fettuccini carbonara com uma taça de um shiraz australiano.

Na manhã seguinte tínhamos reservado a excursão pela Great Ocean Road e os 12 apóstolos (assunto para o próximo post), portanto não tivemos tempo para explorar melhor esta cidade fascinante.

Não visitamos os museus da cidade e, apesar de termos ficado no centro, ainda faltaram algumas atrações por lá.

E, principalmente, não fomos a St. Kilda um bairro descolado e alternativo à beira-mar, com seus teatros e o parque de diversões Luna Park!

Ou seja, não cometam o mesmo erro e reservem ao menos 4 dias inteiros para curtir a cidade como se deve.

Melbourne merece!

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