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Austrália – Sydney – Opera House e Harbour Bridge

5 novembro 2017

A área do Sydney Harbour é a mais frequentada por turistas na cidade graças às suas duas grandes atrações: a ponte Sydney Harbour e a Opera House. Além destas duas, há diversas atrações para manter você ocupado por um dia ou mais.

A Opera House de Sydney é uma das grandes obras arquitetônicas do século passado e o maior ímã para turistas no país, com mais de 8 milhões de visitantes por ano, sendo também um dos principais centros de artes do mundo com mais de 2000 shows e performances anuais.

Erguida em uma área sagrada para os povos aborígenes, no chamado Bennelong Point, o projeto do arquiteto dinamarquês Jørn Utzon revolucionou a paisagem do porto com suas curvas ousadas e seu design futurista. E pensar que seu arquiteto, devido à pressões com a complexidade de sua engenharia e custos cada vez maiores, deixou a Austrália no meio de sua construção sem retornar para ver sua obra!

O resultado de 16 anos de obras foi finalmente inaugurado pela Rainha Elizabeth II em outubro de 1973 para calar de vez aqueles que se opunham à sua construção. Notável é o design do teto em formato de concha que concentra toda a grandiosidade da obra, criando um impacto visual difícil de esquecer.

O complexo possui mais de 1000 salas, entre elas um teatro para peças e outro para óperas, além de um estúdio e uma grande sala de concertos. Cerca de 2 milhões de espectadores participam de suas apresentações.

O edifício tem 185 metros de comprimento por 120  metros de largura e seu custo final foi de 102 milhões de dólares australianos.

Há várias opções de visitas guiadas, cada uma com um objetivo distinto: pode-se fazer uma visita ao backstage, outra que inclui uma refeição no Opera Bar e a mais luxuosa de todas com 4 horas de duração que, além da visita, inclui uma parada no Bennelong Restaurant para um menu degustação com pratos preparados pelos melhores chefs australianos.

A visita básica dura cerca de uma hora e custa 37 AUD (10% de desconto se reservar online neste site).

Nós tivemos a sorte de assistir a uma apresentação do pianista japonês Nobuyuki Tsujii, cego de nascença. Foi um espetáculo emocionante, tanto pela música em si (Piano Concerto no. 2 de Chopin) quanto pelo lindo ambiente da sala de concerto.

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A Sydney Harbour Bridge rivaliza com a Opera House na categoria “monumento mais fotografado do país”. Com razão, as duas joias do porto de Sydney são mesmo a cereja do bolo da cidade, sem a menor dúvida.

Sendo a maior ponte de aço do mundo, tem seu ponto mais alto a 134 metros acima do nível d’água. Apesar de ter sido idealizada ainda no século 19, foi somente após a Primeira Guerra Mundial que o projeto tomou corpo.

Depois de um concurso no qual uma firma inglesa de Middlesbrough se sagrou vencedora, sua construção se iniciou em 1924, levando oito anos para ser inaugurada, com seis pistas para carros, duas para trens e duas para os trams.

Nos anos 50, com a abolição dos trams na cidade, suas pistas foram revertidas para o tráfego de automóveis – hoje na casa dos 180 mil veículos por dia. Ainda há uma pista para bicicletas e uma para pedestres.

A travessia pelos seus 1,2km é gratuita e uma ótima maneira de se ter uma vista alternativa da Opera House.

Outra forma de poder usufruir da ponte é escalando-a!

Isso mesmo: desde 1998 grupos de 12 pessoas saem a cada 15 minutos para uma experiência inesquecível que inclui um simulador de escalada antes da verdadeira aventura para acostumar os valentes candidatos.

O preço é um pouco salgado e depende do horário e do dia que você escolher (começam em 183 AUD para a escalada “meia boca” até 383 AUD para a escalada no alvorecer, ficam 20 AUD mais caros nos fins de semana)  mas quem já fez diz que é sensacional!

Para os menos corajosos, uma subida de 200 degraus em um dos pilares até um mirante também proporciona vistas indescritíveis de 360 graus e sai bem mais barato (abre todos os dias das 10 às 17h e custa meros 15 AUD).

O Pylon Lookout, que também abriga um museu sobre a construção da ponte, fica na parte sudoeste da mesma.

Mesmo se você optar apenas pela travessia gratuita, como a gente fez, vai ter chance de ver o Sydney Harbour por outros ângulos.

Do outro lado da ponte fica o bairro de North Sydney, com alguns edifícios residenciais mas pouco comércio e grande concentração de escritórios, principalmente relacionados à área de tecnologia de informação e propaganda.

Não achamos que valesse a pena descer até lá.

Muito provavelmente você já deve ter visto a ponte toda iluminada nas festividades do Ano Novo, sendo o local mais badalado da queima de fogos do reveillon australiano.

O passeio não acabou: ainda no Sydney Harbour, aproveite para explorar o bairro histórico The Rocks que fica logo aos pés da ponte.

A área era conhecida como Tallawoladah pelos aborígenes antes da chegada dos colonizadores. Ganhou o nome atual por conta das construções iniciais que foram feitas dos arenitos presentes no local, mas sempre teve má reputação por conta dos marinheiros e prostitutas e de uma gangue que manteve o terror no bairro até 1870.

 

Depois de sofrer com a peste bubônica no começo do século 20, quando várias de suas casas foram destruídas, nova onda de destruição foi necessária para a construção da Harbour Bridge.

Hoje em dia a vibe local é bem alternativa e tranquila, com pubs transados, ótimos restaurantes e mercados de rua nos fins de semana (funcionando das 10 às 17h).

O prédio do Australian Steam Navigation (visto na foto ao lado) é um dos mais conhecidos do bairro e foi construido em 1884 em estilo vitoriano.

Naquela região fica também o Museu de Arte Contemporânea da Austrália, dedicado à arte australiana e mundial, um ótimo complemento ao passeio pela área.

 

Aberto em 1991, teve sua área ampliada em 2012 para abrigar as mais de 4.000 obras de artistas australianos.

Você pode visitar o museu gratuitamente todos os dias das 10 às 17h ( às quartas até as 21h).

Debaixo da ponte fica o Dawes Point, um parque que permite lindas vistas da Baía de Sydney, além de ter sido o primeiro local fortificado no país em 1788.

Os canhões mostrados abaixo são remanescentes da artilharia pesada do forte, que foi demolido por ocasião da construção da Harbour  Bridge.

Como vocês podem ver, tem atrações à vontade para encher um ou dois dias do seu período na cidade. Aproveitem!

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